POZZA, DARCI

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: POZZA, Darci
Nome Completo: POZZA, DARCI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
POZZA, DARCI

POZZA, Darci

*dep. fed. RS 1979-1991; const. 1987-1988.

Darci Pozza nasceu em Bento Gonçalves (RS) no dia 9 de julho de 1938, filho de Emílio Pozza e de Veneranda Zoldan Pozza.

Em 1963, graduou-se em economia pela Universidade de Caxias do Sul.

Iniciou-se na política em 1968, ao eleger-se vereador em sua cidade natal na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena) — partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Foi empossado no início de 1969.

Em novembro de 1972 elegeu-se prefeito de Bento Gonçalves. Deixando o cargo de vereador em janeiro de 1973, ao final da legislatura, tomou posse na prefeitura logo em seguida. Ainda em 1973, integrou a comitiva de prefeitos gaúchos em visita oficial à Itália e, em 1975, participou do curso de administração pública da Fundação Alemã para o Desenvolvimento Internacional, em Berlim. Permaneceu à frente do Executivo municipal até janeiro de 1977, ao fim do mandato.

Em novembro de 1978, Pozza foi eleito deputado federal, assumindo em fevereiro seguinte e participando dos trabalhos legislativos como titular da Comissão de Transportes e como suplente das comissões de Economia, Indústria e Comércio e de Agricultura e Política Rural. Foi ainda membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a reforma do ensino.

Com o fim do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), legenda que sucedeu a Arena.

Reeleito em novembro de 1982, tomou posse em fevereiro seguinte, dando prosseguimento aos trabalhos realizados desde a legislatura anterior na Comissão de Economia, Indústria e Comércio.

Na sessão de 25 de abril de 1984, Pozza votou contrariamente à emenda Dante de Oliveira, que defendia o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a proposta não obteve a votação necessária para ser encaminhada ao Senado Federal, a sucessão do general João Batista Figueiredo ficou para ser decidida pela via indireta, através da realização de um colégio eleitoral. Assim, em agosto de 1984, a convenção nacional do PDS aprovou a candidatura do ex-governador de São Paulo e deputado federal Paulo Maluf, que derrotou, na ocasião, a pré-candidatura do ministro do Interior, o coronel Mário Andreazza. No mesmo período, a oposição reunida na Aliança Democrática — coligação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com a dissidência do PDS batizada de Frente Liberal — lançou o nome do ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves, tendo como vice o senador José Sarney.

No Colégio Eleitoral de 15 de janeiro de 1985, Pozza votou em Maluf, que acabou sendo derrotado por Tancredo Neves por uma esmagadora margem de votos. O ex-governador mineiro, no entanto, não chegou a ser empossado. Gravemente enfermo, veio a falecer no dia 21 de abril seguinte, sendo substituído na presidência por Sarney, que vinha ocupando o cargo interinamente desde o dia 15 de março de 1985. Nesse mesmo ano, Pozza foi um dos membros da comitiva de prefeitos e deputados gaúchos a realizar visita oficial à Itália, França, Áustria e Alemanha.

Em novembro de 1986 elegeu-se deputado federal constituinte. Deixando a Câmara Federal em janeiro de 1987, ao término do mandato, logo retornou para assumir a nova cadeira em fevereiro de 1987. Ao longo dos trabalhos constituintes, atuou como relator da Subcomissão dos Direitos e Garantias Individuais da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher, como suplente da Subcomissão de Princípios Gerais, Intervenção do Estado, Regime da Propriedade do Subsolo e da Atividade Econômica da Comissão da Ordem Econômica, e como titular da Comissão de Sistematização.

Nas principais votações da Constituinte, pronunciou-se favoravelmente à pluralidade sindical, ao presidencialismo, ao mandato de cinco anos para Sarney e à anistia aos micro e pequenos empresários. Foi contrário ao rompimento de relações com países com política de discriminação racial, à limitação de direito de propriedade privada, ao mandato de segurança coletivo, ao aborto, à estabilidade no emprego, à jornada semanal de 40 horas, ao turno ininterrupto de seis horas, ao aviso prévio proporcional, à unicidade sindical, à estatização do sistema financeiro, à proibição do comércio de sangue, à limitação dos encargos da dívida externa e à desapropriação da propriedade produtiva. Absteve-se de votar sobre a pena de morte e a remuneração 50% superior para o trabalho extra. Deixou a Câmara em janeiro de 1991, ao final da legislatura, sem ter concorrido à reeleição no pleito de outubro anterior.

Em abril de 1993, Pozza ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão entre o PDS e o Partido Democrata Cristão (PDC), e em agosto de 1995, com a união do PPR ao Partido Progressista (PP), filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB).

Em outubro de 1996, elegeu-se prefeito de Bento Gonçalves, sendo empossado no cargo em janeiro de 1997. Nas eleições de 2000, foi reeleito prefeito de Bento Gonçalves na legenda do PP.

Darci Pozza foi também secretário do Centro de Indústria e Comércio de Bento Gonçalves e presidente do Clube Esportivo Bento Gonçalves.

Casou-se com Liette Tesser Pozza, com quem teve duas filhas.

Marcia de Sousa

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. ; OLIVEIRA, A. Nova.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados