PENIDO, JOAO NOGUEIRA

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Nome: PENIDO, João Nogueira
Nome Completo: PENIDO, JOAO NOGUEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PENIDO, JOÃO NOGUEIRA

PENIDO, João Nogueira

*dep. fed. MG 1909-1911, 1915-1917, 1920, 1927-1930; const. 1934; dep. fed. MG 1935-1937.

 

João Nogueira Penido nasceu em Juiz de Fora (MG) no dia 28 de janeiro de 1862, filho de João Nogueira Penido e de Maria Cândida Lima Duarte Penido. Até a morte do pai, em 1901, usava o nome de Penido Filho. Seu pai, chefe político de grande influência em Juiz de Fora, foi deputado-geral no Império e deputado federal de 1894 a 1899. Seu tio materno, José Rodrigues de Lima Duarte, visconde de Lima Duarte, foi deputado-geral de 1861 a 1868, ministro da Marinha de 1881 a 1882 e senador em 1884. Seu bisavô, José Aires Gomes, foi inconfidente em 1789.

Penido Filho realizou os primeiros estudos em sua cidade natal, diplomando-se, em 1883, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, então capital do Império.

Um dos fundadores da Policlínica do Rio de Janeiro, foi aí chefe de clínica das moléstias das vias urinárias, em que se especializou. Retornou à sua cidade natal para exercer a medicina e viajou depois para a Europa, onde freqüentou cursos ligados ao seu ramo de especialidade. Cirurgião da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, foi também um dos fundadores da Sociedade de Medicina e Cirurgia da cidade.

De 1895 a 1897, foi agente executivo e presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora, introduzindo no município diversos melhoramentos, entre os quais o abastecimento de água potável e a organização da higiene pública e privada. Defensor da reforma de Osvaldo Cruz e da campanha de combate à febre amarela, empreendidas durante o governo de Rodrigues Alves (1902-1906), representou o Brasil no Congresso Médico Internacional contra a Tuberculose, realizado em Paris em 1906.

Em 1909, elegeu-se deputado federal por Minas Gerais pela legenda do Partido Liberal (PL). Durante a Revolta dos Marinheiros — também conhecida como Revolta da Chibata —, que, sob a liderança do marinheiro João Cândido, eclodiu a bordo de navios da Armada em novembro de 1910 em protesto contra os castigos corporais a que eram submetidos os marinheiros e em favor da melhoria de vencimentos, tomou a defesa dos oficiais. Dias depois de iniciada, a Revolta da Chibata foi seguida de uma revolta do Batalhão Naval, tendo sido ambas reprimidas com severidade. Permaneceu na Câmara até o final do mandato, em 1911.

Reeleito para a legislatura de 1915 a 1917, sempre pela legenda do PL, presidiu a assembléia de agricultores e industriais mineiros convocada para discutir a criação do imposto territorial, tendo sido o relator da representação enviada ao presidente de Minas Gerais. No pleito de 1918, candidatou-se mais uma vez a deputado federal, mas obteve apenas uma suplência. Neste mesmo ano, presidiu a delegação brasileira à Exposição Rural de Palermo, na Itália, e, de outubro a dezembro de 1920, voltou a ocupar uma cadeira na Câmara. Reeleito nos pleitos de 1921 e de 1930, perdeu o mandato em outubro deste último ano, quando a revolução que depôs Washington Luís dissolveu todos os órgãos legislativos do país.

No pleito de maio de 1933, elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte pela legenda do Partido Progressista (PP) de Minas Gerais, assumindo o mandato em novembro do mesmo ano. Participou dos trabalhos constituintes integrando a Comissão de Constituição e, após a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a eleição do presidente da República, teve o mandato prorrogado até 1935.

Reeleito deputado federal, em outubro de 1934, por Minas Gerais pela legenda do PP, permaneceu na Câmara até novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu todos os órgãos legislativos do país. Durante seu mandato parlamentar, integrara a Comissão de Marinha e Guerra, que relatou o projeto da Força Naval, a Comissão de Saúde Pública, da qual foi presidente e a Comissão Especial do Estatuto dos Funcionários Públicos.

Jornalista, atuou como redator do Paraibuna e Democracia, órgãos liberais de Juiz de Fora, nos últimos anos da Monarquia. Juntamente com Antônio Carlos Ribeiro de Andrade, fundou em sua cidade natal os periódicos Diário Mercantil e Jornal do Comércio. Ainda no mesmo município, foi um dos fundadores da Companhia Mineira de Eletricidade, responsável pela instalação da primeira usina hidrelétrica da América do Sul.

Como médico, foi cirurgião da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora e do Sanatório de Barbacena, além de ter sido fundador da Sociedade de Medicina e Cirurgia de sua cidade natal.

João Nogueira Penido faleceu em Juiz de Fora no dia 22 de junho de 1945.

Era casado com Carolina de Assis Penido.

 

FONTES: ABRANCHES, J. Governos; ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; Câm. Dep. seus componentes; CONSULT. RAMOS, P.; Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; Grande encic. Delta; HORTA, C. Famílias; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76).

 

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