RAFAEL GIOIA MARTINS JUNIOR

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Nome: GIOIA JÚNIOR
Nome Completo: RAFAEL GIOIA MARTINS JUNIOR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GIÓIA JÚNIOR

GIÓIA JÚNIOR

*dep. fed. SP 1975-1987.

 

Rafael Gióia Martins Júnior nasceu em Campinas (SP) no dia 9 de agosto de 1931, filho de Rafael Gióia Martins e de Elza Lazarina Gióia Martins.

Estudou nos colégios Batista Brasileiro e Roosevelt e bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Vale do Paraíba.

Radialista e produtor de televisão, começou sua carreira política na capital paulista em 1964 como vereador, atuando na Câmara Municipal como líder do governo na gestão do prefeito José Vicente de Faria Lima e presidindo a Comissão de Servidores Municipais. No pleito de novembro de 1966, elegeu-se deputado estadual na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Deixando a Câmara dos Vereadores em janeiro de 1967, assumiu o mandato no mês seguinte, tornando-se primeiro-vice-líder do MDB, vice-presidente da mesa da Assembléia, presidente das comissões de Assuntos da Capital e de Redação e membro da Comissão de Educação dessa casa. Reeleito no pleito de novembro de 1970, assumiu novo mandato em fevereiro do ano seguinte.

Em novembro de 1974 foi eleito deputado federal por São Paulo, dessa vez na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar, de cuja comissão executiva nacional se tornaria segundo-tesoureiro. Deixando a Assembléia Legislativa de São Paulo em janeiro de 1975, assumiu o mandato no mês seguinte, tornando-se vice-presidente da Comissão de Comunicações e suplente da Comissão de Trabalho e Legislação Social da Câmara dos Deputados. Reelegeu-se no pleito de novembro de 1978 na mesma legenda e, com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação sucessora da Arena, tornado-se vice-líder do partido na Câmara. Nas eleições de novembro de 1982, foi reeleito à Câmara dos Deputados pelo estado de São Paulo na legenda do PDS, assumindo novo mandato em fevereiro seguinte.

Na sessão da Câmara de 25 de abril de 1984, Gióia Júnior votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal —, no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação sucessora do MDB, com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março deste ano.

No pleito de novembro de 1986 Gióia Júnior tentou uma vaga de deputado federal constituinte, pela legenda do PDS, mas não obteve sucesso, deixando a Câmara em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura.

Presidiu a Associação de Radialistas do Estado de São Paulo. Foi também membro da Academia Paulista de Jornalismo, da Academia Maçônica de Letras do Brasil, da Academia Evangélica de Letras do Brasil, presidente do Conselho da União Brasileira de Escritores, presidente do Departamento da Mocidade Batista do Estado de São Paulo e vice-presidente do Congresso Nacional da Juventude Batista.

Faleceu no dia 4 de abril de 1996.

Era casado com Dinorá Fernandes Gióia Martins, com quem teve dois filhos.

Publicou os livros de poesia O cântico novo, Aparecem as flores na terra, Menino pobre, Jesus alegria dos homens, Canto maior, Poemas em feitio de oração, Estrela do Natal, 25 anos de Gióia Júnior, O nó da gravata e Cristo dos humildes (1980), além das coletâneas de poemas para crianças Davi e Golias e Bem-me-quer e do romance As estátuas de sal.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979, 1979-1983 e 1983-1987); Estado de S. Paulo (13/12/86); Folha de S. Paulo (7/12/86); Globo (26/4/84 e 16/1/85); NÉRI, S. 16; Perfil (1980); SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados.

 

 

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