PEDRO VILAS BOAS CATALAO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CATALÃO, Pedro
Nome Completo: PEDRO VILAS BOAS CATALAO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CATALÃO, Pedro

CATALÃO, Pedro

* dep. fed. BA 1963-1967.

 

Pedro Vilas Boas Catalão nasceu em Ilhéus (BA) no dia 22 de fevereiro de 1914, filho de Pedro Levirio Catalão e de Belanísia Vieira Catalão. Seu irmão, Eduardo Catalão, foi deputado federal pela Bahia de 1951 a 1955 e de 1956 a 1959, ministro da Agricul­tura entre 1955 e 1956 e senador pela Bahia de 1963 a 1968.

Fez o curso primário em sua cidade natal e os estudos secundários nos colégios Ipiran­ga e Carneiro Ribeiro, em Salvador.  Ingres­sou depois na Faculdade de Medicina da Ba­hia, pela qual se diplomou em 1933, especia­lizando-se em otorrinolaringologia.

Transferindo-se mais tarde para Santa Ca­tarina, aí clinicou de 1941 a 1944.  De volta à sua cidade natal, exerceu a medicina até 1950, ano em que iniciou a vida política ao eleger-se, em outubro prefeito municipal de Ilhéus na legenda do Partido Trabalhista Bra­sileiro (PTB).  Exerceu essa função de 1951 até outubro de 1954, quando foi eleito de­putado estadual, sempre na legenda do PTB.  Iniciando o mandato em fevereiro do ano seguinte, tornou-se membro da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa baiana, na qual permaneceu até o fim da legislatura, em janeiro de 1959.

Eleito em outubro de 1962, deputado fe­deral pela Bahia na legenda da Aliança Tra­balhista, coligação formada pelo PTB, o Par­tido Republicano (PR) e o Partido de Repre­sentação Popular (PRP), iniciou o mandato em fevereiro do ano seguinte, tornando-se membro efetivo da Comissão de Saúde e su­plente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

 Partidário do intervencionismo econômi­co, conforme declarou ao Correio Brasilien­se em outubro de 1964, apoiou na Câmara dos Deputados o monopólio estatal do petróleo - incluídas a distribuição e a indús­tria petroquímica -, dos minérios atômicos, da energia elétrica, das telecomunicações e dos transportes. Adepto das chamadas refor­mas de base constantes do programa de go­verno do presidente João Goulart (1961-­1964), declarou-se favorável à reforma cons­titucional para viabilizar uma reforma agrá­ria de cunho cooperativista mediante a de­sapropriação de terras com indenização em títulos de dívida pública, à concessão de di­reito de voto aos analfabetos e praças de pré, à extensão da elegibilidade a todos os eleitores, à célula única em todos os pleitos e à instituição dos distritos eleitorais.  Afir­mou também ser partidário de uma reforma administrativa, "pois dela dependem todas as outras", considerando ainda "inadiável a criação de um órgão de planejamento nacio­nal, subordinado ao Executivo e fiscalizado pelo Congresso".

Com a extinção dos partidos políticos por força do Ato Institucional nº. 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, ingressou no Movimento De­mocrático Brasileiro (MDB). Nessa legenda concorreu ao pleito de novembro de 1966, obtendo apenas uma suplência. Deixou a Câ­mara em janeiro do ano seguinte, não voltan­do a ocupar uma cadeira.

Não retornando a política , passou a administrar suas fazendas de cacau na região de Ilhéus. Posteriormente passou a clinicar no seu consultório e trabalhar na Clínica Pedro Catalão, de sua propriedade, em São Paulo, onde fixou residência desde seu afastamento de cargos públicos, dedicando-se também a atividades filantrópicas.

Foi casado com Flora Canizares Veiga Catalão com quem teve uma filha, e em segundas núpcias com Helena Dias.

Publicou trabalhos em revistas médicas e a tese Ionização no tratamento das supura­ções auriculares.

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CAMPOS, Q. Fichário; INF. LEDA CATALÃO; MELO, A. Cartilha; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6 e 8).

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados