ROBERTO DOS SANTOS MOREIRA

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Nome: MOREIRA, Roberto
Nome Completo: ROBERTO DOS SANTOS MOREIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MOREIRA, ROBERTO

MOREIRA, Roberto

*rev. 1932; dep. fed. SP 1935-1937.

 

Roberto dos Santos Moreira nasceu em Casa Branca (SP) no dia 7 de março de 1887, filho de Fortunato dos Santos Moreira e de Ambrosina Salgado Moreira.

Cursou o primário no Colégio Stafford, em São Paulo, e o secundário no Colégio Diocesano e no Instituto de Ciências e Letras, também na capital paulista. Redator do jornal O São Paulo em 1905, colaborou depois em O Comércio de São Paulo. Acadêmico da Faculdade de Direito de São Paulo, enquanto estudava redigiu os periódicos O Condor e Revista, órgãos dessa instituição de ensino, pela qual se bacharelou em 1911.

Em 1914 tornou-se guarda-livros, na Recebedoria de Rendas do Estado de São Paulo, onde exerceria posteriormente as funções de escriturário e de chefe interino de seção até 1922. Nesse ano foi eleito deputado à Assembléia Legislativa paulista, onde permaneceu até 1925. Ocupou em seguida o cargo de chefe de polícia de São Paulo, no governo de Carlos Campos, que exerceu até assumir o mandato de deputado federal, em novembro de 1927. Em outubro de 1930, com a vitória do movimento revolucionário que depôs o presidente Washington Luís, teve o mandato suspenso em decorrência da dissolução dos órgãos legislativos do país. Foi em seguida denunciado pelo Tribunal Especial instituído para julgar acusações contra os membros da situação anterior, por haver apoiado a política do regime deposto. Exilou-se então na Europa, retornando ao Brasil em 1931.

Participou da Revolução Constitucionalista deflagrada em São Paulo em julho de 1932, atuando como auditor de guerra no quartel-general do coronel Euclides Figueiredo, um dos líderes do movimento, derrotado afinal em outubro do mesmo ano.

Em outubro de 1934 elegeu-se deputado federal por São Paulo na legenda do Partido Republicano Paulista (PRP). Empossado em maio de 1935, atuou como líder do seu partido e fez oposição ao governo federal, presidido por Getúlio Vargas, até que, com a instauração do Estado Novo em novembro de 1937 teve o mandato interrompido e foi preso, juntamente com outros parlamentares da oposição.

Promotor público em São Paulo, foi ainda presidente da Companhia Química Rhodia Brasileira, da Companhia Brasileira Rhodeacita, da Tinturaria Brasileira de Tecidos, da Sociedade Valisère e da Tecelagem Textília, atuando também como diretor da Companhia Rhodosá de Raion, da Fábrica de Veludos J.B. Marti, da Berfitex, do Curtume Franco-Brasileiro, do Banco Francês e Brasileiro, da Fundação Liceu Pasteur e da Vidraria Industrial Figueiras-Oliveiras.

Jornalista, colaborou nas revistas A Cigana e A Vida Moderna, ajudando ainda a fundar o Estadinho, edição vespertina de O Estado de S. Paulo. Juntamente com Amadeu Amaral e Simões Pinto, lançou a revista A Farpa.

Foi membro titular da Academia Paulista de Letras, sócio do Instituto Histórico de São Paulo, presidente do Instituto Brasil-Canadá, do Instituto de Letras Inglesas de São Paulo e membro-fundador da Sociedade de Cultura Artística, além de presidente do Automóvel Clube de São Paulo.

Faleceu em São Paulo no dia 27 de agosto de 1964.

Era casado com Marta Sales Moreira, com quem teve cinco filhos.

Além de numerosos discursos, conferências e trabalhos literários, jurídicos e políticos, publicou Estuário (poemas).

 

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; CÂM. DEP. Deputados; CARMO, J. Ministros; Correio do Povo (30/12/30); COUTINHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional; Estado de S. Paulo (23/9/62); HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; LEITE, A. História; MELO, L. Dic.; MENESES, R. Dic.; SILVA, H. 1935; SILVA, H. 1937; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem.

 

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