PRADEL, HONORATO

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Nome: PRADEL, Honorato
Nome Completo: PRADEL, HONORATO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PRADEL, HONORATO

PRADEL, Honorato

*militar; rev. 1930; comte. IV Ex. 1959-1960.

 

Honorato Pradel nasceu em Jaguarão (RS) no dia 29 de dezembro de 1896, filho de Francisco Pradel.

Incorporou-se ao Exército na arma de artilharia em agosto de 1913, em Porto Alegre. Transferiu-se depois para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde serviu como terceiro-sargento até maio do ano seguinte. Em abril de 1915 ingressou na Escola Militar do Realengo, na mesma cidade, sendo declarado aspirante-a-oficial em dezembro de 1918. Em dezembro de 1919 foi promovido a segundo-tenente, em janeiro de 1920 ingressou no 2º Grupo de Artilharia a Cavalo e em janeiro de 1921 atingiu o posto de primeiro-tenente, sendo destacado para servir no forte de Copacabana, também no Rio.

Promovido a capitão em junho de 1923, foi classificado em setembro do mesmo ano na 2ª Bateria do 2º Grupo de Artilharia a Cavalo, no Rio Grande do Sul. Nos dias 30 e 31 de outubro de 1924, participou da defesa de Alegrete (RS) contra o movimento rebelde que fora deflagrado em São Paulo, em julho, e no Rio Grande do Sul, em outubro, resultando na formação da Coluna Prestes. A coluna, liderada por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa, percorreu o interior do país, através de 13 estados, dando combate às tropas legalistas até 1927.

Em janeiro de 1928 Honorato Pradel ingressou no 1º Grupo de Artilharia montada. Em julho seguinte passou para a 1ª Bateria Independente de Artilharia de Costa no forte de Copacabana, onde, em agosto desse ano, já na patente de capitão, passou a comandante da guarnição. Deixou esse comando em abril de 1930 para ingressar na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, reassumindo-o em outubro do mesmo ano, quando tomou parte na Revolução de 1930, que depôs o presidente Washington Luís e colocou Getúlio Vargas no poder.

Em fevereiro de 1933 foi promovido a major e em março do mesmo ano foi transferido para o 5º Regimento de Artilharia Montada, o Regimento Mallet, em Santa Maria (RS), onde permaneceu apenas até o mês seguinte, quando retornou ao Rio de Janeiro para ingressar na Escola de Estado-Maior do Exército. Em abril de 1935 foi designado estagiário no quartel-general da 2ª Divisão de Cavalaria da guarnição de Alegrete. Em novembro seguinte passou para a 3ª Divisão de Infantaria, ainda no Rio Grande do Sul, onde, de julho a dezembro de 1936, foi chefe da 3ª seção do estado-maior regional. Em agosto de 1937 foi designado subcomandante do 2º Grupo de Artilharia de Costa da fortaleza de São João, no Rio de Janeiro, sendo nomeado em dezembro do mesmo ano inspetor da Defesa da Costa da guarnição do Distrito Federal. Em setembro de 1939 foi promovido a tenente-coronel e em abril de 1943 a coronel, sendo nomeado em junho do mesmo ano comandante da Artilharia Divisionária, em Recife.

De agosto de 1944 a novembro de 1945 comandou o Regimento Floriano, na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Em abril de 1946 assumiu o comando do 1º Grupo de Artilharia de Costa, em São Paulo, e de janeiro a julho de 1947 executou missão oficial no canal do Panamá. Em dezembro de 1948 foi promovido a general-de-brigada e nomeado comandante da artilharia da 2ª Divisão de Infantaria da guarnição de São Paulo. Deixou esse comando em março de 1950 para ingressar na Escola Superior de Guerra (ESG), mas a ele retornou em janeiro de 1951, quando concluiu o curso da ESG. Em março de 1952 passou para a Diretoria de Motomecanização do Ministério da Guerra, no Rio de Janeiro, e em junho de 1954 assumiu o comando da 6ª Divisão de Infantaria, em Porto Alegre.

Em abril de 1955 foi promovido a general-de-divisão e no mesmo ano foi nomeado secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, durante o governo de Jânio Quadros. Apoiou em novembro as forças políticas que tentaram impedir a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek, tendo permitido, como secretário de Segurança Pública, o deslocamento de duas baterias militares para Santos, com o objetivo de garantir militarmente a instalação do presidente Carlos Luz — impedido de exercer o mandato pela ação liderada pelo general Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra demissionário — que se dirigia para aquele porto a bordo do cruzador Tamandaré. Para evitar choque armado e diante da virtual derrota dos setores que o apoiavam, Carlos Luz acabou por aceitar seu impedimento e a presidência da República passou ao vice-presidente do Senado, Nereu Ramos.

Em maio de 1959 Honorato Pradel assumiu o comando do IV Exército, com sede em Recife, em substituição ao general-de-divisão Ciro do Espírito Santo Cardoso, e em novembro desse ano foi promovido a general-de-exército. Permaneceu no comando do IV Exército até abril de 1960, quando foi transferido para a reserva na patente de marechal e substituído pelo general-de-exército Emílio Rodrigues Ribas Júnior.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 19 de janeiro de 1980.

Era casado com Luci Monteiro Pradel, com quem teve dois filhos.

 

 

FONTES: ARQ. MIN. EXÉRC.; CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; Folha de S. Paulo (26/1/80); Globo (20/1/80); Jornal do Brasil (20/1/80); MELO, J. Revolução; MIN. GUERRA. Almanaque.

 

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