RAUL BRUNINI FILHO

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Nome: BRUNINI, Raul
Nome Completo: RAUL BRUNINI FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BRUNINI, Raul

*dep. fed. GB 1967-1969.

 

Raul Brunini Filho nasceu em Rio Claro (SP) no dia 18 de fevereiro de 1919, filho de Raul Brunini e de Alice Brunini.

Estudou no Instituto Joaquim Ribeiro, em sua cidade natal, e no Ginásio Estadual de Jaboticabal (SP), transferindo-se depois para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde concluiu o curso secundário no Colégio Ottati.

Foi locutor da Rádio Clube de Rio Claro e da Rádio Clube de Marília (SP), antes de vencer o concurso para locutores da Rádio Tupi do Rio de Janeiro, em 1941. Entre 1942 e 1945, participou de programas destinados à recreação das tropas brasileiras enviadas à Itália na Segunda Guerra Mundial, levando aos soldados audições e festivais. Foi o primeiro locutor a utilizar a reportagem radiofônica direta quando cobriu, ao lado de Ari Barroso, o incêndio que destruiu o edifício Parc-Royal, no Rio de Janeiro. Graças ao rádio aproximou-se do cenário político, tendo sido o introdutor de debates radiofônicos e o primeiro a transmitir discursos parlamentares através do programa Parlamento em Ação, levado ao ar pela Rádio Globo do Rio de Janeiro entre 1950 e 1958. Destacou-se ainda por ocasião das Olimpíadas de 1952, em Helsinque, quando se tornou conhecido como o Repórter Olímpico.

Reconhecido e popularizado através de suas atividades no rádio, foi convidado por Carlos Lacerda a filiar-se à União Democrática Nacional (UDN) e em outubro de 1954 foi eleito para a Câmara de Vereadores do Distrito Federal como o candidato mais votado. Reelegeu-se no pleito de outubro de 1958, obtendo outra vez a maior votação. Líder da bancada oposicionista na Câmara dos Vereadores, foi autor do projeto que permitiu a importação da vacina Salk contra a paralisia infantil, tornando o Rio de Janeiro a primeira cidade da América do Sul a usar aquele medicamento.

Com a mudança da capital do país do Rio de Janeiro para Brasília em abril de 1960 e a transformação do antigo Distrito Federal no estado da Guanabara, elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte no novo estado, da qual foi secretário-geral em 1960 e onde se destacou como autor do capítulo da Constituição dedicado à saúde e à assistência social. Em outubro de 1962 elegeu-se mais uma vez deputado à Assembléia Legislativa da Guanabara e no ano seguinte ocupou a presidência dessa casa. Foi, ainda, presidente do Congresso das Assembléias Legislativas realizado em 1963 na Guanabara e participou da comissão especial que estudou a divisão municipal do estado, para a qual redigiu o capítulo denominado “Condições econômicas”. Tal divisão, afinal, não se realizou.

Na noite de 31 de março de 1964, no momento em que era deflagrado o movimento político-militar que depôs o presidente João Goulart, foi nomeado secretário de Estado sem pasta pelo governador Carlos Lacerda. Permaneceu no cargo até 1965, quando retornou à Assembléia Legislativa para ali assumir a liderança da bancada governista.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, de 27 de outubro de 1965, articulou-se em junho de 1966 com outros integrantes da UDN da Guanabara para tentar constituir o Partido de Reforma Democrática (Parede). Não obtendo êxito, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e elegeu-se deputado federal pela Guanabara no pleito de novembro de 1966. Deixando a Assembléia em janeiro de 1967, assumiu o mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro seguinte, e aí foi membro permanente da Comissão de Transporte, autor do pedido de uma comissão especial destinada a examinar a legislação sobre entorpecentes e presidente da comissão especial que examinou a infiltração estrangeira na imprensa (rádio, televisão, jornais e revistas). Em 16 de janeiro de 1969, teve seu mandato de deputado federal cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional nº 5, baixado em 13 de dezembro do ano anterior. Em 30 de dezembro de 1968, idêntica medida fora aplicada a Carlos Lacerda.

Ao readquirir seus direitos políticos em 1979, voltou ao MDB juntamente com outros ex-deputados da corrente lacerdista cassados em 1969. Entretanto, com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro desse ano e a conseqüente reformulação partidária, acabou por não se filiar a nenhuma das novas agremiações formadas a seguir, permanecendo à espera de melhor definição dos quadros político-partidários.

Em setembro de 1984 voltou à atividade política apoiando o então candidato à presidência da República Tancredo Neves e engajando-se na Aliança Democrática.

Foi fundador da Associação Brasileira de Rádio, onde exerceu cargos de direção em muitas ocasiões. Foi também membro do Sindicato dos Radialistas, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais e da Associação Guanabarina de Imprensa, sendo ainda de sua autoria o projeto de amparo aos atletas profissionais e amadores.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 13 de junho de 2009.

Foi casado com Neusa Alves Brunini, com quem teve um filho.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. ESTADO DE SÃO PAULO ; ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; Blog do Noblat. Disponível em: < http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/06/14/more-radialista-ex-deputado-raul-brunini-756335372.asp>. Acesso em: 15 jun. 2009; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971); ENTREV. BIOG.; Estado de S. Paulo (25/9/80); Jornal do Brasil (1/10/ 66, 28/4/79 e 8/5/80); NÉRI, S. 16; Soc. Bras. Expansão Comercial. Quem.

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