RENATO ONOFRE PINTO ALEIXO

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Nome: ALEIXO, Pinto
Nome Completo: RENATO ONOFRE PINTO ALEIXO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALEIXO, PINTO

ALEIXO, Pinto

*militar; rev. 1922; rev. 1930; interv. BA 1942-1945; const. 1946; sen. BA 1946-1955.

 

Renato Onofre Pinto Aleixo nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 12 de junho de 1890, filho de José Dias Pinto Aleixo e de Esaltina Maria de Paiva Aleixo.

Sentou praça, como voluntário, em abril de 1908. Em 1910, fez os cursos de aplicação de infantaria e artilharia. Em janeiro de 1911, tornou-se aspirante a oficial de artilharia pela Escola Militar de Realengo. Fez ainda o curso de cavalaria. Freqüentou a Escola de Artilharia de 1911 a 1912 e completou o curso da Escola Militar de 1912 a 1913.

Em dezembro de 1913 recebeu a patente de segundo-tenente. Ajudante-de-ordens do diretor de Material Bélico do Exército em 1917, em dezembro desse ano foi promovido a primeiro-tenente. Serviu como adjunto do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro.

Promovido a capitão em fevereiro de 1921, no mesmo ano foi nomeado comandante da 2º Bateria Isolada de Artilharia da Costa, situada no atual forte Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Durante a Revolta de 5 de Julho de 1922, o coronel Nepomuceno da Costa, comandante das forças legalistas, emitiu o comunicado de que os insurretos da Escola Militar e do 15º Regimento de Cavalaria já se haviam rendido. Nesse momento, o capitão Pinto Aleixo, que havia aderido aos rebeldes do forte de Copacabana, compareceu ao posto de comando do túnel Novo para propor um armistício com as forças do governo. Declarando a Nepomuceno que os revoltosos só obedeceriam ao marechal Hermes da Fonseca, Pinto Aleixo apresentou a seguinte proposta: o forte deixaria de atirar sobre a cidade, contanto que as forças legalistas não avançassem além da praça Serzedelo Correia. Sua tentativa de negociação não foi aceita e ele foi preso, tendo sido libertado somente em 1926. Já havia, desse modo, cumprido a pena de um ano e quatro meses de reclusão a que viria a ser condenado em 1928, devido à sua participação na revolta.

Em 1929, cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais.

Revolucionário de 1930, realizou a campanha de São Paulo, na qualidade de comandante de agrupamento, com o 2º Regimento de Artilharia Montada.

Membro do Clube 3 de Outubro, foi promovido a major em agosto de 1931, ano em que passou a comandar o 1º Grupo de Artilharia, em Campinho, no Distrito Federal. Foi, ainda, comandante do 3º Regimento de Artilharia Montada.

Em 1932, participou da repressão ao movimento constitucionalista de São Paulo.

Tenente-coronel em agosto de 1933, cursou a Escola de Estado-Maior em 1935. Em caráter interino, comandou a 3ª Brigada de Artilharia em Cruz Alta (RS). Foi também subcomandante da Escola de Armas.

Promovido a coronel em setembro de 1939, exerceu o comando do 8º Regimento de Artilharia Montada em Pouso Alegre (MG).

Em 1940, deixou o comando de uma unidade do Exército no Rio Grande do Sul para assumir o comando da 6ª Região Militar, sediada na Bahia, função em que permaneceu até 1943. Em 24 de novembro de 1942, assumiu a interventoria federal na Bahia, substituindo Landulfo Alves. Promovido a general-de-brigada em dezembro desse mesmo ano, ficou no governo da Bahia até 28 de outubro de 1945.

Sua administração voltou-se para a instrução pública, com a construção de ginásios e colégios. Executou obras rodoviárias, estendendo a BA-2 (mais tarde incorporada à BR-101) do médio sul do estado até às margens do rio Pardo. Implantou a reforma judiciária, criando várias comarcas, entre as quais as de Belmonte e Canavieiras. A ele se deve a inauguração do Laboratório de Pesquisas Químicas e Tecnológicas da Bahia.

Ainda no governo, e ao lado dos interventores Agamenon Magalhães, de Pernambuco, e Joaquim Magalhães Barata, do Pará, Pinto Aleixo tornou públicas, em 21 de fevereiro de 1945, as primeiras medidas no sentido de constituir novos partidos. Organizador, na Bahia, do Partido Social Democrático (PSD), foi aclamado presidente do seu diretório estadual em convenção realizada em julho de 1945. Na véspera da deposição de Getúlio Vargas (29/10/1945), deixou a interventoria para poder candidatar-se à Constituinte nas eleições convocadas para dezembro.

Em 2 de dezembro de 1945, foi eleito senador pela Bahia, na legenda do PSD, à Assembléia Nacional Constituinte. Sua votação foi ligeiramente superada pela do candidato da União Democrática Nacional (UDN), Aluísio de Carvalho Filho, que teve 148.039 votos contra 146.903 dados a Pinto Aleixo. Assumiu o mandato de senador em 5 de fevereiro de 1946.

Já agregado (fora do serviço militar ativo), foi promovido a general-de-divisão em outubro de 1946, sendo reformado em 1951 no posto de general-de-exército, com vencimentos de marechal.

Até 31 de janeiro de 1955, permaneceu no Senado, onde foi membro da Comissão Especial de Leis Complementares da Constituição, da Comissão de Relações Exteriores, presidente da Comissão das Forças Armadas e membro da Comissão Mista de Leis Complementares. Integrou também o diretório nacional do PSD.

Pinto Aleixo faleceu no Rio de Janeiro, em 13 de junho de 1963.

Foi casado com Rute Vilaboim Pinto Aleixo.

Amélia Coutinho

 

FONTES: ARQ. CLUBE 3 DE OUTUBRO; CISNEIROS, A. Parlamentares; CORRESP. GOV. EST. BA; Diário do Congresso Nacional; Encic. Mirador; ENTREV. ALEIXO, R.; FICHÁRIO PESQ. M. AMORIM; Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos (1945-1949); LAGO, L. Generais; MACEDO, R. Efemérides; MELO, A. Cartilha; MIN. GUERRA. Almanaque (1951); SENADO. Relação; SENADO. Senado; SILVA, G. Constituinte; SILVA, H. 1922.

 

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