PEDRO IVES SIMAO

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Nome: IVES, Pedro
Nome Completo: PEDRO IVES SIMAO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
IVES, PEDRO

IVES, Pedro

*dep. fed. SP 1996-1998.

 

Pedro Ives Simão nasceu em Agudos (SP), no dia 4 de dezembro de 1938, filho de José Simão e de Norma de Conti Simão.

Jogador profissional de basquete, defendeu a seleção brasileira em diversas competições internacionais no início da década de 1960. Em 1964, formou-se em odontologia pela Faculdade de Farmácia e Odontologia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em São José dos Campos (SP).

Atuou como atleta até meados dos anos 1970, tendo participado das equipes do Corinthians, do Palmeiras, do Tênis Clube, de São José dos Campos, e do Trianon, de Jacareí. Em 1980, era diretor do São José Esporte Clube, agremiação que presidiu de 1987 a 1990.

Empresário do ramo hoteleiro, ingressou na política, em 1977, filiando-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Com o fim do bipartidarismo, em novembro de 1979, foi um dos fundadores do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), criado em substituição ao antigo MDB.

Nomeado secretário de Esportes de São José dos Campos, em 1988, deixou o PMDB para filiar-se ao Partido da Frente Liberal (PFL). Em novembro, elegeu-se vice-prefeito do município, na chapa encabeçada por Joaquim Bevilacqua, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Empossado em janeiro de 1989, reassumiu a Secretaria de Esportes, e em abril de 1990, a prefeitura, em virtude da saída de Bevilacqua, candidato a vice-governador na chapa do empresário Sílvio Santos.

Afastando-se do PFL, Pedro Ives ingressou no Partido da Reconstrução Nacional (PRN), que elegera Fernando Collor de Melo presidente da República, mas já em 1992 retornou ao PMDB, sendo indicado presidente do diretório municipal em São José dos Campos.

Candidato a deputado federal em outubro de 1994, obteve a primeira suplência, e assumiu o mandato em 6 de maio de 1996, na vaga de Luís Carlos Santos, nomeado ministro extraordinário para a Coordenação de Assuntos Políticos no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-). Foi titular na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle e na de Seguridade Social e Família. Em junho de 1996, votou contra a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte complementar de recursos destinados à saúde.

No pleito de outubro de 1996 candidatou-se à prefeitura de São José dos Campos, pela legenda do PMDB, sendo derrotado no segundo turno pelo candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Emanuel Fernandes.

Contrário à emenda constitucional que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos, sofreu pressões e acabou sendo substituído por Luís Carlos Santos, no dia da votação — 28 de janeiro de 1997 —, retornando 48 horas depois; em 25 de fevereiro, novamente afastado, reassumiu em 72 horas.

Em abril de 1997, o ex-secretário municipal de Finanças de Campinas e São José dos Campos, Paulo de Tarso Venceslau, denunciou irregularidades envolvendo a Consultoria para Empresas e Municípios (Cpem) e algumas prefeituras administradas pelo Partido dos Trabalhadores (PT), onde ele próprio militava, e por outros partidos. A prestação de serviços fora contratada em 1989, durante a administração de Joaquim Bevilacqua, e posteriormente prorrogada, já sob a responsabilidade de Pedro Ives. Em junho, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) considerou o negócio irregular, devido à dispensa de licitação.

Ainda em 1997, Ives saiu do PMDB e ingressou no Partido Progressista Brasileiro (PPB), agremiação liderada nacionalmente por Paulo Maluf. Em novembro deste ano pronunciou-se favorável à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. Com o retorno de Luís Carlos Santos, deixou definitivamente a Câmara, em 2 de abril de 1998.

Candidato do PPB a uma cadeira na Assembléia Legislativa de São Paulo, em outubro, foi eleito e iniciou seu novo mandato em fevereiro de 1999. Em 2002, concorreu a reeleição agora na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e não obteve êxito. No pleito de outubro de 2006, já pelo Partido Verde (PV), disputou o mandato de deputado estadual e mais uma vez não foi eleito.

Casado com Vânia do Vale Simão, teve três filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (28/10/96, 29/1, 1/6 e 28/11/97, 3/4 e 8/10/98); Folha de S. Paulo (29/1, 7/2, 29 e 31/5 e 5/6/97); Globo (4/9/96 e 29/1/97); Jornal do Brasil (4/6/96); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (30/1/97); Portal da Fundação SEADE; TRIB. SUP. ELEIT. Candidatos (1998); Veja (5/2/97).

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