ROBERIO BEZERRA ARAUJO

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Nome: ARAÚJO, Robério
Nome Completo: ROBERIO BEZERRA ARAUJO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ARAÚJO, Robério (falta resposta do fax)

ARAÚJO, Robério

* dep. fed. RR 1995-

 

                Robério Bezerra Araújo nasceu em Boa Vista no dia 8 de dezembro de 1954, filho de Osiel Tavares  de Araújo e de Neusa Bezerra de Araújo.

                Fez o curso de medicina na Universidade Federal do Pará entre 1974 e 1979. De volta à sua cidade natal, deu início à carreira política, ingressando no Partido Democrático Social (PDS) e elegendo-se vereador em Boa Vista nas eleições de novembro de 1982. Empossado em março do ano seguinte, foi primeiro-secretário da Câmara Municipal em 1983 e 1984, ano em que começou a trabalhar na Secretaria Municipal de Saúde.

Em 1985, desligou-se do PDS e ingressou no Partido da Frente Liberal (PFL), sendo eleito, em novembro do mesmo ano, vice-prefeito de Boa Vista, na chapa encabeçada por Sílvio Sebastião de Castro Leite, candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Empossado em 1º de janeiro de 1986, acumulou o cargo com o de secretário municipal de Saúde até outubro de 1987, quando assumiu a prefeitura em virtude do assassinato do titular. Todavia, permaneceu pouco tempo no cargo, devido à impugnação, em julho de 1988, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da chapa eleita em 1985 para o executivo municipal de Boa Vista. Ainda em 1988, deixou o PFL, filiando-se, no ano seguinte, ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

                Em 1991, no governo de Romero Jucá Filho, tornou-se secretário do Meio Ambiente, Interior e Justiça do recém-constituído estado de Roraima. Em meados  de 1994, afastou-se da secretaria para se candidatar a deputado federal no pleito de outubro, na legenda do PSDB, sendo eleito com a maioria dos votos proveniente de suas bases eleitorais nos distritos da capital.

Iniciou o mandato em fevereiro de 1995 e, ao longo do ano, seguindo a orientação do seu partido na votação das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso, foi favorável à quebra do monopólio estatal das telecomunicações, da Petrobrás na exploração do petróleo, das embarcações nacionais na navegação de cabotagem, bem como dos governos estaduais na distribuição de gás canalizado. Manifestou-se também a favor da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar 20% da arrecadação de impostos sem que tais verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação, e do fim de todas as diferenciações legais entre as empresas nacionais e estrangeiras.

Em novembro de 1995, mudou uma vez mais de legenda, indo desta vez para o Partido Progressista Brasileiro (PPB), agremiação surgida em agosto da fusão do Partido Progressista Renovador (PPR) com o Partido Progressista (PP). Em junho de 1996, deu seu voto favorável à instituição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), imposto de 0,2% sobre transações bancárias, criado como fonte complementar de recursos para a saúde em substituição ao Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF).

Em janeiro/fevereiro de 1997, votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Segundo denúncia do Instituto Sócio-Ambiental, tal posição, unânime por parte da bancada de Roraima, teria sido tomada após o atendimento, pelo governo federal, de algumas reivindicações desses parlamentares, entre as quais incluíam-se: a permissão para a exploração, por garimpeiros, de parte das terras indígenas da reserva de Raposa-Serra do Sol; a pavimentação da rodovia BR-174, que liga a Venezuela à Amazônia; a exclusão de cinco vilas de garimpeiros do projeto de demarcação de terras indígenas; a implantação da rede de transmissão de energia da estação de Curi, na Venezuela; e a estabilidade para os servidores públicos dos ex-territórios.

Após um breve retorno às fileiras do PFL, em novembro 1997, já de volta ao PPB, Robério Araújo pronunciou-se favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, proposta constante da reforma administrativa. Em novembro de 1998, já reeleito para um novo mandato de deputado federal, ainda na legenda do PPB, no pleito realizado no mês anterior, votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias do setor público, bem como do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Assumiu o novo mandato em 1º de fevereiro de 1999.

Casou-se com Sulamires Ferreira de Araújo, com quem teve um filho.

 

FONTES: Almanaque Abril (1987, 1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de São Paulo (31/1/95, 14/1/96); Globo (16/5/97); Jornal do Brasil (2/3/88).

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