Pedro Chaves Canedo

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Nome: CANEDO, Pedro
Nome Completo: Pedro Chaves Canedo

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CANEDO, Pedro

* const. 1987-1988; dep. fed. GO 1987-1991; 1995-1999; 1999-2003

 

Pedro Chaves Canedo nasceu em Anápolis (GO) no dia 20 de junho de 1949, filho de Jeverson Chaves Canedo e de Isabel Tassara Canedo, pertencente a uma das mais tradicionais famílias da política goiana.

Trabalhou em 1963 como sonoplasta na Rádio Imprensa de Anápolis. Transferido para o Rio de Janeiro, estudou medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) de 1968 a 1973. Entre 1974 e 1975 fez residência médica na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, tendo sido no mesmo período médico-chefe da Clínica Oftalmológica da Policlínica Militar desta cidade. De volta à sua cidade natal, no ano seguinte assumiu o cargo de diretor-presidente da Clínica de Olhos Santa Luzia. Presidiu a seção regional de Anápolis da Associação Médica de Goiás no biênio 1977-1978.

Paralelamente à sua carreira médica, dedicou-se à vida esportiva, tendo sido vice-presidente de futebol da Associação Atlética Anapolina, na sua cidade natal, entre 1980 e 1982, vindo a ocupar, nos dois anos subseqüentes, o cargo de vice-presidente da Federação Goiana de Futebol.

Ingressou na vida política sendo eleito deputado estadual em novembro de 1982 na legenda do Partido Democrático Social (PDS). Tomou posse em fevereiro de 1983, tendo integrado como titular a Comissão de Saúde e Educação e a Comissão de Serviço Público da Assembléia Legislativa de Goiás.

Com a cisão do PDS, decorrente das divergências existentes em torno do nome do candidato que representaria o partido nas eleições presidenciais, foi criada a Frente Liberal, que aglutinou os dissidentes e apoiou o candidato oposicionista do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Tancredo Neves, vitorioso no Colégio Eleitoral realizado em janeiro de 1985. Contudo, este último não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer, por motivo de doença, em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março deste ano. Ainda em janeiro, a Frente Liberal tornou-se o Partido da Frente Liberal (PFL), ao qual Pedro Canedo se filiou, vindo a tornar-se líder da bancada na Assembléia Legislativa e secretário-geral da sessão goiana do partido. No pleito realizado em novembro seguinte, disputou sem êxito a prefeitura de Anápolis.

Em novembro de 1986 foi eleito deputado federal constituinte pelo PFL, tendo como reduto eleitoral Anápolis e cidades vizinhas. Casado com uma prima do presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Ronaldo Caiado, afirmou que não tivera apoio da entidade na campanha e que não era contrário à reforma agrária. Tomou posse em 1º de fevereiro de 1987, quando tiveram início os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC).

Ainda em 1987 afastou-se da secretária geral do PFL goiano e participou, como representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, do I Seminário Latino-Americano de Informática e Comunicações em Buenos Aires.

Atuou como segundo vice-presidente da Subcomissão de Educação, Cultura e Esportes, da Comissão da Família, Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação, e suplente da Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, da Comissão da Ordem Social. Entre as principais matérias da Constituinte, votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, do mandado de segurança coletivo, da proteção ao emprego contra a demissão sem justa causa, do aviso prévio proporcional, da pluralidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, do presidencialismo, do limite de 12% ao ano para os juros reais e da limitação dos encargos da dívida externa. Votou contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, o aborto, a jornada semanal de 40 horas, a unicidade sindical, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, a anistia aos micro e pequenos empresários, a legalização do jogo do bicho, a desapropriação da propriedade produtiva e o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney. Esteve ausente das votações sobre o turno ininterrupto de seis horas, sobre a proibição do comércio de sangue e sobre a criação de um fundo de apoio à reforma agrária.

Com a promulgação da nova Carta em 5 de outubro de 1988, passou a exercer apenas o mandato ordinário, vindo a integrar a Comissão de Saúde e Seguridade Social, como titular, e a de Educação, Cultura e Desporto, como suplente.

Em 1990 deixou o PFL para filiar-se ao Partido de Reconstrução Nacional (PRN), agremiação que elegera, em dezembro de 1989, Fernando Collor de Melo para a presidência da República. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, ao fim da legislatura, não tendo disputado a reeleição no pleito de outubro do ano anterior.

Assessor parlamentar do Ministério da Saúde em 1991 e 1992, no ano seguinte tornou-se diretor-presidente da Clínica Personna Stauffer, em Goiânia. Em 1994, mudou novamente de legenda, ingressando no Partido Progressista (PP), agremiação pela qual concorreu a mais um mandato de deputado federal em outubro de 1994. Eleito com votos obtidos principalmente em Anápolis,foi empossado em fevereiro seguinte. Na Câmara, integrou como titular a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e como suplente a Comissão de Seguridade Social e Família.

Apoiou totalmente o governo Fernando Henrique Cardoso durante o processo de apreciação das emendas constitucionais enviadas pelo Executivo federal ao longo de 1995. Votou a favor da abolição do monopólio estatal nas telecomunicações, na distribuição do gás canalizado e na exploração do petróleo, da abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, da mudança do conceito de empresa nacional e da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado Fundo de Estabilização Fiscal (FEF).

Em 1996 filiou-se ao Partido Liberal (PL), incluindo-se entre os 84 deputados federais pré-candidatos a prefeitos na eleição de outubro seguinte. Como a grande maioria destes parlamentares, recorreu às chamadas emendas “eleitoreiras”, que concentravam a maior parte dos projetos e verbas conseguidas do Orçamento da União nos municípios que pretendiam governar. Canedo apresentou 20 emendas com valor total de 82,4 milhões de reais, das quais quatro, no valor total de 33,5 milhões de reais, para sua cidade natal.

Em junho de 1996 votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), tributo de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde, em substituição ao Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF). Nas eleições realizadas em outubro desse ano, Canedo foi derrotado por Ademar Santillo do Partido Progressista (PP).

Em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Em novembro, pronunciou-se a favor da quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

No pleito de outubro de 1998, reelegeu-se na legenda do PL. Em novembro, votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência.

Em 1999, assumiu novo mandato e migrou para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Nesta legislatura, foi titular na Comissão de Ciência e Tecnologia, e de Constituição e Justiça.

Nas eleições de 2002, foi candidato à reeleição, mas obteve a suplência. Assumiu o mandato de Abril à Julho de 2004 e em janeiro de 2005 à  fevereiro de 2006. Nestes períodos, participou das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Constituição e Justiça; de Defesa do Consumidor; de Minas e Energia; e de Seguridade Social e Família;

Foi autor do projeto de lei que criou o concurso conhecido como Time Mania, uma loteria esportiva cujos recursos gerados seriam destinados à quitação de dívidas de clubes de futebol.

Ainda em 2005, migrou para oo Partido Progressista (PP). Em 2006 foi indiciado pelo crime de falsidade ideológica pelo Ministério Público, após inquérito policial que apontou envolvimento na falsificação da assinatura do empresário Ibrahim Hajar para a liberação de financiamentos do Banco Regional de Brasília (BRB), em 1999, para saldar dívidas da Clínica Santa Luzia, propriedade de Canedo.

Concorreu mais uma vez para deputado federal no pleito de 2006, mas com 39.616 votos, obteve apenas uma suplência. Ainda nesse ano candidatou-se a deputado federal, porém, só obteve 1,39% dos votos, não sendo eleito. No ano seguinte, convidado pelo governador de Goiás, Alcides Rodrigues, assumiu o comando da Industria Química do Estado de Goiás.

Paralelamente às suas atividades médicas e políticas, Canedo participou, ocupando cargos diversos, do Lions Clube de Anápolis. Foi ainda membro do conselho de ética do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (SP).

Casou-se com Eliana Caiado Canedo, com quem teve quatro filhos. Seu sogro, Elcival Caiado, membro de uma das mais tradicionais famílias de políticos goianos, foi deputado federal entre 1975 e 1979.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST.; COELHO,J. e OLIVEIRA, A. Nova; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www.camara.leg.br>. Acesso em 28/09/2013; Portal do Jornal de Anápolis. Disponível em: <http://www.jornalcontexto.net>. Acesso em 28/09/2013; Portal do jornal Correio Brasiliense. Disponível em: <http://www.correiobraziliense.com.br>. Acesso em 28/09/2013; Portal do jornal Estado de Goiás. Disponível em: <http://www.jornalestadodegoias.com.br>. Acesso em 28/09/2013. Portal do jornal Folha de São Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 29/09/2013; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 28/09/2013.

 

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