PEDRO ALVES DE FARIA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: FARIA, Pedro
Nome Completo: PEDRO ALVES DE FARIA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FARIA, PEDRO

FARIA, Pedro

*dep. fed. GB 1964 e 1967-1975; dep. fed. RJ 1975-1983.

Pedro Alves de Faria nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 1º de julho de 1924, filho de Joaquim Alves de Faria e de Maria José Laranjeira de Faria.

Eletrotécnico pelo Instituto Central de Estudos e Pesquisa, foi professor de ensino técnico na Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) e no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), de 1942 a 1954. Iniciou sua carreira política neste último ano, elegendo-se no pleito de outubro de 1954 vereador à Câmara do Distrito Federal na legenda do Partido Social Trabalhista (PST). Foi reeleito no pleito de 1958 pelo Partido Social Democrático (PSD), chegando à presidência da Câmara nesse mesmo ano.

Em 1961, assumiu o cargo de diretor de treinamento de pessoal do Senai, função que exerceria por seis anos. Em outubro de 1962, candidatou-se a deputado federal pelo então estado da Guanabara na legenda da Frente Popular, composta pelo PSD e o PST, mas não obteve êxito. Ocupou uma cadeira na Câmara apenas entre julho e agosto de 1964 e, no ano seguinte, realizou um curso de aperfeiçoamento na Universidade do Estado de Nova Iorque, em Buffalo, nos Estados Unidos.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) — partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964 —, em cuja legenda elegeu-se deputado federal pela Guanabara no pleito de novembro de 1966.

Assumiu o mandato em fevereiro de 1967 e integrou durante a legislatura as comissões de Finanças, Educação e Cultura e de Transportes, Comunicações e Obras Públicas da Câmara dos Deputados. Em novembro de 1970 obteve sua reeleição, e em 1971 foi vice-líder do MDB na Câmara, além de integrar a Comissão de Relações Exteriores e ficar na suplência da Comissão de Legislação Social. Ligado ao grupo liderado pelo então governador do estado da Guanabara, Antônio de Pádua Chagas Freitas, foi um dos sete parlamentares oposicionistas que compareceram à solenidade da posse do general Ernesto Geisel na presidência da República, em março de 1974.

Novamente reeleito em novembro seguinte, com o apoio de sua base eleitoral concentrada principalmente no bairro carioca de Madureira, em 1975 foi escolhido suplente da Comissão de Relações Exteriores e vice-presidente da Comissão de Finanças da Câmara. Em 1977, chegou à presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia. Reeleito mais uma vez em novembro de 1978, no mandato iniciado em fevereiro de 1979 continuou a integrar a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara.

Considerado pelo Jornal do Brasil um parlamentar de “atuação discreta, movendo-se sobretudo nas comissões”, Pedro Faria defendeu o ensino profissionalizante, especialmente nos debates da Lei nº 5.692/71 que o tornou obrigatório para os alunos de segundo grau. Participou ainda de missões no estrangeiro, integrando delegações brasileiras a congressos internacionais de municipalismo e também sobre desarmamento nuclear.

Com a extinção (29/11/1979) do MDB e da Aliança Renovadora Nacional (Arena) e a reformulação partidária, transferiu-se em 1980 para o Partido Popular (PP), acompanhando o grupo de emedebistas liderado pelo governador do Rio de Janeiro, Chagas Freitas. Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) — sucessor do MDB — em fevereiro de 1982, desligou-se desta última agremiação, vinculando-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), legenda na qual se candidatou à Câmara dos Deputados pelo estado do Rio de Janeiro, no pleito de novembro seguinte. Sendo um dos considerados prejudicados pela “fraude da Pró-Consult”, obteve apenas uma suplência. Deixou com isso a Câmara em janeiro de 1983, ao fim de seu mandato.

Como deputado federal, Faria apresentou um projeto instituindo a Universidade Aberta, que previa a realização de convênios entre o Ministério da Educação e instituições privadas visando ao lançamento de cursos à distância, através do rádio e televisão. Primeira proposta do gênero apresentada no país, o projeto foi contudo rejeitado pela Câmara.

Em 1984, fundou o Centro Educacional Pedro Faria, tornando-se diretor-geral da instituição. Ainda no mesmo ano, presidiu o Madureira Esporte Clube, do qual, nos anos 1970, fora eleito presidente de honra. Em 1985, retornou ao PMDB, porém sem disputar qualquer cargo eletivo. Nesse mesmo ano, tornou-se assessor parlamentar da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), função que exerceu até meados dos anos 1990.

Após deixar a Firjan, continuou dedicando-se às atividades do Centro Educacional Pedro Faria.

Pedro Faria casou-se com Carmem Rodrigues Alves de Faria, com quem teve dois filhos.

Publicou Glossário de energia nuclear (1970) e Desenvolvimento e importância da tecnologia nacional (1978).

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1967-1971, 1971-1975 e 1975-1979); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (16/1 e 22/11/74; 13/3/77 e 20/11/78); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados