REIS, CARLOS HUMBERTO

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Nome: REIS, Carlos Humberto
Nome Completo: REIS, CARLOS HUMBERTO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
REIS, CARLOS HUMBERTO

REIS, Carlos Humberto

*jornalista; rev. 1930; const. 1934; dep. fed. MA 1935-1937.

 

Carlos Humberto Reis nasceu em São Bento (MA) no dia 15 de novembro de 1885, filho do coronel Luís Antônio dos Reis e de Ursulina Neomésia Soares Reis.

Membro de tradicional família maranhense, fez os estudos primários na Escola Raimundo Brito, em sua cidade natal, ingressando em seguida no Liceu Maranhense, em São Luís. Ainda ginasiano, começou em 1902 a trabalhar como auxiliar do Tesouro do Maranhão. Concluiu o preparatório em 1906, tornando-se no ano seguinte revisor do jornal O País, dirigido por João Laje. Em 1908 fundou com Mário Catarusa o Diário do Comércio. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, então capital federal, ingressou na Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro.

Tomou parte na Campanha Civilista, movimento de caráter antimilitarista que promoveu em 1909-1910 a candidatura de Rui Barbosa à presidência da República em oposição à do marechal Hermes da Fonseca, afinal eleito no pleito de março de 1910. Neste último ano tornou-se auxiliar técnico do Ministério da Agricultura e fundou no Rio de Janeiro, juntamente com Pedro Moacir, o jornal Diário de Notícias, que funcionaria até 1912. Em dezembro de 1911 concluiu o curso universitário.

De volta a seu estado natal, filiou-se ao Partido Republicano (PR) do Maranhão, tornando-se em 1912 prefeito de sua cidade, função que exerceria até 1914. Nesse ano assumiu por nomeação do governador Herculano Parga (1914-1918) os cargos de primeiro-promotor público de São Luís, de procurador fiscal do estado do Maranhão, de curador-geral de Órfãos, Massas Falidas e de Ausentes e, interinamente, de promotor-geral do estado. Em 1926 exonerou-se desses cargos, passando a dirigir O Combate.

Participou da campanha da Aliança Liberal (1929-1930) em seu estado. Apoiou a Revolução de Outubro de 1930 e, após a deposição do governador José Pires Sexto, assumiu ainda em outubro a função de secretário-geral da junta governativa revolucionária do Maranhão, formada por José Maria Reis Perdigão, José Ribamar Campos e Celso Reis de Freiras. Deixou essa função em novembro do mesmo ano, com a posse do interventor federal José Luso Torres. Ainda em 1930 foi nomeado desembargador, não chegando, contudo, a assumir o cargo.

Em maio de 1933 elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do PR maranhense. Empossado em novembro do mesmo ano, durante os trabalhos constituintes, apresentou projetos relativos ao equilíbrio federativo do país, e ao estabelecimento da não-intervenção nos estados como regra geral, salvo em casos excepcionais e com o assentimento do Poder Legislativo. Apresentou também as emendas: “Amparo e desenvolvimento do intelectualismo no Brasil (proteção de obras literárias, artísticas e científicas)” e “Concessão de prêmios aos inventores e regulamentação das horas de trabalho dos homens de imprensa, com direito a pensão e aposentadoria”. Manifestou-se ainda contra a expressão do substitutivo “Repressão à criminalidade sertaneja”.

Com a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a eleição do presidente da República no dia seguinte, teve o mandato estendido até maio de 1935. Eleito novamente em outubro de 1934, ainda na legenda do PR do Maranhão, permaneceu na Câmara até 10 de novembro de 1937, quando, com o advento do Estado Novo, foram suprimidos todos os órgãos legislativos do país.

Afastado do cenário político desde então, dedicou-se ao exercício da advocacia no Rio de Janeiro.

Foi também professor de geografia e história no Liceu Maranhense e de literatura na Escola Normal Primária e catedrático de direito internacional público na Faculdade Livre do Maranhão. Como advogado, atuou no Distrito Federal, no Espírito Santo, no Piauí, na Paraíba e no Pará e presidiu a seção maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Integrou a Antiga Oficina dos Novos e a Maçonaria Brasileira.

Faleceu no Rio de Janeiro em 1946.

Era casado com Francisca de Matos Reis, com quem teve quatro filhos.

Publicou O divórcio (1927), O sufrágio feminino (1931) e Tratado de direito internacional (1934).

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais; Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; Câm. Dep. seus componentes; Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; INF. Carlos Humberto Reis Neto.

 

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