PORTO, BENTO

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Nome: PORTO, Bento
Nome Completo: PORTO, BENTO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PORTO, BENTO

PORTO, Bento

*dep. fed. MT 1983-1987.

 

Bento Sousa Porto nasceu em Poxoréu (MT) no dia 21 de março de 1943, filho de Elesbão Sousa Porto e de Ernestina Sousa Porto.

Em 1966, formou-se em engenharia agronômica pela Universidade Federal de Viçosa (MG). Três anos depois, concluiu o mestrado em economia rural pela mesma universidade. Nesse mesmo ano tornou-se diretor do Departamento de Planejamento de Mato Grosso, cargo que ocupou até 1971, quando se tornou diretor de colonização da Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso (Codemat), permanecendo nesta função até 1973.

Assessor do Ministério da Agricultura na gestão de Alysson Paulinelli (1974-1979) em 1974 e 1975, neste último ano assumiu a Secretaria de Planejamento de Mato Grosso durante o governo de José Garcia Neto (1975-1978). No biênio 1977 e 1978, exerceu o cargo de presidente da Codemat. Ainda em 1978, deixou a secretaria estadual de Planejamento.

No pleito de novembro de 1978, integrou a chapa da Aliança Renovadora Nacional (Arena) encabeçada por Benedito Canelas, vitoriosa em sua candidatura ao Senado, mas não chegou a exercer o mandato.

Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reorganização partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuidade às propostas arenistas. Ainda nesse ano, tornou-se membro da Comissão Fundiária do Estado. Em 1980, deixou a Comissão e tornou-se presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso, que deixou no ano seguinte quando se tornou diretor do Banco da Amazônia S. A.(BASA).

Em 1982, deixou a diretoria do BASA e, no pleito de novembro, concorreu e foi eleito deputado federal na legenda do PDS, tendo sido o candidato mais votado do partido e de todo o estado de Mato Grosso, obtendo 57.958 votos. Empossado em fevereiro de 1983, integrou como membro titular a Comissão de Agricultura e Política Rural e, como suplente, a Comissão de Minas e Energia.

Em 25 de abril de 1984 absteve-se de votar a emenda Dante de Oliveira que, apresentada na Câmara dos Deputados em 25 de abril de 1984, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado —, no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985 votou no candidato situacionista Paulo Maluf, que foi derrotado por Tancredo Neves – eleito presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março deste ano.

Ainda em 1985, Bento Porto deixou o PDS e filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL). No mês de agosto desse ano, proferiu um discurso considerado ofensivo ao presidente da casa, Ulisses Guimarães, e aos ministros José Hugo Castelo Branco, do Gabinete Civil, e Pedro Simon, da Agricultura, sendo com isso censurado pela mesa da Câmara dos Deputados. Neste discurso, Bento Porto protestou “contra a covardia e a incapacidade” do presidente da casa, por não tomar “atitude enérgica em relação a essa desvalorização sistemática do Congresso Nacional”. Mais adiante, afirmou: “ou o ministro José Hugo está fazendo papel de palhaço, ou o ministro Pedro Simon está fazendo papel de bandido com o PFL matogrossense.”

Em março de 1986, o então governador matogrossense Júlio Campos foi convidado a filiar-se ao PFL. Bento Porto foi radicalmente contrário, apresentando um pedido de impugnação que inicialmente fora aceito pela executiva nacional; contudo, em abril, a decisão foi reconsiderada e Júlio Campos teve sua ficha de filiação homologada pelo partido.

Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao final da legislatura, sem ter concorrido à reeleição em novembro do ano anterior. Não se candidatou a deputado federal em 1990 nem em 1994.

Após a posse de Roberto França na prefeitura de Cuiabá em janeiro de 1997, Bento Porto foi nomeado secretário municipal de Saúde. Posteriormente, em 1999, passou a acumular essa pasta com a de Planejamento.

No pleito programado para outubro de 2004, apesar de ter lançado sua pré-candidatura à prefeitura de Cuiabá na legenda do Partido Democrático Trabalhista (PDT) sem temer o fato de que seu nome sequer aparecia em pesquisas de intenção de voto, não obteve êxito em receber a indicação do diretório municipal do partido para tentar mais um cargo eletivo, já que o PDT optara por não lançar candidato próprio nessas eleições, preferindo coligar-se com outras forças políticas atuantes.

Nas eleições realizadas em outubro de 2006, candidatou-se ao governo do estado na legenda do Partido Social Cristão (PSC), porém sequer foi para o segundo turno, já que obteve apenas 11.091 votos, e amargou uma quinta colocação nesse pleito que reelegeu o então governador Blairo Maggi para mais um mandato à frente do executivo estadual.

Durante o ano de 2008 e o primeiro semestre de 2009, por ocasião da campanha pública deflagrada em prol da cidade de Cuiabá como subsede da Copa do Mundo de 2014 a ser realizada no Brasil, Bento Porto participou ativamente do debate público que se estabeleceu oficialmente devido aos estudos de viabilidade do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – mais conhecido como monotrilho ou metrô de superfície –, por ele já desenvolvidos em 1998, quando era titular da pasta de Planejamento na administração municipal, ocasião em que fez contatos com empresários japoneses interessados em aprofundar a discussão em torno do assunto com o intuito de equacionar o deslocamento coletivo na capital matogrossense.

Casou-se com Teresinha Soares de Andrade Porto, com quem teve quatro filhos.

Publicou Análise econômica dos sistemas de transportes de gado de Mato Grosso para São Paulo (dissertação de mestrado, 1969) e Subsídios para a ação do governo federal na Amazônia (1972).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Diário de Cuiabá. Internet; Estado de S. Paulo (29/8/85); Jornal do Brasil (23/3 e 6/4/86); Diário de Cuiabá, 3/3 e 23/4/2004; Diário da Serra, 22/6 e 24/7/2006; O Documento (Internet), 11/6/2008; MídiaNews (Internet), 17/6/2009.

 

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