REMI BAYMA ARCHER DA SILVA

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Nome: ARCHER, Remi
Nome Completo: REMI BAYMA ARCHER DA SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ARCHER, REMI

ARCHER, Remi   

*sen. MA 1955-1957, 1958, 1959, 1961 e 1962.

 

Remi Bayma Archer da Silva nasceu em São Luís no dia 5 de julho de 1914, filho de Sebastião Archer da Silva e de Maria José Bayma Archer da Silva. Seu pai foi governador do Maranhão de 1947 a 1951 e senador de 1955 a 1971. Seu irmão Renato Archer foi deputado federal por esse estado de 1955 a 1968, quando foi cassado, ministro da Ciência e Tecnologia de 1985 a 1987 e da Previdência Social de 1987 a 1988.

Remi Archer fez o curso primário na Escola Modelo Benedito Leite, em sua cidade natal, e o secundário no Colégio Antônio Vieira, na Bahia. Em 1938 formou-se engenheiro civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, na capital da República, e especializou-se nas áreas de construção civil e de estradas de ferro, tendo trabalhado ainda na indústria têxtil.

Em 1942 foi nomeado diretor da Estrada de Ferro Central do Piauí e em 1943 da Estrada de Ferro São Luís-Teresina, tendo ocupado concomitantemente os dois cargos até 1945. Desse ano a 1946 foi diretor da Estrada de Ferro Bragança e, em 1947, dirigiu a Viação Férrea Federal Leste Brasileiro. Ainda em 1947 assumiu a presidência do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC), cargo que exerceu até 1951.

No pleito de outubro de 1954 foi eleito suplente de seu pai, que conquistou uma cadeira no Senado pelo Maranhão, na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumiu o mandato de senador de agosto de 1955 a janeiro de 1956, de julho seguinte a fevereiro de 1957, de maio a agosto desse mesmo ano, de junho a novembro de 1958 e de agosto a setembro de 1959.

Recém-empossado na presidência do Banco da Amazônia, em dezembro de 1959 viajava no avião da Panair que foi seqüestrado por um grupo de militares participantes da Revolta de Aragarças (GO), movimento desencadeado em protesto contra os rumos políticos do governo de Juscelino Kubitschek. Libertado em Buenos Aires ao final da revolta, retornou ao Brasil, tendo ocupado a presidência do banco até 1960.

Novamente convocado para assumir o mandato de senador de abril a julho e de setembro a outubro de 1961 e de julho a novembro de 1962, durante seu período no Senado foi membro das comissões de Serviço Público, da Economia, de Legislação Social, de Relações Exteriores, de Redação e Especial de Reforma Administrativa. Foi o autor do substitutivo sobre a transformação das estradas de ferro da União em sociedades anônimas, aprovado pelo Congresso.

Como empresário, foi dono de fábricas de óleos de babaçu e de algodão. Foi ainda presidente do Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC) e do Conselho Rodoviário do Maranhão, bem como fiscal, designado pelo Departamento Nacional de Estradas de Ferro, da construção de locomotivas encomendadas pelo governo brasileiro à empresa norte-americana Baldwin Locomotive Works.

Faleceu em Petrópolis (RJ) no dia 1º de junho de 1997.

Era casado com Léia de Castro Figueiredo Archer, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CARNEIRO, G. História; Globo (2/6/97); Grande encic. Delta; SENADO. Dados; SENADO. Relação; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3).

 

 

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