RIBEIRO, JORGE CARLOS

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Nome: RIBEIRO, Jorge Carlos
Nome Completo: RIBEIRO, JORGE CARLOS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
RIBEIRO, JORGE CARLOS

RIBEIRO, Jorge Carlos

*diplomata; emb. Bras. Chile 1981-1987; emb. Bras. Uruguai 1991-1992.

Jorge Carlos Ribeiro nasceu em Zurique, na Suíça, no dia 15 de abril de 1935, filho de João Emílio Ribeiro e Alice Rose Marie Eckard Ribeiro.

Em 1954, cursou a cadeira de civilização francesa da Universidade de Sorbonne, em Paris. Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro — UFRJ) em 1959, nesse mesmo ano concluiu o curso de preparação para a carreira diplomática, oferecido pelo Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Iniciando-se na carreira diplomática como cônsul de terceira classe, foi designado assistente da chefia da Divisão de Pessoal do MRE.

Após cursar o aperfeiçoamento do Instituto Rio Branco em 1960, no ano seguinte tornou-se cônsul de segunda classe. Removido para França em 1961, foi cônsul em Marselha até 1962 e depois em Paris, em 1963. De volta ao Brasil, deste ano até 1966 foi auxiliar da chefia do Departamento de Administração, atuando, em 1964, como representante do MRE junto ao Ministério da Justiça. Em 1966 foi transferido para Genebra, integrando a delegação permanente do Brasil junto aos organismos internacionais sediados nessa cidade suíça, lá permanecendo até 1969. Regressando ao Brasil, foi promovido a primeiro-secretário em março de 1970, e designado chefe da Divisão de Comunicações do MRE, em 1971. Permaneceu nesse posto até 1974, desempenhando ainda as funções de professor do curso de prática diplomática e consular do Instituto Rio Branco, entre 1972 e 1973.

Conselheiro em janeiro de 1973, no ano seguinte passou a chefiar o Cerimonial da Presidência da República. Promovido a ministro de segunda classe, em maio de 1975, e a ministro de primeira classe, em junho de 1978, em setembro de 1981, tornou-se embaixador em Santiago do Chile, sucedendo a Raul de Vicenzi. Aí permaneceu até setembro de 1987, sendo substituído por Ronaldo Costa. Ao voltar para o Brasil, tornou-se responsável pela Secretaria de Controle Interno do MRE até 1990, e pela Inspetoria Geral do Serviço Exterior até 1991. Além dessas atribuições, exerceu ainda, de 1990 a 1991, a função de secretário-geral do MRE. Em março de 1991, assumiu a embaixada do Brasil no Uruguai, substituindo Davi Silveira da Mota Júnior. Participou, então, de todo o processo de negociação e implementação do Mercado Comum do Sul (Mercosul), que previa a constituição de um mercado comum entre o Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai, baseado na livre circulação de mercadorias, serviços, capital e mão-de-obra entre os países membros e a adoção de uma tarifa externa comum em relação aos países não-membros. Deixou Montevidéu em agosto de 1993, tendo Renato Prado Guimarães como seu substituto.

No Brasil, ainda tornou-se conselheiro da Comissão de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul. A partir de 1995 passou a acumular essa função com a de chefe do Escritório de Representação do MRE no Estado do Rio Grande do Sul. Em maio de 2005, deixou o cargo de chefe do Escritório de Representação do MRE no Estado do Rio Grande do Sul e aposentou-se em seguida. No mês seguinte, em cerimônia realizada em Porto Alegre, foi homenageado pelo Comitê das Rotas de Integração da América do Sul (CRIAS) e pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Chile (CCIBC) por sua contribuição ao processo de integração do Rio Grande do Sul e do Brasil com a América Latina e outras regiões do planeta.

Ao longo de sua trajetória profissional, tornou-se membro da Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Estado do Rio de Janeiro e seção do Estado do Rio Grande do Sul, conselheiro da Sociedade Internacional do Direito da Guerra e membro correspondente do Instituto San Martiniano do Brasil. Integrou também o Comitê de Planejamento Estratégico da Fundação Bienal do Mercosul e foi membro co-fundador do escritório de advocacia Axioma Legal.

Em outubro de 2009, Jorge Carlos Ribeiro residia em Porto Alegre.

Casou-se com Inês Lívia Pellegrini, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: FUNDAÇÃO BIENAL DO MERCOSUL Internet; ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Internet; INF. BIOG.; MIN. REL. EXT. Anuário (1992).

 

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