RANDOLFO DE SOUSA BITTENCOURT

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Nome: BITTENCOURT, Randolfo
Nome Completo: RANDOLFO DE SOUSA BITTENCOURT

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALMEIDA, Nosser

BITTENCOURT, Randolfo

* dep. fed. AM 1983-1987.

 

Randolfo de Sousa Bittencourt nasceu em Manaus em 5 de dezembro de 1938, filho de Sérgio Augusto Pará Bittencourt e de Adélia de Sousa Bittencourt.

Cursou a Faculdade de Direito do Amazonas, pela qual se bacharelou em ciências jurídicas e sociais em 1961. No ano seguinte, fez curso de especialização em administração pública na Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP), da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro

Em 1965 assumiu o cargo de procurador jurídico do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Amazonas e o de secretário-executivo da Comissão de Reforma Administrativa do estado. No ano seguinte, tornou-se professor da Escola de Serviço Público do Amazonas. Em 1967 assumiu a diretoria administrativa do DER, função que ocupou até o ano seguinte. Em 1969 tornou-se integrante do Conselho Estadual de Cultura, no qual permaneceu até 1971.

Fez o curso de antropologia cultural na Universidade do Amazonas em 1975. Dois anos depois tornou-se professor titular e vice-diretor da Faculdade de Estudos Sociais, em cuja função permaneceu até 1979. No ano seguinte deixou a função de professor da Escola de Serviço Público do Amazonas.

Iniciou a carreira política filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e elegendo-se deputado federal em 15 de novembro de 1982. Foi titular da Comissão de Educação e Cultura e suplente da Comissão do Interior, em 1983.

Ainda no início dessa legislatura, o deputado Dante de Oliveira (PMDB-MT) apresentou na Câmara um projeto de emenda constitucional restabelecendo eleições diretas para a presidência da República  no ano seguinte. Encampado pelas oposições, esse projeto proporcionou o desencadeamento de uma campanha nacional, conhecida como diretas-já. Em votação realizada em 25 de abril de 1984, com voto favorável de Randolfo, por falta de 22 votos a emenda não foi aprovada, o que a impediu de ser enviada para apreciação do Senado.

Com esse resultado, o próximo presidente da República que substituiria João Figueiredo (1979-1985) seria eleito por via indireta. Para concorrer com os candidatos governistas Paulo Maluf e Flávio Marcílio (vice), os partidos de oposição, com exceção do Partido dos Trabalhadores (PT), liderados pelo PMDB, e a Frente Liberal, dissidência da agremiação governista, o Partido Democrático Social (PDS), reunidos na Aliança Democrática, lançaram o governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, e o senador maranhense José Sarney. Na eleição realizada no Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, com voto favorável de Randolfo, a vitória coube aos candidatos oposicionistas. A doença do presidente eleito na véspera da posse fez com que o vice assumisse, em caráter interino, em 15 de março desse ano, sendo efetivado no mês seguinte, após a morte do titular.

Em fevereiro de 1986 Randolfo licenciou-se para assumir a Secretaria de Educação e Cultura no governo de Gilberto Mestrinho (1983-1987). Foi substituído pelo suplente Arlindo Augusto dos Santos Porto. Permaneceu na secretaria até maio seguinte, quando se desincompatibilizou para concorrer à reeleição e em seguida reassumiu sua cadeira na Câmara.

Em 15 de novembro de 1986, conseguiu apenas uma suplência para a Assembléia Nacional Constituinte. Desligou-se do partido e retornou às suas atividades na Universidade do Amazonas. Não mais concorreu a qualquer cargo público eletivo. Posteriormente, tornou-se presidente de uma organização não-governamental (ONG) suprapartidária denominada Fórum Brasil Século 21.

Casou-se com Olinda Maria Gonçalves Bittencourt, com quem teve quatro filhos.

Publicou A formação profissional do administrador (1974); Recursos humanos e mercado de trabalho (1974); Teoria e técnica de relações públicas (1976).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Globo (26/4/84, 16/1/85); INF. BIOG.

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