PINHO, JORGE SA FREIRE DE

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Nome: PINHO, Jorge Sá Freire de
Nome Completo: PINHO, JORGE SA FREIRE DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

PINHO, Jorge Sá Freire de

*militar; ch. Depto. Eng. e Comunic. Ex. 1982-1983;  comte. IV Ex. 1983-1985; ch. EME 1985-1986.

 

Jorge Sá Freire de Pinho nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 28 de junho de 1920, filho de Jorge Gonçalves de Pinho Júnior e de Julieta Sá Freire de Pinho.

Sentou praça na Escola Militar de Realengo em abril de 1939, sendo declarado aspirante-a-oficial da arma de infantaria em setembro de 1942. Promovido a segundo-tenente em abril do ano seguinte e a primeiro-tenente em junho de 1944, participou da Força Expedicionária Brasileira que combateu na Itália durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Após retornar ao Brasil, foi promovido a capitão em setembro de 1947, a major em outubro de 1953 e a tenente-coronel em agosto de 1961. Exercia a função de diretor de Mobilização e do Serviço Militar quando eclodiu o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964). Promovido a coronel em agosto de 1966, atingiu o generalato em março de 1974, chegando a general-de-divisão em março de 1979. Nesse posto, comandou a 9ª Região Militar e a 9ª Divisão de Exército, ambas em Campo Grande. Em setembro de 1981, foi nomeado subchefe do Departamento Geral de Serviços do Exército.

Em julho de 1982, foi promovido a general-de-exército, assumindo, no mês seguinte, a Chefia do Departamento de Engenharia e Comunicações do Exército, em substituição ao general Heitor Furtado Arnizaut de Matos. Em setembro de 1983, foi nomeado comandante do IV Exército em Recife, mais uma vez sucedendo a Arnizaut de Matos. Permaneceu nesse comando até março de 1985, quando a posse de José Sarney na presidência da República pôs fim ao longo ciclo de governos militares. Com  o advento da Nova República - nome como ficou conhecido o período de redemocratização do país -, Pinho foi nomeado chefe do Estado-Maior do Exército (EME), em substituição ao general José Magalhães da Silveira. Chefiou o EME até abril do ano seguinte, quando completou seu tempo de permanência na ativa e foi substituído pelo general Fernando Valente Pamplona. A partir de então, não exerceu mais qualquer atividade profissional.

Jorge Pinho ocupou vários outros cargos durante sua vida militar, entre os quais o de chefe de seção no Serviço Federal de Informações e Contra-Informações da Secretaria Geral do Conselho de Segurança Nacional, antecessor do Serviço Nacional de Informações; o de comandante do 1º Batalhão do 5º Regimento de Infantaria de Lorena (SP); o de chefe de seção do EME; e o de chefe de gabinete da Diretoria Geral de Economia e Finanças do Exército. Foi também instrutor da Academia Militar de Agulhas Negras, da Escola de Sargentos das Armas e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, além de instrutor-chefe do curso de infantaria da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. Fez os cursos de aperfeiçoamento de oficiais, de comando e estado-maior, de oficial de comunicações e o da Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro.

Casou-se com Carmem Silveira Pinho, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Estado de São Paulo (1/8/82; 16/8 e 18/12/85); Folha de São Paulo (31/7/82; 21/3/85); Globo (2/9/81; 27/8/82; 9/9/83; 19/3/85); INF. BIOG.; Jornal do Brasil  (1 e 9/8/82; 10/9/83; 17 e 22/3 e 16/4/85).

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