ROBERTO FRANCA AUAD

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Nome: FRANÇA, Roberto (MT)
Nome Completo: ROBERTO FRANCA AUAD

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FRANÇA, ROBERTO (MT)

FRANÇA, Roberto

*dep. fed. MT 1995-1996.

 

Roberto França Auad nasceu em Cuiabá no dia 2 de outubro de 1948, filho de Antônio José Auad e Maria Inês França Auad.

Radialista em sua cidade natal, ingressou na vida política em 1970 ao filiar-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instalado no país em abril de 1964. Nesse mesmo ano, foi eleito vereador em Cuiabá, assumindo o mandato em fevereiro de 1965. Reeleito para a legislatura 1975-1979 em novembro de 1974, assumiu o mandato em fevereiro de 1975. No pleito de novembro de 1978, disputou uma vaga de deputado estadual na legenda arenista, obtendo apenas uma suplência.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reorganização partidária, Roberto França ingressouno Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em 1981. Exerceu o mandato de deputado estadual entre 1981 e 1982. No pleito de novembro desse último ano, concorreu novamente e conquistou uma cadeira na Assembléia Legislativa de Mato Grosso. Nas eleições realizadas em novembro de 1986, elegeu-se deputado constituinte estadual na legenda do PMDB, assumindo o mandato em fevereiro de 1987. Em novembro de 1988, foi o candidato peemedebista à prefeitura de Cuiabá, mas foi derrotado por Frederico Campos, do Partido da Frente Liberal (PFL).

Em 1990, ingressou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e elegeu-se deputado estadual, mais uma vez, em outubro de 1990.Empossado em fevereiro do ano seguinte, em 1994 deixou o PTB e filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Em outubro desse mesmo ano, disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados pela sua nova legenda. Eleito com votos provenientes em sua maioria de Cuiabá, assumiu o mandato em fevereiro de 1995 e, nesse mesmo ano, exerceu a vice-liderança da bancada do PSDB na Câmara. Participou como titular da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.

Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, acompanhou a orientação da base parlamentar governista, posicionando-se favoravelmente à abolição do monopólio estatal do petróleo e das telecomunicações e à quebra do monopólio dos estados na distribuição de gás canalizado. Também votou a favor da abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras e à redefinição do conceito de empresa nacional.

Em julho de 1996, licenciou-se do mandato de deputado federal, assumindo a sua vaga o suplente Osvaldo Soler. No pleito de outubro desse mesmo ano, concorreu à prefeitura de Cuiabá na legenda do PSDB. Eleito no primeiro turno, tomou posse do cargo em 1º de janeiro de 1997. Renunciou ao mandato de deputado federal em dezembro do ano anterior, sendo a vaga na Câmara dos Deputados ocupada pelo suplente Pedro Henry. Em 1998, tentou se eleger deputado federal, mas não foi bem sucedido.

Reeleito prefeito da capital mato-grossense no pleito de outubro de 2000, mais uma vez no primeiro turno, iniciou seu segundo mandato em 1º de janeiro de 2001. Em 2002, pretendeu disputar o governo do estado no pleito de outubro. Chegou mesmo a liderar as pesquisas de opinião com mais de 50% das intenções de voto, mas o PSDB escolheu como candidato da legenda o senador Antero Paes de Barros. Preterido, Roberto França deixou o PSDB e filiou-se ao Partido Popular Socialista (PPS).

França teve as prestações de contas de segundo mandato à frente do Executivo cuiabano, encerrado em 31 de dezembro de 2004, rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).  Ademais, deixou os salários do funcionalismo público municipal em atraso. Em contrapartida, foi o prefeito que mais executou obras na história de Cuiabá, com mais de 1.200 edificações em oito anos de gestão.

Candidato a deputado estadual no pleito marcado para outubro de 2006 pela coligação Mato Grosso Unido e Forte, formada pelo PPS e pelo PFL, estreou na televisão o programa noturno Resumo do dia no início desse ano. No entanto, por  determinação da legislação eleitoral, seu programa ficou no ar somente até abril. Em setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acolhendo recurso da Procuradoria Regional Eleitoral em Mato Grosso (PRE/MT), cassou o registro de sua candidatura. A tese sustentada no recurso da PRE/MT foi a de que ele se tornara inelegível exatamente por conta da rejeição de suas contas públicas relativas ao seu segundo mandato como prefeito de Cuiabá.

Mesmo com as contas consideradas irregulares, Roberto França, mediante recurso, disputou o pleito e obteve a segunda suplência. Todavia, os parlamentares eleitos pela coligação Mato Grosso Unido e Forte pediram licença do mandato de modo a garantir ao ex-prefeito que assumisse como titular. Por conta desse estratagema, França ocupou a vaga de Gilmar Fabris.

Em fevereiro de 2007, França deixou o PPS e ficou sem partido. No entanto, devido aos meandros da burocracia do Judiciário, manteve o seu mandato parlamentar. Em meados de junho de 2009, o Pleno do TSE acolheu recurso movido pelo Ministério Público Eleitoral contra decisão anterior do Tribunal Regional Eleitoral que havia conferido o registro de candidatura ao político, embora a determinação do Tribunal Superior Eleitoral não tenha sido publicada no Diário Oficial da União, providência legal para validar a respectiva cassação.

Roberto França casou-se com Iraci Araújo Moreira, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (16/10/96); Jornal do Brasil (4/6/96); Jornal/Site MegaDebate, 9/2/09; Diário de Cuiabá, 22/8/09; www.rdnews.com.br/.

 

 

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