PEDRO IRNO TONELLI

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Nome: TONELLI, Pedro
Nome Completo: PEDRO IRNO TONELLI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
*dep

TONELLI, Pedro

*dep. fed. PR 1991-1995.

 

Pedro Irno Tonelli nasceu em Encantado (RS) no dia 29 de maio de 1951, filho de Henrique Tonelli e de Genoefa Maria Scopel.

Agricultor, iniciou sua militância política como fundador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Paraná em 1976. Neste mesmo ano foi eleito membro da direção da CPT, na qual esteve até 1981. Durante esse período teve participação destacada em movimentos de pequenos agricultores, como o que denunciou os problemas ocasionados pela seca para os plantadores de feijão no sudoeste do Paraná e o movimento que se opôs à construção da barragem do Capanema, ambos em 1979; e, ainda, o que reivindicou uma indenização justa para os colonos desapropriados pela construção da hidrelétrica de Itaipu, em 1980. Nesse mesmo ano, participou da greve dos suinocultores do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Em 1980 foi eleito membro da Associação de Estudos, Assistência e Orientação Rural de Francisco Beltrão (PR) e presidente do Sindicato dos Pequenos Proprietários Rurais de Capanema (PR), tendo permanecido nas duas entidades até 1983. Neste ano foi eleito presidente da Microrregião Sindical do Sudoeste do Paraná – que congregava 18 sindicatos – tendo exercido o cargo até 1985.

Um dos fundadores da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná e seu secretário-geral entre 1986 e 1987, no pleito de novembro de 1986 foi eleito deputado estadual constituinte na legenda do Partido dos Trabalhadores (PT). Empossado em fevereiro de 1987, atuou nos trabalhos legislativos como membro da Comissão da Ordem Econômica e Social e da Comissão de Organização do Estado e dos Municípios.

Em 1990, foi eleito presidente da CUT do Paraná e, nesse mesmo ano, foi também eleito presidente do PT paranaense. No pleito de outubro de 1990, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados. Eleito, tomou posse em fevereiro de 1991. Vice-líder do PT na Câmara, Pedro Tonelli foi titular da Comissão de Agricultura e Política Rural.

Em 29 de setembro de 1992, foi um dos 441 deputados que votaram a favor da abertura de processo de impeachment contra o presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada no Congresso Nacional para investigar denúncias de corrupção contra Paulo César Farias, ex-tesoureiro de sua campanha presidencial.

Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes mesmo da aprovação de sua cassação pelo Senado Federal. Foi substituído na chefia do Executivo pelo vice Itamar Franco, que já vinha exercendo a função interinamente desde 2 de outubro.

No ano seguinte, encaminhou, juntamente com o deputado José Fortunati (PT-RS), representação à Procuradoria-Geral da República, pedindo a apuração de irregularidades na venda de imóveis funcionais pertencentes à União. Em sua representação, os deputados afirmavam que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) tinham burlado a lei para se beneficiarem na compra desses imóveis.

Nas principais votações ao longo desse mandato, esteve ausente da sessão que rejeitou a proposta de revisão do conceito de empresa nacional e, seguindo as orientações de seu partido, pronunciou-se pelo fim do voto obrigatório, tendo sido contrário à criação do Fundo Social de Emergência (FSE) e do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), concebidos para garantir o programa de estabilização econômica, conhecido como Plano Real.

No pleito de outubro de 1994, concorreu a uma vaga no Senado, não obtendo êxito. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995. Após a derrota nas eleições, assumiu a presidência do PT no Paraná entre os anos de 1997 e 1998. Na eleição de outubro de 1998, Pedro Tonelli candidatou-se à Câmara, porém só obteve uma suplência.

Entre 1999 e 2003 foi secretário de Viação, Obras, Serviços Urbanos e Meio Ambiente em Capanema na gestão do prefeito Valter José Steffen do Partido Democrático Trabalhista (PDT). No pleito de outubro de 2002 participou ativamente da campanha eleitoral do candidato Luis Inácio Lula da Silva, do PT, o qual terminou sendo eleito presidente da República no segundo turno das eleições derrotando o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), José Serra.

Após a posse de Lula na presidência da República em janeiro do ano seguinte, Tonelli tornou-se supervisor dos projetos de Pesca, Piscicultura e Apicultura na empresa hidrelétrica estatal Itaipu Binacional, durante a gestão do também petista Jorge Samek. Em seguida, passou a coordenar um programa de cunho sócio-ambiental denominado “Mais peixes em nossas águas” dentro de um projeto mais amplo promovido pela empresa intitulado “Cultivando Água Boa”. Continuou também a militar no PT exercendo a função de tesoureiro do diretório municipal do partido em Foz do Iguaçu (PR).

Casou-se com Neli Margarida Vincenzi Tonelli.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (18/9/94); Jornal do Brasil (18/3/93); NICOLAU, J. Dados; http://www.itaipu.gov.br/ (acesso em: 19/12/2009); http://www.parana-online.com.br/ (último acesso em: 12/12/2009).  

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