RAMON JOSE CARCANO

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Nome: CÁRCANO, Ramón
Nome Completo: RAMON JOSE CARCANO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CÁRCANO, RAMÓN

CÁRCANO, Ramón

*diplomata; emb. Argentina no Brasil 1933-1938.

 

Ramón José Cárcano nasceu em Córdoba, na Argentina, no dia 18 de abril de 1860.

Estudou na universidade de sua cidade natal e, em 1879, quando ainda era estudante, foi chamado por Antonio del Viso, governador da província de Córdoba, para ser seu secretário. O mesmo aconteceu em 1880, dessa vez com o governador Miguel Juárez Celman. Em 1881 doutorou-se em direito apresentando uma tese sobre a igualdade dos direitos civis entre os filhos, que suscitou polêmicas, tornando-se no ano seguinte professor de direito comercial da Universidade de Córdoba.

Em 1884 elegeu-se deputado nacional, exercendo o mandato até 1886, quando foi convidado pelo então governador de Córdoba, Ambrosio Olmos, para ocupar a pasta da Justiça, Cultura e Instrução Pública do governo da província. Em 1887, o presidente da Argentina Juárez Celman nomeou-o diretor-geral dos Correios e Telégrafos. Em 1890 retirou-se da vida pública, passando a dedicar-se aos estudos e às atividades rurais. Em 1901 entrou para a Academia Nacional de História, instituição que viria a presidir, sendo escolhido em 1907 presidente da Comissão Assessora de Ensino Agrícola.

Reeleito deputado nacional em 1910, propôs no Congresso a criação de escolas práticas de agricultura e a organização da defesa agrícola. Designado em 1913 interventor nacional em San Juan (Argentina), foi nesse mesmo ano eleito governador de Córdoba, função que exerceu até 1916. Em 1918 voltou a exercer o mandato de deputado nacional em Córdoba, o qual se estenderia até 1926. De 1921 a 1926 foi decano da Faculdade de Agronomia e Veterinária e em 1925 voltou a governar sua província natal, cargo que exerceu até 1928, abandonando então a política para dedicar-se às atividades intelectuais. Em 1932 tornou-se membro da diretoria do Banco Hipotecário Nacional e foi designado presidente do Conselho Nacional de Educação, cargo pelo qual respondeu até o ano seguinte.

Nomeado embaixador da Argentina no Brasil em julho de 1933, deu início às negociações que resultariam no encontro dos presidentes Augustín Justo, da Argentina, e Getúlio Vargas em janeiro de 1938, quando foi lançada a pedra fundamental da ponte Brasil-Argentina. Em novembro de 1937 regressou a seu país, sendo substituído no posto pelo encarregado de negócios Manuel A. Viale Paz. Em março do ano seguinte foi aceita a sua renúncia ao cargo de embaixador da Argentina no Brasil.

Presidente da Junta de História e Numismática, da Caixa de Jubilações e Pensões e da Sociedade Rural, atuou também no jornalismo, tendo sido diretor e redator do El Interior, de Córdoba, fundador e redator de Justicia e EI País, também de Córdoba, e colaborador de La Nación, La Prensa, La Tribuna e Sud América.

Faleceu no dia 2 de junho de 1946.

Publicou El general Quiroga y la expedición al desierto (1882), Perfiles contemporaneos (1885), La libertad de imprensa (1886), La Universidad de Córdoba (1892), Historia de los médios de comunicación y transporte de la República Argentina (1893), Estudios coloniais (1901), La reforma universitaria ( 1901), Labor administrativa (1916), De Caseros al 11 de septiembre (1851-52) (1918), Facultad de agronomia y veterinaria — memorias (1927), En el camino (1927), Páginas errantes (1927), Primeras luchas entre la Iglesia y el Estado en la gobernación del Tucumán (1929), Juan Facundo Quiroga: simulación, infidencia, tragedia (1931), Guerra del Paraguay — orígenes y causas (1939) e Mis primeros ochenta años (publicado pouco antes de sua morte).

Sua personalidade e trajetória foram estudadas por dez escritores argentinos no livro intitulado Ramón J. Cárcano a través de diez escritores (1941), onde foi apresentado como fazendeiro, pensador, historiador, escritor, político, legislador e estadista.

 

 

FONTES: CORRESP. EMB. ARGENTINA; Grande encic. Delta.

 

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