PEDRO, ALIM

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Nome: PEDRO, Alim
Nome Completo: PEDRO, ALIM

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PEDRO, ALIM

PEDRO, Alim

*pref. DF 1954-1955.

 

Alim Pedro nasceu em Paracambi (RJ) no dia 13 de março de 1907, filho de José Pedro e de Cecília Pedro. Seus pais eram imigrantes libaneses.

Fez o curso primário em escolas de Bangu, subúrbio do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e o secundário no Colégio Pedro II, também na capital federal. Diplomou-se em engenharia civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro em 1933.

No ano seguinte ingressou por concurso no quadro de engenheiros da Prefeitura do Distrito Federal. Habilitado também pela Faculdade de Filosofia do Rio de Janeiro a lecionar física nas escolas técnicas, não chegou a exercer o magistério.

Em 1939, na vigência do Estado Novo, foi nomeado diretor do Departamento de Limpeza Pública pelo então prefeito do Distrito Federal, Henrique Dodsworth. Quando Eurico Gaspar Dutra assumiu a presidência da República, em janeiro de 1946, foi nomeado presidente do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI). Construiu diversos conjuntos habitacionais populares nos subúrbios cariocas de Realengo e Padre Miguel. No mesmo período fez parte da comissão federal incumbida de estudar o projeto da usina hidrelétrica do rio Macabu, no estado do Rio de Janeiro, e do primeiro conselho fiscal da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF), como representante do governo federal.

Terminado o governo Dutra em janeiro de 1951, retornou ao quadro de engenheiros da prefeitura da capital federal. Em 1952, tendo João Carlos Vital sido nomeado prefeito do Distrito Federal pelo presidente Getúlio Vargas, tornou-se secretário da Viação e Obras da prefeitura. Nesse cargo, que ocupou até 1953, planejou a instalação de algumas subprefeituras, com o objetivo de descentralizar o Executivo municipal carioca, no que constituiu o primeiro passo para a futura criação das regiões administrativas. Deu início também às obras da primeira etapa da adutora do Guandu.

Com o suicídio de Getúlio Vargas, em agosto de 1954, e a posse do vice-presidente João Café Filho na presidência da República, líderes políticos cariocas indicaram seu nome para o cargo de prefeito. Apoiado pelo Partido Libertador (PL) e a União Democrática Nacional (UDN), teve sua indicação aprovada por unanimidade no Senado, tomando posse em 4 de setembro de 1954. Como prefeito do Distrito Federal, deu prioridade às obras da adutora do Guandu, concluindo sua primeira etapa. Fez convênio com o Serviço de Trânsito para transferir à prefeitura a parte propriamente técnica dos problemas de trânsito da cidade, criando o embrião de um serviço especializado de engenharia de tráfego. Em maio de 1955 instituiu o Código de Fundações e Escavações do Distrito Federal, o primeiro do gênero a ser adotado na América Latina, e o Código de Instalações Domiciliares de Esgotos. Com material proveniente do desmonte do morro de Santo Antônio, no centro da cidade, concluiu o aterro da Glória, primeira etapa do que seria mais tarde o aterro do Flamengo, e onde se realizou, em julho de 1955, o XXXVI Congresso Eucarístico Internacional. Construiu ainda o viaduto de Deodoro, no subúrbio de mesmo nome, e o terminal de ônibus urbanos da rua São José, onde hoje se encontra o edifício-garagem Meneses Cortes, deixando projetado o túnel Rio Comprido-Lagoa (túnel Rebouças). Levou à frente a reforma descentralizadora da prefeitura.

Com o Movimento do 11 de Novembro de 1955, que provocou o afastamento dos presidentes Café Filho e Carlos Luz e a posse do senador Nereu Ramos na presidência da República, deixou a prefeitura, sendo substituído, já no dia 12, por Eitel de Oliveira Lima, que, por seu turno, passou o cargo a Francisco de Sá Lessa em 2 de dezembro. Em 31 de dezembro de 1955 foi nomeado pelo novo prefeito representante da prefeitura nas assembléias gerais da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em dezembro de 1958 foi designado presidente da comissão de construção do edifício-sede dessa fundação, na praia de Botafogo. Em junho de 1960 assumiu o cargo de diretor executivo da FGV.

Em fevereiro de 1965 foi designado pelo presidente Humberto Castelo Branco para presidir o conselho deliberativo do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), do Ministério da Viação e Obras Públicas. Em março do mesmo ano foi nomeado presidente da Comissão Coordenadora de Planos de Investimentos no Setor de Saneamento, do mesmo ministério.

No segundo semestre de 1965, chegou a ser cogitado para disputar o cargo de governador do estado da Guanabara com o apoio do Partido Democrata Cristão (PDC) e do Movimento Trabalhista Renovador (MTR) nas eleições de 3 de outubro, mas retirou sua candidatura por julgar que teria poucas chances de vencer as eleições, que deram a vitória a Francisco Negrão de Lima. Em fevereiro de 1974, por motivos de saúde, licenciou-se de suas funções na FGV.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 26 de dezembro de 1975.

Era casado com Rute Vicente Pedro, com quem teve uma filha.

 

 

FONTES: CORRESP. GOV. EST. GB; FUND. GETULIO VARGAS. Fundação; Globo (27/12/75); Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (24/12/75); REIS, J. Prefeitos; REIS, J. Rio.

 

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