PEDRO MACIEL VIDIGAL

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Nome: VIDIGAL, Pedro
Nome Completo: PEDRO MACIEL VIDIGAL

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VIDIGAL, Pedro

VIDIGAL, Pedro

      * religioso; dep. fed.  MG 1959-1971.

 

Pedro Maciel Vidigal nasceu em Calambau, atual Presidente Bernardes (MG), no dia 18 de janeiro de 1909, filho do comerciante Feliciano Duarte Vi­digal e de Augusta Maciel Vidigal. Seu avô paterno, o comendador Francisco Coelho Duarte de Badaró, foi constituinte em 1891 e deputado federal por Minas Gerais entre 1891 e 1893 e em 1921. Seu primo, Ciro de Aguiar Maciel, foi deputado estadual em Minas durante várias legislaturas e deputado federal de 1965 a 1966. 

Pedro Vidigal ingressou no Seminário Maior de Mariana (MG), onde estudou filosofia, de 1926 a 1927, e teologia e direito canônico, de 1928 a 1931. Em 1929, nesse último período, tornou-se professor no seminário e no Ginásio Dom Helvécio, em Ponte Nova (MG).  Transferindo-se em 1934 para a região mineira do vale do Rio Doce, tornou-se vigário das paróquias de Porto Firme, Nova Era e Dionísio, onde atuou até 1942, ano em que foi nomeado capelão do 110 Regimento de Infantaria do Exército, em São João del Rey (MG), e tornou-se capelão militar na ilha de Fernando de Noronha. Em 1944, assumiu o cargo de técnico de educação da Divisão do Ensino Superior do Ministério da Educação e, no dois anos seguintes, foi inspetor federal na Faculdade de Filosofia de Minas Gerais, atualmente integrada à Universidade Federal do estado (UFMG).

Iniciou suas atividades políticas em 1954, concorrendo, no pleito de outubro desse ano, a uma cadeira na Assembléia Legislativa de Minas Gerais na legenda do Partido Social De­mocrático (PSD). Eleito, foi empossado em fevereiro de 1955.  Licenciou-se de agosto a se­tembro de 1956 para representar o Brasil na Conferência Internacional da UNESCO, na Índia, de outubro desse ano a março de 1957 e de abril a outubro de 1958, quando foi dele­gado brasileiro à Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, Suíça. Como deputado estadual, foi membro efetivo das comissões de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas e de Assuntos Municipais e Interestaduais da assembléia mineira.

No pleito de outubro de 1958 foi eleito deputado federal por Minas Gerais na legenda do PSD. Concluiu seu mandato estadual em janeiro de 1959, tomando assento na Câmara dos Deputados no mês seguinte. Vice-líder da maioria e do seu partido na Câmara a partir de janeiro de 1961, reelegeu-se em outubro de 1962. Em 1964, foi um dos representantes do parlamento brasileiro em visita oficial ao Japão e à China Nacionalista (Formosa).

Com a extinção dos partidos políticos por força do Ato Institucional nº. 2 (27/10/1965) e a conseqüente implantação do bipartidaris­mo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instalado no país em abril de 1964.

Em 1966, abandonou o sacerdócio  e casou-se com Rute Guerra Vidigal, que viria a falecer em 1984

Ainda em 1966, reelegeu-se deputado federal pela Arena, iniciando novo mandato em fevereiro de 1967. Nesse mesmo ano, esteve presente à reunião da União Interparlamentar, em Palma de Mallorca, Espanha, e, em 1968, participou da 23a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Na Câmara, foi membro da Ação Democrática Parlamentar. Exerceu o mandato até o final da legis­latura, em janeiro de 1971.

Afastando-se da carreira política, passou a dedicar-se a atividades particulares, que incluíam a redação de livros sobre diversos assuntos.

Foi sócio do Instituto Histórico e Geográ­fico de Minas Gerais e do Instituto Genealógi­co Brasileiro.

Publicou dezenas de obras, entre elas, Amador Bueno (1945); Jusceli­no, a UDN e Carlos Lacerda (1956); O PR e o PSD (1957); Esfolando uma calúnia (1961); O nacionalismo (1963); As lições de sabedoria grega (1964); Cada aurora é um contrato no­vo com a existência (1965); A China livre e o Japão (1965); Sacerdote para sempre (1966), Ação política (1971), Retratos literários (1981), Religião, política e humanismo (1984), Os antepassados (4 v.), No seminário e no clero (1993) e Ação política (II) (1995).

 

FONTES:  ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM.  DEP.  Anais (1962-22); CÂM. DEP.  Deputados; CÂM.  DEP.  Deputados bra­sileiros.  Repertório (5 e 6); CÂM.  DEP.  Rela­ção nominal dos senhores; COUTINHO, A. Brasil; INF. BIOG.;  Rev.  Arq.  Públ. Mineiro;(12/76) TRIB.  SUP.  ELEIT.  Dados (3, 4, 6 e 8); VITOR, M. Cinco.

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