RAULINO, LUDGERO

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Nome: RAULINO, Ludgero
Nome Completo: RAULINO, LUDGERO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVA NETO, Ludgero Raulino da

RAULINO, Ludgero

* dep. fed. PI 1979-1987.

 

Ludgero Raulino da Silva Neto nasceu em Altos (PI) no dia 9 de julho de 1930, filho de Francisco Raulino e de Rita de Cássia Couto Raulino.

Iniciou seus estudos superiores ingressando em 1950 na Faculdade de Medicina da Universidade de Pernambuco (UPE), onde se graduou em 1955. Especializou-se em farmacologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1969.

Ingressou na política filiando-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instalado no país em abril de 1964, em cuja legenda se elegeu deputado federal no pleito de novembro de 1978 com 48.248 votos, obtendo a terceira maior votação do estado. Assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte, tornou-se titular da Comissão de Saúde e suplente das comissões de Educação e Cultura e do Interior. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, entrou no ano seguinte no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que substituiu a Arena no apoio ao governo.

Nas eleições de novembro de 1982, reelegeu-se deputado federal, iniciando novo mandato em fevereiro do ano seguinte. No final de 1983, o deputado mato-grossense Dante de Oliveira, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), apresentou na Câmara um projeto de emenda constitucional restabelecendo eleições diretas para a presidência da República já no ano seguinte. Encampado pelas oposições, esse projeto proporcionou o desencadeamento da campanha das diretas. Na sessão da Câmara dos Deputados de 25 de abril de 1984, o deputado Ludgero Raulino, cumprindo determinação partidária, ausentou-se da votação, e a emenda, por falta de 22 votos, não foi aprovada, o que a impediu de ser enviada para apreciação do Senado. 

Com esse resultado e a conseqüente definição de que o substituto do então presidente João Figueiredo (1979-1985) seria mesmo eleito através de pleito indireto, começaram as disputas internas no PDS pela condição de candidato oficial do partido. Vários eram os postulantes. A indefinição sobre como seria feita a escolha levou a uma cisão e os dissidentes formaram a Frente Liberal. Enquanto alguns candidatos desistiram e outros acompanharam os liberais, o deputado paulista Paulo Maluf e o então ministro do Interior Mário Andreazza se mantiveram na disputa. Para definir a questão, o PDS resolveu levar os nomes dos dois postulantes para que um fosse referendado pelos convencionais do partido. Realizada a convenção em agosto de 1984, Ludgero Raulino votou em Maluf, que derrotou Andreazza. Enquanto isso, o deputado cearense Flávio Marcílio ganhava a disputa com o então governador alagoano Divaldo Suruagi pela condição de candidato a vice-presidente.

Definidos Paulo Maluf e Flávio Marcílio (CE) como candidatos da situação, os partidos de oposição, com exceção do Partido dos Trabalhadores (PT), liderados pelo PMDB, e a Frente Liberal, reunidos na Aliança Democrática, lançaram Tancredo Neves, então governador de Minas Gerais, e José Sarney, então senador pelo Maranhão, respectivamente, para presidente e vice-presidente da República. Na sessão do Colégio Eleitoral de 15 de janeiro de 1985, Ludgero Raulino votou em Paulo Maluf, que foi derrotado por Tancredo Neves. Porém, a doença do presidente eleito permitiu que o seu vice, José Sarney, assumisse o poder, em caráter interino, no dia 15 de março desse ano, e fosse efetivado no mês seguinte, após a morte do titular.

No pleito de novembro de 1986, tentou nova reeleição, desta feita para a Constituinte, mas só conseguiu uma suplência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o final de janeiro do ano seguinte, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura. Retomou, em seguida, suas atividades de médico e professor, não tendo voltado a disputar uma cadeira no Legislativo Federal nos pleitos subseqüentes.

Foi ainda professor de farmacologia da Universidade Federal do Piauí, médico plantonista e mais tarde diretor, durante 20 anos, do ex-Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência (SAMDU), hoje incorporado ao Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (INAMPS).

Casou-se com Maria Iolanda Lobão Melo Raulino, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983 e 1983-1987); Globo (26/4/84 e 16/1/85).

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