RAIMUNDO GOMES DA SILVA

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Nome: SILVA, Gomes da
Nome Completo: RAIMUNDO GOMES DA SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVA, GOMES DA

SILVA, Gomes da

*dep. fed. CE 1975-1983.

Raimundo Gomes da Silva nasceu em Uruburetama (CE) no dia 31 de agosto de 1920, filho de Joaquim da Mota Silva e de Joana Gomes da Silva.

Em 1947 bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da atual Universidade Federal do Ceará. Proprietário de terras e funcionário público, iniciou sua carreira política elegendo-se, em outubro de 1950, deputado estadual no Ceará, na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumiu seu mandato em fevereiro do ano seguinte e, reeleito na mesma legenda em outubro de 1954 e de 1958, chegou em 1961 à presidência da Assembléia Legislativa de seu estado. Em outubro de 1962 voltou a se eleger deputado estadual na legenda da Aliança União pelo Ceará, composta pelo PSD e a União Democrática Nacional (UDN), deixando a presidência da Assembléia em 1963.

Após o movimento político-militar de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, de outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao governo. Nessa legenda reelegeu-se novamente deputado estadual em novembro de 1966, tornando-se, nessa legislatura, presidente da Comissão Especial de Adaptação da Constituição Estadual à Constituição Federal de 1967, e atuando como relator da Emenda Constitucional nº 1/69 à Constituição Estadual de 1967. De 1968 a 1969 voltou a presidir a Assembléia Legislativa, tendo ocupado, por seis vezes, o governo do estado, nos impedimentos de seu titular. Reeleito em novembro de 1970, ainda na legenda da Arena, foi até 1971 secretário da Assembléia e de 1971 a 1973, líder do governo. Durante sua permanência na Assembléia Legislativa cearense, foi membro de todas as comissões técnicas e presidente das comissões de Constituição e Justiça, de Finanças e Orçamento e de Redação de Leis e Reforma do Regimento Interno da Assembléia, além de relator do projeto do novo regimento interno da Assembléia e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre Educação.

Em novembro de 1974 elegeu-se deputado federal pelo Ceará, na legenda da Arena. Deixando a Assembléia estadual, assumiu seu mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte, tornando-se membro da Comissão de Constituição e Justiça e suplente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Em novembro de 1978 voltou a se eleger, ainda na legenda arenista. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS). Foi membro da Comissão de Constituição e Justiça, da qual chegou a vice-presidente em 1980, e suplente da Comissão de Minas e Energia. Em novembro de 1982 concorreu à reeleição, na legenda do PDS, obtendo a primeira suplência. Em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura, deixou a Câmara dos Deputados. Já em março de 1983, no entanto, retornou à esta casa, no lugar de César Cals de Oliveira Neto, que se licenciara do mandato para assumir a prefeitura de Fortaleza.

Em 25 de abril de 1984 ausentou-se da votação da emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal —, no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Gomes da Silva votou em Paulo Maluf, candidato do regime militar, derrotado por Tancredo Neves, eleito pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março deste ano.

Gomes da Silva permaneceu na Câmara dos Deputados mesmo após César Cals Filho ter reassumido seu assento em junho de 1985, visto que, nessa ocasião, veio a substituir Paulo Lustosa, escolhido por Sarney para o cargo de ministro extraordinário da Desburocratização. Gomes da Silva deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao final da legislatura, não tendo concorrido a uma cadeira na Assembléia Nacional Constituinte no pleito de novembro de 1986. Ainda em 1987, foi nomeado assessor do Ministério das Minas e Energia, função que desempenhou até 1988, quando retornou ao Ceará.

Passou então a se dedicar a atividades rurais em Uruburetama (CE), seu município natal. Faleceu no dia 18 de novembro de 2008.

Durante a sua vida política estadual, foi também membro do Conselho de Contas dos Municípios do Ceará.

Casou-se com Ieda Bezerra Gomes da Silva, com quem teve seis filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979 e 1979-1983); GIRÃO, R. Ceará; INF. BIOG.; NÉRI, S. 16; Perfil (1980); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3, 4, 6 e 8).

 

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