PEDRO PAULO HINGS COLIN

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Nome: COLIN, Pedro
Nome Completo: PEDRO PAULO HINGS COLIN

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

COLIN, Pedro

*dep. fed. SC 1971-1987.

 

Pedro Paulo Hings Colin nasceu em Porto Alegre no dia 18 de setembro de 1927, filho de João Colin e de Paula Hings Colin. Seu pai foi prefeito de Joinville de 1946 a 1950 e de 1955 a 1957, e deputado estadual de 1951 a 1954.

Jornalista, em 1959 tornou-se vereador na Câmara Municipal de Joinville (SC), da qual chegou a ser presidente. Em 1962 bacharelou-se em economia pela Faculdade de Ciências Econômicas do Paraná.

No pleito de novembro desse ano, elegeu-se deputado estadual em Santa Catarina na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Deixando a cadeira de vereador, assumiu o mandato na Assembleia Legislativa em fevereiro de 1963 e, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar vigente no país desde abril de 1964. Reeleito nessa legenda em novembro de 1966, em maio do ano seguinte participou da Constituinte estadual e, em 1968, foi terceiro-secretário da Assembleia, vindo a presidi-la em 1970. Ainda nessa legislatura, integrou a Comissão de Finanças, Orçamento e Contas do Estado e presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa.

Em novembro de 1970 elegeu-se deputado federal por Santa Catarina, sempre na legenda da Arena. Concluindo seu mandato na Assembleia Legislativa em janeiro de 1971, assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro seguinte e, nessa legislatura, foi membro efetivo da Comissão de Relações Exteriores e suplente da Comissão de Finanças. Reeleito em novembro de 1974, voltou a integrar essas duas comissões da Câmara, chegando a ocupar a vice-presidência da Comissão de Relações Exteriores. Em 1976 atuou como observador parlamentar à XXXI Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.

Candidato a um novo mandato em 1978, mais uma vez na legenda da Arena, obteve, desta feita, a primeira suplência. Contudo, ocupou uma cadeira desde o início da legislatura, em fevereiro de 1979, em virtude do afastamento de Nereu Guidi, escolhido para a chefia da Casa Civil do governo de Jorge Bornhausen (1979-1982). Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro desse ano e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), que sucedeu à Arena. Além de permanecer na Comissão de Relações Exteriores, foi membro efetivo da Comissão de Ciência e Tecnologia e suplente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

Reeleito em novembro de 1982, em 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Contudo, a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação. Votou então, no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985, em Tancredo Neves, candidato à presidência da República lançado pela Aliança Democrática — união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal — em oposição a Paulo Maluf, candidato do regime militar, que acabou derrotado. Embora eleito, Tancredo Neves não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março. Ainda nesse mês Pedro Colin colaborou na fundação do Partido da Frente Liberal (PFL), agremiação resultante da Frente Liberal.

Em janeiro de 1987, ao final da legislatura, deixou a Câmara dos Deputados sem ter disputado novo mandato em novembro do ano anterior. Em julho foi designado adido cultural à embaixada brasileira em Bonn, na então Alemanha Ocidental. De volta ao Brasil em 1989, foi secretário especial de Luís Gomes, então prefeito de Joinville. Em outubro de 1990 tentou se eleger deputado federal na legenda do PFL e obteve uma suplência. Depois disso, não disputou mais qualquer mandato eletivo, restringindo sua atuação política a discussões internas no diretório estadual de seu partido em Santa Catarina e à coordenação de campanhas locais. Profissionalmente, dedicou-se à administração da Rádio Colon FM, de Joinville, da qual se tornou sócio.

Em novembro de 1999, filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e tornou-se vice-presidente do diretório em Joinville. Foi também diretor-presidente da Empresa Sul-Brasileira de Eletricidade.

Faleceu em Nova Iorque no dia 1° de abril de 2008.

Casado com Maria Luísa Loiola Colin, teve uma filha.

 

 

FONTES: CABRAL, O. Breve; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975, 1975-1979, 1979-1983 e 1983-1987); INF. BIOG.; NÉRI, S. 16; PEREIRA, M. Morre o ex-deputado Pedro Colin; Perfil (1972 e 1980); PIAZZA, W.V. Dicionário político catarinense; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6, 8 e 9);

 

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