RIBEIRO JUNIOR, ALFREDO AUGUSTO

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Nome: RIBEIRO JÚNIOR, Alfredo Augusto
Nome Completo: RIBEIRO JUNIOR, ALFREDO AUGUSTO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
RIBEIRO JÚNIOR, ALFREDO AUGUSTO

RIBEIRO JÚNIOR, Alfredo Augusto

*militar; rev. 1924; dep. fed. AM 1935-1937.

 

Alfredo Augusto Ribeiro Júnior nasceu no dia 29 de abril de 1889, filho de Alfredo Augusto Ribeiro.

Cursou a Escola de Guerra de Porto Alegre, onde sentou praça em março de 1908. Aspirante-a-oficial em janeiro de 1911, foi promovido a segundo-tenente em outubro de 1915 e a primeiro-tenente em abril de 1920, quando fazia os cursos de infantaria e cavalaria. Em março de 1924 foi transferido para o 27º Batalhão de Caçadores, sediado em Manaus.

Liderou, em 23 de julho de 1924, uma rebelião no Amazonas em apoio à revolta tenentista deflagrada 18 dias antes em São Paulo e depois em Sergipe em oposição ao governo do presidente Artur Bernardes. Ao lado de seus companheiros, Ribeiro Júnior sublevou a guarnição local do Exército e depôs o governador interino Turiano Meira, substituto de César do Rego Monteiro, que se encontrava no exterior. Os rebeldes instituíram então um governo militar — cuja chefia foi entregue a Ribeiro Júnior —, nomearam novos membros para os postos de administração e lançaram um manifesto ao povo amazonense explicando os motivos da revolta e os atos do novo governo, documento que foi publicado no dia seguinte no Jornal do Povo, o porta-voz do levante. Editaram ainda o jornal A Liberdade. Baixaram também um decreto criando o Imposto de Redenção, que consistia em levantar do Banco do Brasil parte dos depósitos pertencentes aos “decaídos”, que eram quantos tivessem contribuído para a manutenção da ordem anterior. Expropriaram por fim o mercado e o matadouro da firma inglesa Manaus Market, postos sob a responsabilidade do novo governo de Manaus.

Em 28 de agosto o general João de Deus Mena Barreto chegou à capital amazonense comandando uma expedição federal que, ao desembarcar, dirigiu-se ao palácio Rio Negro mandando prender Ribeiro Júnior, que não ofereceu maiores resistências. Assumiu o governo militar o coronel Raimundo Barbosa em 31 de agosto de 1924, dando fim à revolta. Ribeiro Júnior foi condenado a três anos e nove meses de prisão pelo conselho da Justiça Militar da 8ª Região Militar (8ª RM), sediada em Belém. Transferido em 1926 para a prisão militar da ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro, foi solto em fevereiro de 1927 e, em julho seguinte, foi reincorporado ao 27º Batalhão de Caçadores. Anistiado após a vitória da Revolução de 1930, obteve sua promoção a capitão com validade retroativa a janeiro de 1926.

Em maio de 1933 candidatou-se a deputado pelo Amazonas à Assembléia Nacional Constituinte na legenda da coligação entre os partidos Trabalhista e Liberal, obtendo apenas uma suplência. Conseguiu eleger-se em outubro de 1934 deputado federal pelo Amazonas, ainda na legenda da Aliança Trabalhista Liberal. O Partido Liberal do Amazonas, ao qual pertencia, era uma tradicional organização oposicionista no estado, defensora do federalismo e do voto proporcional e preocupada com os problemas de colonização de terras devolutas. Seu órgão oficial era o jornal A Nação. Exerceu o mandato de maio de 1935 a novembro de 1937, quando, com a instauração do Estado Novo, os órgãos legislativos do país foram suprimidos.

Retornou então ao serviço ativo do Exército, sendo classificado na 7ª RM, sediada em Recife. Em maio de 1938 foi transferido para o 6º Batalhão de Caçadores, em Itapemiri (GO).

Faleceu em 29 de junho de 1938.

 

 

FONTES: ASSEMBL. NAC. CONST. 1934. Anais (1); BITTENCOURT, A. Dic.; Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; Diário do Congresso Nacional.

 

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