ROBERTO AUGUSTO LOPES

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Nome: AUGUSTO, Roberto
Nome Completo: ROBERTO AUGUSTO LOPES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
AUGUSTO, ROBERTO

AUGUSTO, Roberto

*const. 1987-1988; dep. fed. RJ 1987-1991.

 

Roberto Augusto Lopes nasceu em Três Lagoas (MT) no dia 21 de maio de 1931, filho de João Augusto Lopes e de Hermínia da Silva Lopes.

Jogador profissional de futebol, com passagem pelo Canto do Rio de Niterói (RJ) e Bangu Atlético Clube do Rio de Janeiro, encerrou sua carreira no início dos anos 1960. Evangélico, foi diácono da Igreja Pentecostal de Nova Vida de Niterói e, juntamente com Edir Macedo, um dos fundadores da Igreja Universal do Reino de Deus. Em 1979, transferiu-se para São Paulo para ajudar na implantação da Universal no estado. Dois anos depois, formou-se em teologia pela Faculdade de Teologia Evangélica do Rio de Janeiro. Sagrando-se bispo, nos anos de 1981 e 1983 representou a Universal em viagens a Jerusalém, em Israel. De volta ao Rio em 1984, ocupou por dois anos o cargo de vice-reitor da Faculdade Teológica Universal do Reino de Deus, no Rio de Janeiro. Como radialista, apresentou um programa religioso diário na rádio Copacabana do Rio de Janeiro, no qual combatia as outras religiões, sobretudo o espiritismo. Também tomou parte do programa Despertar da Fé, transmitido diariamente pela TV Bandeirantes.

Filiado ao Partido Democrático Social (PDS), transferiu-se mais tarde para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em cuja legenda candidatou-se, em novembro de 1986, a uma vaga na Assembléia Nacional Constituinte (ANC) pelo Rio de Janeiro. Eleito com mais de 54 mil votos, foi o deputado mais votado de seu partido. Empossado em fevereiro de 1987 (ano em que retornou para a Igreja de Nova Vida), foi primeiro-vice-presidente da Subcomissão da Família, do Menor e do Idoso, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação; e membro suplente da Subcomissão dos Direitos dos Trabalhadores e Servidores Públicos, da Comissão da Ordem Social.

Durante os trabalhos da Constituinte, votou contra o rompimento de relações diplomáticas com países de orientação racista, a pena de morte, a limitação do direito de propriedade, a legalização do aborto, a estabilidade no emprego, a legalização do jogo do bicho e a criação de um fundo de apoio à reforma agrária. Pronunciou-se a favor do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da manutenção da unicidade sindical, da adoção do voto facultativo aos 16 anos, da nacionalização do subsolo e do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney. Não tendo concorrido à reeleição em outubro de 1990, concluiu o mandato em janeiro de 1991.

Abandonando a carreira política, continuou exercendo as atividades de bispo da Igreja de Nova Vida.

Casou-se com Geise Maria Rocha Garcia Lopes, com quem teve três filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Folha de S. Paulo (19/1/87); INF. BIOG.

 

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