PEDROSA, AMARO GOMES

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Nome: PEDROSA, Amaro Gomes
Nome Completo: PEDROSA, AMARO GOMES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PEDROSA, AMARO GOMES

PEDROSA, Amaro Gomes

*interv. PE 1947.

 

Amaro Gomes Pedrosa nasceu no engenho Rio Branco, em Bonito (PE), no dia 13 de maio de 1886, filho de José Maria da Cunha Pedrosa e de Sebastiana de Albuquerque Pedrosa, proprietários rurais. Descendia, pelo lado paterno, de Manuel Gomes da Cunha Pedrosa, barão de Bonito, e, pelo lado materno, de Bento Severiano da Fonseca, primo-irmão de Deodoro da Fonseca, primeiro presidente da República (1889-1891).

Fez os estudos primários com professores particulares entre 1897 e 1899, concluindo em 1903 o curso secundário no Colégio Pestalozzi, em Recife. Em dezembro de 1907 bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito dessa cidade.

Advogado militante no foro de Recife em 1910, foi promotor público na comarca de Bonito de 1911 a 1913, tornando-se nesse último ano juiz municipal nessa cidade. Exerceu essas funções até 1917, quando retornou a Recife para dedicar-se à advocacia. Nomeado em 1921 subprocurador dos Feitos da Fazenda de Pernambuco, ocupou o cargo até 1930, quando foi destituído após a vitória da revolução de outubro desse ano. Reintegrado ao cargo em 1935, dele foi novamente destituído em 1937 devido à implantação do Estado Novo (1937-1945).

Com a redemocratização do país em 1945, foi mais uma vez reintegrado em 1946. De outubro desse ano a março do ano seguinte, durante o governo de Demerval Peixoto (1946-1947), ocupou a Secretaria de Interior e Justiça de Pernambuco. Ainda em março de 1947 foi nomeado interventor federal no estado em substituição a Demerval Peixoto, função que exerceu até a eleição do novo governador, Otávio Correia de Araújo, em julho desse mesmo ano.

Membro do conselho administrativo da Caixa Econômica Federal de Pernambuco entre setembro de 1949 e janeiro de 1951 e seu presidente deste último mês a agosto de 1954, em dezembro do ano seguinte tornou-se presidente do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Nesse posto determinou, no primeiro semestre de 1956, a antecipação da safra do Sul a fim de que a produção começasse antes de junho daquele ano.

Jornalista, publicou diversos artigos nas colunas “Registro”, “Crítica judiciária” e “Panorama jurídico” da Folha da Manhã, de Recife, e na coluna “Gazeta forense”, do Jornal do Comércio da mesma cidade. Pertenceu também ao Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco.

Faleceu em Pernambuco no dia 24 de agosto de 1956, em pleno exercício de seu mandato na presidência do IAA.

Foi casado com Isolina de Melo Gomes Pedrosa e, em segundas núpcias, com Maria Dulce Gomes Pedrosa. Teve 12 filhos, um dos quais, Amauri Gomes Pedrosa, foi deputado federal por Pernambuco de 1955 a 1959.

Publicou Promoções e pareceres (1928), Dos estigmas anatômicos da criminalidade (1932), Da epilepsia e responsabilidade criminal dos epiléticos (tese, 1934), Despachos e sentenças e Discussões e polêmicas.

 

 

FONTES: CORRESP. GOV. EST. PE; Encic. Mirador; ENTREV. BIOG.; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; OLIVEIRA, H. Presidentes; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem.

 

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