PECANHA, ALCEBIADES

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Nome: PEÇANHA, Alcebíades
Nome Completo: PECANHA, ALCEBIADES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PEÇANHA, ALCEBÍADES

PEÇANHA, Alcebíades

*diplomata; emb. Bras. Itália 1931-1934.

 

Alcebíades Peçanha nasceu em Campos (RJ) no dia 23 de setembro de 1869. Seu irmão Nilo Peçanha foi vice-presidente da República no governo de Afonso Pena de 1906 a 1909, presidente da República de 1909 a 1910 e governador do estado do Rio de Janeiro de 1914 a 1917.

Líder da campanha republicana na província do Rio de Janeiro, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Ainda acadêmico, dirigiu a Folha Nova, jornal estudantil que circulou em maio e em junho de 1887, e do qual Nilo Peçanha era redator. Bacharelando-se em 1890, um ano após a Proclamação da República (15/11/1889), em 1891 tornou-se promotor público do estado de São Paulo, função que exerceu até o ano seguinte. Em 1893 viajou para a Europa, onde atuou como intendente de imigração do estado do Rio de Janeiro até 1894.

Em agosto de 1909 foi chamado por Nilo Peçanha, que acabara de ascender à presidência com a morte de Afonso Pena, para assumir a Secretaria da Presidência da República, cargo que ocupou durante todo o governo do irmão. Tornou-se ministro plenipotenciário de primeira classe e embaixador extraordinário em outubro de 1910. Em novembro desse ano, ao final da gestão de Nilo Peçanha, passou a se dedicar à carreira diplomática.

Serviu como ministro plenipotenciário e embaixador extraordinário em São Petersburgo, na Rússia. Em outubro de 1916 foi transferido para Madri, onde permaneceu até julho do ano seguinte. Nesse mesmo mês passou a servir em Buenos Aires, desempenhando suas funções até outubro de 1918. Retornando a Madri no mesmo posto em junho de 1919, aí representou o Brasil no XII Congresso da União Postal Universal, realizado em 1920. Em 1921, também como representante brasileiro, participou do Congresso Hispano-Americano de História e Geografia, realizado em Sevilha, na Espanha. Deixando Madri em fevereiro de 1923, passou a servir como embaixador extraordinário e ministro plenipotenciário na embaixada brasileira em Varsóvia, na Polônia. Nessa cidade participou, em 1924, do IV Congresso Internacional de Ensino Secundário e, em 1925, do XII Congresso Internacional de Agricultura e do Congresso Internacional de Direito Privado Aéreo.

Em fevereiro de 1931, pouco depois da Revolução de 1930, deixou Varsóvia e, em abril do mesmo ano, tornou-se embaixador brasileiro em Roma, sucedendo a Oscar de Tefé. Substituído no cargo em outubro de 1934 por José Roberto de Macedo Soares, em março do ano seguinte foi nomeado embaixador em Madri. Em setembro de 1935 participou, como delegado diplomático do Brasil, do XXVI Congresso Internacional de Americanistas, em Sevilha. Permaneceu em Madri até fevereiro de 1938, quando se aposentou.

Formado pela Universidade de Turim, na Itália, foi membro correspondente da Real Academia de História de Madri. Pronunciou conferências sobre o imperador brasileiro Pedro II, preconizando a necessidade de criação do Museu Imperial de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro.

Publicou o folheto Um diplomata na República.

 

FONTES: GUIMARÃES, A. Dic.; MIN. REL. EXT. Almanaque (1934); MIN. REL. EXT. Anuário (1937); VELHO SOBRINHO, J. Dic.

 

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