ROBERTO POMPEU DE SOUSA BRASIL

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Nome: SOUSA, Pompeu de
Nome Completo: ROBERTO POMPEU DE SOUSA BRASIL

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SOUSA, POMPEU DE

SOUSA, Pompeu de

*jornalista; const. 1987-1988; sen. DF 1987-1991.

 

Roberto Pompeu de Sousa Brasil nasceu em Redenção (CE), no dia 22 de março de 1914, filho de Antônio Pompeu de Sousa Brasil e de Olímpia Magalhães de Sousa Brasil.

Formado em psicologia e sociologia pela antiga Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi professor de português no Colégio Pedro II e na Escola Amaro Cavalcanti (1936-1938), e de técnica de Jornalismo, no curso da Faculdade Nacional de Filosofia, atual Faculdade de Comunicação da UFRJ (1945), participou da criação da Associação Brasileira de Escritores (1945) e da União dos Trabalhadores Intelectuais (1946). Na área política foi um dos fundadores da União Democrática Nacional (UDN) e do Partido Socialista Brasileiro (PSB), ambos dissolvidos pelo regime militar, que instituiu o bipartidarismo (Ato Institucional nº 2, de 27/10/1965).

Redator e fundador dos jornais Meio Dia e Diário Carioca, no Rio de Janeiro, e do DC-Brasília, durante o regime parlamentar (1961-1963) exerceu a chefia do Serviço de Imprensa do Conselho de Ministros. Presidente do grupo de trabalho que elaborou a regulamentação da atividade profissional de jornalista (Decreto nº 1.177/62), e o Estatuto do Jornalista (Decreto nº 1.176/62), participou da fundação da Universidade de Brasília (UnB), (1964).

Conferencista convidado pelo British Council para transmitir a experiência da UnB a sete novas universidades da Grã-Bretanha, fez parte da delegação brasileira que discutiu “a reforma e a renovação” do acordo cultural entre os governos do Brasil e do Reino Unido. De volta ao Brasil, integrou-se ao grupo de trabalho criado pelos ministérios das Relações Exteriores e da Educação e Cultura para “estudar a situação das residências universitárias brasileiras no exterior, seu funcionamento, coordenação de atividades e regulamentação”. No final de 1964 foi desligado da cadeira de professor-titular da UnB por motivos políticos.

Na década de 1970 atuou em diversos comitês na luta por liberdades democráticas e pela anistia, tendo presidido a Comissão de Liberdade de Imprensa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, o Comitê de Anistia, o Conselho de Defesa da Paz. Representante da ABI no Conselho Superior de Censura, presidiu a Comissão de Intelectuais e Artistas, criada pelo Ministério da Justiça, que redigiu o anteprojeto de lei de defesa da liberdade de expressão.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979, e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Secretário de Educação e Cultura no governo de José Aparecido (1985-1988) no Distrito Federal, desincompatibilizou-se do cargo para disputar as eleições de novembro de 1986.

Eleito senador na legenda do PMDB, assumiu a cadeira em fevereiro de 1987, quando tiveram início os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC). Foi titular da Subcomissão da Ciência e Tecnologia e da Comunicação, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação, e suplente da Subcomissão da União, Distrito Federal e Territórios, da Comissão da Organização do Estado, além de titular da Comissão do Distrito Federal.

Nas principais votações do período, votou a favor da limitação do direito de propriedade, da nacionalização do subsolo, da estatização do sistema financeiro, da anistia aos micro e pequenos empresários, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da soberania popular, do mandado de segurança coletivo, do voto facultativo aos 16 anos, da jornada semanal de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária, da desapropriação da propriedade produtiva, da proibição do comércio de sangue. E contra a pena de morte, o presidencialismo, o mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney, a demissão sem justa causa e a legalização do jogo do bicho.

Jornalista com passagem pelos principais órgãos da imprensa nacional, foi diretor da Editora Abril em São Paulo e em Brasília; presidente do Sindicato de Escritores do Distrito Federal e da representação da ABI em Brasília; membro da Associação Brasileira de Educação; diretor-administrativo da Sociedade de Habitações Econômicas de Brasília; integrante do conselho consultivo da Companhia Nacional de Álcalis; conselheiro de imprensa da Companhia Siderúrgica Nacional. Na UnB, dirigiu a Faculdade de Comunicação de Massa, o Centro de Extensão Cultural, o Seminário Permanente de Problemas Brasileiros, o Seminário Permanente das Estruturas Docentes, o Centro de Teledifusão Universitária e o Instituto Central de Letras (interino).

Faleceu em Brasília no dia 11 de junho de 1991.

Era casado com Otília Pompeu de Sousa Brasil, com quem teve seis filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova.

 

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