PONCE FILHO, GENEROSO

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Nome: PONCE FILHO, Generoso
Nome Completo: PONCE FILHO, GENEROSO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PONCE FILHO, GENEROSO

PONCE FILHO, Generoso

*const. 1934; dep. fed. MT 1935-1937.

 

Generoso Ponce Filho nasceu em Cuiabá no dia 6 de agosto de 1898, filho do coronel Generoso Pais Leme de Sousa Ponce e de Mariana Guimarães de Sousa Ponce. Seu pai, chefe político e comerciante em Mato Grosso, foi senador em 1894, presidente do estado em 1907 e deputado federal de 1909 a 1911.

Fez seus primeiros estudos em Corumbá (MS), então no estado de Mato Grosso, e no Liceu Salesiano São Gonçalo, em Cuiabá. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, cursou os colégios Pio Americano e Anglo-Brasileiro. Bacharelou-se pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro em 1919. O discurso que proferiu na ocasião foi publicado no Jornal do Comércio, da capital federal, e mais tarde no folheto Por que estamos atrasados, tendo alcançado grande repercussão no meio intelectual.

Após a Revolução de 1930, elegeu-se em maio de 1933 deputado à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do Partido Liberal de Mato Grosso. Com a instalação da Assembléia em novembro de 1933, foi nomeado membro da Comissão Constitucional, também conhecida como Comissão dos 26, encarregada de estudar o anteprojeto de constituição e as emendas apresentadas. Atuou ainda como líder da bancada de seu estado e reivindicou a participação da mulher na vida pública. Também na Constituinte, foi relator, juntamente com o representante do Ceará, Valdemar Falcão, dos capítulos “Poder Executivo” e “Dos conselhos técnicos”.

Defensor da integridade territorial do estado de Mato Grosso, conseguiu fazer aprovar nas “Disposições transitórias” um artigo garantindo a seu estado o direito à indenização da União pelos territórios cedidos à Bolívia por ocasião do Tratado de Petrópolis (17/11/ 1903), que resultou na anexação do atual estado do Acre. Com a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a eleição do presidente da República no dia seguinte, teve seu mandato estendido até maio de 1935. Eleito novamente deputado federal por seu estado, dessa vez na legenda do Partido Evolucionista de Mato Grosso, em outubro de 1934, permaneceu na Câmara atuando como segundo-secretário da casa e membro da Comissão de Segurança Nacional. Deixou o Congresso em 10 de novembro de 1937, quando, com o advento do Estado Novo, os órgãos legislativos do país foram suprimidos.

Entre 1942 e 1951 foi diretor e presidente do Instituto Nacional do Mate. Fundou e dirigiu a revista semanal de estudos sociais e políticos Vida Nacional, que teve entre seus colaboradores destacados intelectuais, como Monteiro Lobato, Maurício de Lacerda e outros. Colaborou nos periódicos cariocas Correio da Manhã e O Globo, em A Nação e A Batalha, tendo atuado como correspondente desses jornais nos Estados Unidos nas seções de política, religião, artes e esportes. Proprietário de cinematógrafos no Rio de Janeiro e em São Paulo, chegou a dirigir 14 casas do gênero no Rio de Janeiro. Presidiu ainda por diversas vezes associações de classe e foi importador de filmes cinematográficos.

Diretor-geral e presidente do Centro Mato-Grossense no Rio de Janeiro, foi também tabelião nesse estado. Integrou ainda o Instituto Histórico de Mato Grosso e foi sócio correspondente do Instituto Mato-Grossense de Letras.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 24 de julho de 1972.

Foi casado com Mariana Guimarães de Sousa Ponce.

Publicou Um homem e um programa (1945), General Ponce um chefe (biografia, 1952), O menino que era eu (memórias, 1967), Por Mato Grosso, Dom Aquino Correia, Por Mato Grosso na Federação, Mato Grosso e suas possibilidades turísticas e econômicas, Na Assembléia Nacional Constituinte e O senhor Mário Correia — um caso político e patológico.

 

 

FONTES: Boletim Min. Trab. (5/36); Câm. Dep. seus componentes; CONSULT. MAGALHÃES, B.; Diário do Congresso Nacional; FUND. GETULIO VARGAS. Cronologia da Assembléia; GODINHO, V. Constituintes, MENDONÇA, R. Dic.; PEIXOTO, A. Getúlio.

 

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