PEDRO MORENO GONDIM

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Nome: GONDIM, Pedro
Nome Completo: PEDRO MORENO GONDIM

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GONDIM, PEDRO

GONDIM, Pedro

*gov. PB 1958-1960 e 1961-1966; dep. fed. PB 1967-1969.

 

Pedro Moreno Gondim nasceu na aldeia de Capim-Açu, em Alagoa Nova (PB), no dia 1º de maio de 1914, filho de Inácio da Costa Gondim e de Eulina Moreno Gondim, pequenos proprietários rurais.

Fez os estudos preparatórios no Liceu Paraibano, na cidade da Paraíba, atual João Pessoa, ingressando posteriormente na Faculdade de Direito do Recife. Participou do movimento estudantil de sua faculdade, bacharelando-se em 1938, um ano após a implantação do Estado Novo (1937-1945).

Advogado em várias cidades da Paraíba, ingressou na vida política em 1945, com o fim do Estado Novo (29/10/1945) e a conseqüente redemocratização do país, filiando-se ao Partido Social Democrático (PSD). No pleito suplementar de janeiro de 1947 elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte da Paraíba, na legenda do seu partido, assumindo o mandato em março seguinte. Participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer o mandato ordinário. Ainda em 1947 tornou-se líder de sua bancada na Assembléia. No pleito de outubro de 1950 reelegeu-se deputado à Assembléia Legislativa da Paraíba, na legenda da Coligação Democrática Paraibana, formada pelo PSD e o Partido Libertador (PL). Durante essa legislatura, afastou-se da Assembléia por algum tempo para exercer o cargo de secretário de Agricultura do governo de José Américo de Almeida (1951-1955).

Reeleito em outubro de 1954 na legenda do PSD, renunciou, porém, ao mandato para se candidatar a vice-governador da Paraíba, na chapa encabeçada por Flávio Ribeiro Coutinho, nas eleições de outubro de 1955. Vitorioso no pleito, apoiado por uma coligação formada pelo PSD, o PL, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e a União Democrática Nacional (UDN), Pedro Gondim assumiu o governo da Paraíba em janeiro de 1958, em função do afastamento do governador Flávio Coutinho, por motivo de doença.

Nesse mesmo ano participou, ao lado de outros governadores de estados nordestinos, de duas reuniões convocadas pelo presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) com o objetivo de discutir as medidas a serem tomadas pelo governo federal frente aos problemas do Nordeste, assolado, nessa ocasião, por uma grande seca. Na segunda reunião, realizada em fins de 1958, foi proposta a criação do Conselho de Desenvolvimento do Nordeste (Codeno), que serviria de base para o estabelecimento da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em dezembro do ano seguinte. Permaneceu à frente do governo da Paraíba até março de 1960, desincompatibilizando-se para se candidatar a governador da Paraíba no pleito de outubro do mesmo ano. Foi substituído no governo pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado José Fernandes de Lima. Não conseguindo obter a legenda do seu partido, o PSD, que, embora dividido, optara por José Janduí Carneiro, desligou-se da agremiação, filiando-se ao Partido Democrata Cristão (PDC). Contando com contribuições financeiras populares — fato inédito na Paraíba —, elegeu-se governador do estado com grande margem de votos, na legenda da coligação formada pelo PDC, o PSB, o PL, a UDN e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Durante sua nova administração, iniciada em janeiro de 1961, foram criados diversos órgãos na área do planejamento econômico dentre os quais o Conselho Estadual de Desenvolvimento — atual Secretaria do Planejamento e Coordenação Geral —, a Companhia de Industrialização do Estado da Paraíba, a Carteira Agroindustrial do Banco do Estado da Paraíba e os distritos industriais de João Pessoa e Campina Grande. Contando com apoio da minoria na Assembléia paraibana e sofrendo combate de seus adversários políticos, permaneceu no governo após o movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964). Em janeiro de 1966 deixou o Executivo de seu estado, sendo substituído por João Agripino Filho, seu correligionário, eleito na legenda da coligação formada pelo PDC e a UDN.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e posterior estabelecimento do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao governo, em cuja legenda se elegeu deputado federal pelo estado da Paraíba no pleito de novembro de 1966. Empossado em fevereiro do ano seguinte, com o endurecimento do regime militar, teve seu mandato cassado em fevereiro de 1969 e seus direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional nº 5 (13/12/1968).

Beneficiado pela anistia concedida pelo presidente João Figueiredo (1979-1985) em 28 de agosto de 1979, com a extinção do bipartidarismo em novembro desse mesmo ano e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na oposição ao regime militar implantado no país em abril de 1964, em cuja legenda se candidatou ao Senado pela Paraíba no pleito de novembro de 1982, sendo derrotado por Marcondes Gadelha, candidado da agremiação governista, o Partido Democrático Social (PDS). A partir de então, não mais voltou a concorrer a cargos públicos.

Foi ainda consultor-geral e secretário de Viação e Obras Públicas da Paraíba. Dedicou-se ao magistério superior e à poesia, tendo, como poeta, utilizado o pseudônimo de Homero Morgan, e foi também membro da Academia Paraibana de Letras.

Faleceu em João Pessoa, no dia 26 de julho de 2005.

Era casado com Sílvia Marques Gondim, com quem teve seis filhos. Seu sobrinho, Domício Gondim Barreto, foi senador pela Paraíba de 1971 a 1979. Seu genro Antônio Vital do Rego foi deputado federal pela Paraíba de 1963 a 1969, quando também foi cassado, e de 1991 a 1995.

Publicou Honra e verdade (1963) e A verdade na Justiça (1966).

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971); COUTINHO, A. Brasil; Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (6/10/78); KUBITSCHEK, J. Meu (3); MAIA, B. Governadores; NÓBREGA, A. Chefes; PINTO, L. Fundamentos; QUADROS, J. História; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3, 5 e 8).

 

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