PEQUENO, MARCIAL DIAS

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: PEQUENO, Marcial Dias
Nome Completo: PEQUENO, MARCIAL DIAS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PEQUENO, MARCIAL DIAS

PEQUENO, Marcial Dias

*jornalista; min. Trab. 1950-1951.

 

Marcial Dias Pequeno nasceu em Icó (CE) no dia 17 de outubro de 1908, filho de Marcial Teixeira Pequeno e de Ana Dias Pequeno.

Fez os primeiros estudos em Fortaleza, transferindo-se em 1926 para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde iniciou sua vida profissional como jornaleiro. Ingressou posteriormente na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro e, em 1933, ainda estudante, entrou para o serviço público, sendo então designado para o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Exerceu aí as funções de fiscal, oficial-de-gabinete, assistente técnico, secretário e chefe de gabinete do então ministro Valdemar Falcão (1937-1941). Em 1943 tornou-se membro do Conselho Nacional do Trabalho, com assento na Câmara da Justiça do Trabalho, assumindo posteriormente a direção do Serviço de Identificação Profissional e do Departamento Nacional do Trabalho.

Diretor-geral do Departamento Nacional de Indústria e Comércio de 1944 a 1950, foi nomeado em junho deste último ano, durante o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), ministro do Trabalho, Indústria e Comércio em substituição a Honório Fernandes Monteiro (1948-1950). Durante sua gestão foram reguladas as eleições sindicais e foi criada a categoria profissional dos empregados em empresas de compra, venda e locação de imóveis. Em sua atuação deu também ênfase à orientação que tornou obrigatória a prestação de contas do fundo sindical ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao regulamento que obrigou os Institutos de Previdência Social a organizarem um plano de contenção de despesas para que, no prazo de três anos, viessem a gastar com sua administração não mais do que 12,5% de sua arrecadação. Com o fim do governo Dutra em janeiro de 1951, deixou o ministério, sendo substituído por Danton Coelho.

Jornalista profissional, economista e advogado, tornou-se no ano seguinte professor da Universidade do Brasil e, de 1953 a 1954, integrou o Conselho Nacional de Economia. Nomeado em setembro deste último ano superintendente das Empresas Incorporadas ao Patrimônio da União, ainda em 1955 assumiu a direção do jornal A Noite e da Rádio Nacional.

Representante do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio na Assessoria Parlamentar do presidente da República, foi designado em julho de 1960 presidente da comissão que organizou o projeto de estruturação do Ministério da Indústria e Comércio, desmembrado em 1961 do Ministério do Trabalho. Foi secretário-geral e chefe de gabinete do Ministério da Indústria e Comércio, tendo respondido interinamente pela pasta em alguns períodos durante gestão de Egídio Michaelsen (1963-1964).

Presidente do Instituto de Resseguros do Brasil de 1964 a 1965, tornou-se em 1966 secretário da Confederação Nacional do Comércio (CNC), sendo nomeado em 1970 sub-reitor de Pessoal e Serviços Gerais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Exerceu essa função até o ano seguinte, quando assumiu a chefia do gabinete do então governador do estado da Guanabara, Antônio de Pádua Chagas Freitas. Deixou o gabinete em fevereiro de 1975 e, membro do Conselho Estadual de Educação, foi nomeado em maio seguinte diretor da Escola de Comunicação da UFRJ. Após a eleição, em março de 1978, de Chagas Freitas para o governo do novo estado do Rio de Janeiro — ampliado pela fusão com o estado da Guanabara —, foi nomeado secretário do governo em março de 1979, permanecendo no cargo até março de 1983, ao final da segunda gestão de Chagas.

Foi também membro do Conselho Federal de Comércio Exterior, do conselho técnico-administrativo da Rádio Mauá, do conselho administrativo do Lóide Brasileiro, do conselho nacional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), do conselho nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi), da Comissão Executiva Têxtil, da Comissão Consultiva de Intercâmbio Comercial com o Exterior, da Comissão Consultiva de Acordos Comerciais, da Comissão Mista Brasileira-Americana de Estudos Econômicos, do conselho técnico-consultivo da CNC e do conselho econômico da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Atuou ainda como secretário da delegação do governo brasileiro à XXIV Sessão da Organização Internacional do Trabalho (OIT), realizada em Genebra, na Suíça.

Redator do Diário Carioca por 27 anos, foi também diretor de O Dia e membro do conselho administrativo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Além de vários estudos econômicos publicados na imprensa brasileira e estrangeira, escreveu Automação, A árvore da vida, Produtividade e Imigração e mão-de-obra qualificada.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 1º de outubro de 1991.

Era casado com Maria Alice Vieira Pequeno, com quem teve dois filhos.

FONTES: ALBUQUERQUE, J. Cearenses no Rio e em SP; BULHÕES, O. Margem; CONF. NAC. COMÉRCIO. 20; CORRESP. MIN. TRAB; CURRIC. BIOG.; Dia (4/4/76); Encic. Mirador; Globo (3/2/79); Jornal do Brasil (9/5/75, 10/2/79 e 3/10/91); MIN. TRAB. Documentário.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados