RAIMUNDO DE SOUSA BRITO

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Nome: BRITO, Raimundo (dep. BA)
Nome Completo: RAIMUNDO DE SOUSA BRITO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BRITO, RAIMUNDO (DEP

BRITO, Raimundo

*dep. fed. BA 1955-1971.

 

Raimundo de Sousa Brito nasceu em Salvador no dia 10 de julho de 1900, filho de Manuel Joaquim de Sousa Brito e de Maria Chaves Brito.

Estudou no Colégio Carneiro Ribeiro antes de ingressar na Faculdade de Direito de Salvador, pela qual se bacharelou em 1921.

Advogado em Ilhéus (BA), colaborador de diversos jornais na capital baiana e inspetor do ensino primário e normal no estado, foi deputado à Câmara Estadual de 1923 a 1925. Secretário do Colégio Estadual da Bahia, elegeu-se para a Constituinte baiana em outubro de 1934, exercendo o mandato de deputado estadual até o advento do Estado Novo (10/11/1937), que suprimiu todos os órgãos legislativos do país.

Professor catedrático de filosofia, sociologia, latim e ciências naturais do Colégio Estadual da Bahia, em 1947 entrou para a Academia de Letras desse estado. Tornou-se também consultor jurídico do Serviço Social da Indústria (Sesi), e em 1950 voltou a eleger-se deputado estadual, dessa vez na legenda da União Democrática Nacional (UDN), assumindo o mandato em fevereiro de 1951. Na Assembléia Legislativa, foi líder do Partido Republicano (PR), para o qual se transferira, líder do governo Régis Pacheco (1951-1955), membro da Comissão de Constituição e Justiça e relator da reforma educacional do estado.

Livre-docente de direito penal da Faculdade de Direito da Universidade da Bahia a partir de 1954, no pleito de outubro desse ano elegeu-se deputado federal por seu estado na legenda da Aliança Republicana Cristã formada pelo PR e o Partido Democrata Cristão (PDC). Deixou a Assembléia baiana em janeiro de 1955, ingressando na Câmara Federal no mês seguinte. Colaborou também com a imprensa carioca e presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Reeleito em 1958 na legenda do PR, em 1962 conquistou novo mandato, na legenda da Aliança Trabalhista da Bahia, formada pelo PR, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido de Representação Popular (PRP). Com a extinção dos partidos politicos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), em cuja legenda reelegeu-se ainda uma vez em novembro de 1966. Em março de 1970 foi eleito terceiro-secretário da Câmara, cargo que exerceu até o término do seu último mandato, em janeiro de 1971.

Durante sua atividade parlamentar, fundou e manteve, em todo o estado da Bahia, inúmeras instituições assistenciais, entre as quais o Hospital Evangélico da Bahia e a Maternidade Alzira Brito, ambos situados em Salvador.

Foi secretário de Justiça da Bahia no governo Antônio Carlos Magalhães (1971-1975).

Faleceu em Salvador no dia 17 de junho de 1982.

Foi casado com Alzira Coelho Brito, com quem teve um filho.

Membro do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia e do Instituto da Ordem dos Advogados do Brasil, publicou, além de artigos e trabalhos esparsos, Direito penal fascista (1936); Caminhos perdidos (poesia); O drama da adolescência; Realismo, idealismo e filosofia da vida; Por que filosofamos?; O livro de Ilhéus; Firma falsa questão de limites; Memoriais jurídicos; Evolução dos centros de interesses; Filosofia de guerra alemã; Mímica das emoções; Dias de sol; Platão, Aristóteles e o demônio da filosofia; Brasília, pioneiros e candangos; Alienados, artes e justiça penal e Medidas de segurança.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (5 e 6); CÂM. DEP. Relação dos dep.; COUTINHO, A. Brasil; Grande encic. Delta; MELO, A. Cartilha; NÉRI, S. 16; SOC.BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3, 4, 6 e 8).

 

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