RIO BRANCO, GASTAO PARANHOS DO

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Nome: RIO BRANCO, Gastão Paranhos do
Nome Completo: RIO BRANCO, GASTAO PARANHOS DO

Tipo: BIOGRAFICO


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RIO BRANCO, GASTÃO PARANHOS DO

RIO BRANCO, Gastão Paranhos do

*diplomata; emb. Bras. Bolívia 1937-1938.

 

Gastão Paranhos do Rio Branco nasceu em São Gabriel (RS) no dia 30 de agosto de 1888, filho de João Horácio da Silva Paranhos e de Petronilha Peña Paranhos. Seu tio, José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, foi ministro das Relações Exteriores de 1902 a 1912 e seu avô, José Maria Paranhos, visconde do Rio Branco, foi estadista do império.

Graduou-se como engenheiro geógrafo e fez carreira militar, chegando a primeiro-tenente da Marinha. Foi ajudante do representante brasileiro na Comissão de Fronteiras Brasil-Uruguai em 1913, quando ocupou o posto de adido naval em Montevidéu. Nesse mesmo ano foi nomeado adido naval em Londres, ali permanecendo até 1915.

Deixou a Marinha para ingressar na diplomacia, iniciando a carreira como terceiro-oficial em junho de 1916. Permaneceu servindo no Ministério das Relações Exteriores até 1918, sendo promovido em fevereiro desse ano a segundo-secretário. Designado para servir na embaixada do Brasil em Washington, trabalhou na capital norte-americana de abril a novembro de 1918. De volta ao Rio de Janeiro, então Distrito Federal, foi nomeado oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, Domício da Gama, função que desempenhou de novembro de 1918 a julho de 1919. Continuou em comissão na capital da República até setembro deste último ano, quando foi transferido para Londres, onde ficou até setembro de 1920. Designado em outubro seguinte para Assunção, no Paraguai, em 1922 tornou-se encarregado do consulado geral nessa cidade, que deixou em novembro do mesmo ano, com destino a Londres. Entretanto, não chegou a assumir um posto na capital inglesa, retornando ao Itamarati, onde serviu de junho a setembro de 1923. Logo depois foi removido para Montevidéu, como encarregado de negócios. Em novembro de 1924 foi promovido a primeiro-secretário, deixando o Uruguai em dezembro seguinte.

De volta ao Brasil, serviu no Itamarati de janeiro de 1925 a abril de 1926, sendo então designado, provisoriamente, para Buenos Aires, onde ocuparia o posto de encarregado de negócios em três ocasiões: de abril a junho de 1926, de dezembro deste último ano a abril de 1927 e de abril a julho de 1928. Deixou então a capital argentina, para lá servir novamente de janeiro a março de 1930. Removido para a embaixada do Brasil em Roma, onde serviu de maio de 1930 a outubro de 1932, foi também encarregado do serviço consular de maio a junho de 1931.

De volta ao Brasil, passou a chefiar o serviço de publicações do Itamarati a partir de outubro de 1932 e em dezembro seguinte tornou-se chefe do serviço de material do ministério. Em janeiro de 1934 passou a conselheiro de embaixada. Presidiu, a partir de fevereiro de 1935, a comissão constituída para proceder ao exame, julgamento e demais trâmites das concorrências abertas pelo Itamarati naquele ano. Em outubro seguinte deixou a chefia do serviço de material, sendo nomeado chefe do protocolo.

Promovido em agosto de 1936 a ministro plenipotenciário de segunda classe, permaneceu servindo no Itamarati até fevereiro de 1937, quando foi transferido para La Paz. Serviu nessa cidade até janeiro de 1938 como embaixador extraordinário e ministro plenipotenciário, após o que retornou ao Rio de Janeiro. Foi novamente designado chefe de protocolo e em junho do mesmo ano tornou-se membro da comissão de eficiência do ministério. Promovido a ministro de primeira classe em dezembro seguinte, permaneceu no Brasil até fevereiro de 1939, quando foi nomeado embaixador em Copenhague, Dinamarca, assumindo o posto em abril seguinte.

Um ano depois, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Dinamarca foi invadida e conquistada pela Alemanha. Gastão Paranhos do Rio Branco permaneceu no posto até 28 de janeiro de 1942, data em que o Brasil rompeu relações diplomáticas com os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Seguiu no mesmo dia para Baden-Baden, na Alemanha, onde permaneceu até março seguinte, e de lá seguiu para Lisboa, à espera de ordens do Brasil. Ficou na capital portuguesa até junho de 1942. De volta ao Itamarati no mês seguinte, integrou por dois meses a Comissão Nacional de Fiscalização de Entorpecentes, ao mesmo tempo em que era designado para chefiar a Divisão de Atos, Congressos e Conferências Internacionais, que deixou em setembro de 1943. Foi então removido para a embaixada brasileira em Ciudad Trujillo, atual São Domingos, na República Dominicana, onde serviu até setembro de 1948.

Em novembro seguinte foi transferido para a embaixada do Brasil em Nanquim, na China. Em outubro de 1949, após três anos de guerra civil, foi proclamada a República Popular da China, levando as forças comunistas ao poder e obrigando seus adversários, do partido Kuomitang, a refugiar-se na ilha de Formosa, onde instalaram seu governo. Gastão Paranhos do Rio Branco permaneceu em Nanquim até abril de 1952, quando o envolvimento da República Popular da China na Guerra da Coréia (1950-1953) e o reconhecimento do governo de Formosa pela Organização das Nações Unidas (ONU) levaram o Brasil ao rompimento de relações diplomáticas com o regime comunista. Foi então designado embaixador em Taipé, capital de Formosa, onde serviu de dezembro de 1952 a agosto do ano seguinte. Em outubro de 1953 aposentou-se do serviço diplomático.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 29 de janeiro de 1958.

Foi casado com Maria Botafogo do Rio Branco, com quem teve uma filha.

 

 

FONTES: COUTINHO, A. Brasil; GUIMARÃES, A. Dic.; MIN. REL. EXT. Anuário (1953).

 

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