PEDRO DE ALCANTARA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE

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Nome: CAVALCANTI, Pedro
Nome Completo: PEDRO DE ALCANTARA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CAVALCANTI, PEDRO

CAVALCANTI, Pedro

*militar; insp. 1º Gr. RM 1942-1943; insp. 2º Gr. RM 1943-1944; comte. Zona Mil. Centro 1947-1948.

 

Pedro de Alcântara Cavalcanti de Albuquerque nasceu em Salvador no dia 26 de novembro de 1889, filho de Francisco Manuel Paraíso Cavalcanti e de Ana Uchoa Cavalcanti de Albuquerque.

De 1898 a 1900 cursou o Colégio Militar do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal, pelo qual se formou engenheiro-agrimensor. Sentou praça em março de 1901, ingressando na Escola Preparatória do Realengo, no Rio de Janeiro, tornando-se alferes-aluno em fevereiro de 1903. Concluiu o curso em 1905, sendo promovido a segundo-tenente em janeiro de 1907 e a primeiro-tenente em agosto de 1911.

Atuou como ajudante-de-ordens do presidente Venceslau Brás (1914-1918), tendo nesse período destacada atuação na Liga da Defesa Nacional (LDN), associação civil fundada no Rio de Janeiro em setembro de 1916 por Olavo Bilac, Pedro Lessa e Álvaro Alberto, entre outros. Seu objetivo central, de acordo com os estatutos de 1916, ainda hoje em vigor, é “congregar os sentimentos patrióticos dos brasileiros de todas as classes”, defendendo “a educação cívica, o amor à justiça e o culto ao patriotismo”.

Promovido a capitão em novembro de 1918, serviu como ajudante-de-ordens do presidente Delfim Moreira (1918-1919), alcançando a patente de major em 1922. Cursou em seguida a Escola de Estado-Maior do Exército, onde exerceu a função de professor estagiário de janeiro de 1925 a janeiro de 1928. Nesse ínterim foi promovido, em julho de 1927, a tenente-coronel. Comandante da 1ª Brigada de Cavalaria a partir de julho de 1928, tornou-se coronel em julho do ano seguinte, passando a integrar o conselho de administração do Estado-Maior do Exército (EME) em fevereiro de 1930.

Após a Revolução de 1930, chefiou de 1932 a 1933 o gabinete do ministro da Guerra, general Augusto Inácio do Espírito Santo Cardoso, a quem substituiu interinamente em dezembro de 1933, exercendo a função até janeiro do ano seguinte, quando assumiu o general Pedro Aurélio de Góis Monteiro. Ainda nesse mês foi promovido a general-de-brigada e nomeado comandante da 1ª Circunscrição Militar, no Rio de Janeiro, ocupando o cargo até maio de 1935.

Subchefe do EME a partir desse mês, em dezembro seguinte participou de uma reunião de generais realizada na capital federal, motivada pela derrota da insurreição promovida no mês anterior pela Aliança Nacional Libertadora (ANL) no Nordeste e no Rio de Janeiro. Na presença de vários oficiais da mais alta patente, em particular do então ministro da Guerra, general João Gomes, e do comandante da 1ª Região Militar (1ª RM), general Eurico Gaspar Dutra, os participantes discutiram a suficiência das leis repressivas existentes para punir os revoltosos, concluindo por manifestar total apoio ao ministro da Guerra para que este agisse junto aos poderes competentes a fim de que a punição dos crimes cometidos se processasse o mais rapidamente possível e enviasse ao presidente da República, Getúlio Vargas, um projeto de lei decretando que os oficiais envolvidos no levante estariam não só sujeitos às penalidades previstas nas leis como também expulsos do Exército.

Ainda como subchefe do EME, opôs-se em maio de 1937 às medidas de intervenção federal no Rio Grande do Sul tomadas por Vargas em sua luta contra o governador José Antônio Flores da Cunha, as quais preparavam o terreno para a deflagração de um golpe militar. Em agosto desse mesmo ano deixou o EME, sendo nomeado para instalar a Inspetoria Geral do Ensino do Exército, ocasião em que implantou o ensino de história e geografia do Brasil nos colégios militares.

Após a instauração do Estado Novo (10/11/1937), foi promovido em janeiro de 1941 a general-de-divisão e nomeado comandante da 5ª RM, com sede em Curitiba, função que exerceu até abril do ano seguinte. Dessa data até fevereiro de 1943, comandou a 4ª RM, sediada em Juiz de Fora (MG), acumulando a partir de novembro de 1942 a função de inspetor do 1º Grupo de Regiões Militares, atual I Exército, no Distrito Federal. De dezembro de 1943 a agosto de 1944 atuou como comandante do 2º Grupo de Regiões Militares, atual III Exército, sediado em Porto Alegre, onde sucedeu ao general Emílio Lúcio Esteves e foi substituído pelo general Newton de Andrade Cavalcanti.

Presidente da Comissão Central de Requisições do Exército a partir de agosto de 1944, integrou de janeiro a abril de 1947 a junta de controle da Fundação Brasil Central, organizada por João Alberto Lins de Barros em 1943 para coordenar a política oficial de ocupação da região Centro-Oeste do território brasileiro. Em setembro de 1947 assumiu o comando da Zona Militar Centro, atual II Exército, sediada em São Paulo, onde permaneceu até dezembro do ano seguinte, quando foi substituído pelo general Renato Paquet. Promovido em abril do ano seguinte a general-de-exército, passou à reserva na patente de marechal.

Exerceu o jornalismo, tendo escrito sobre temas militares e colaborado em O Tempo, de Uberaba (MG), no Jornal do Comércio, em A Imprensa, no Jornal do Brasil e Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, no Correio Paulistano e em O Estado de Minas.

Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, à Sociedade Brasileira de Geografia, ao Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura, à Sociedade de História da Bolívia, à Sociedade de Letras do Paraná e aos institutos históricos e geográficos do Paraná e do Espírito Santo.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 18 de maio de 1960.

Era casado com Carolina Uchoa Cavalcanti de Albuquerque, com quem teve quatro filhos.

Publicou As finanças do governo de Venceslau Brás (1920), Discursos, orações e conferências — 1934-1938 (1939), Seguindo a trilha (1940), A democracia brasileira e seus antecedentes históricos (1943), O perfil de um grande estadista da República: dr. Venceslau Brás (1956), Artifícios e ficções de um plano financeiro 1952-1955 (1959), Catecismo cívico, Cartilha do cidadão, Fábrica de cavalaria, Ainda seguindo a trilha e Portugal-Brasil e sua interdependência de destinos.

 

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; BITTENCOURT, L. Homens I; CARONE, E. República nova; CONSULT. MAGALHÃES, B.; COUTINHO, A. Brasil; Encic. Mirador; Grande encic. portuguesa; INST. HIST. GEOG. BRAS.; INST. HIST. GEOG. BRAS. Dic.; LAGO, L. Generais; MACEDO, R. Efemérides; MIN. GUERRA. Almanaque; MOREIRA, J. Dic.; SILVA, H. 1937.

 

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