ROBERTO TEIXEIRA DA SILVEIRA

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Nome: SILVEIRA, Roberto
Nome Completo: ROBERTO TEIXEIRA DA SILVEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVEIRA, ROBERTO

SILVEIRA, Roberto

*gov. RJ 1959-1961.

 

Roberto Teixeira da Silveira nasceu em Bom Jesus de Itabapoana (RJ) no dia 11 de junho de 1923, filho de Boanerges Borges da Silveira e de Maria do Carmo Teixeira da Silveira. Seus irmãos José Silveira e Badger Silveira atuaram na política, tendo sido eleitos, respectivamente, deputado federal pelo Paraná (1959-1963) e governador do Rio de Janeiro (1963-1964), na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Roberto Silveira fez os primeiros estudos nas escolas públicas Joaquim Mestre e Amália Teixeira, em sua cidade natal. Cursou o secundário nos colégios Carvalho e Plínio Leite, em Niterói, ingressando, nos primeiros anos da década de 1940, na Faculdade de Direito dessa cidade. Participou ativamente das atividades políticas desenvolvidas pelos estudantes durante o Estado Novo e foi eleito presidente do Centro Universitário do Rio de Janeiro, organizando diversas manifestações favoráveis ao envio de tropas brasileiras para combater o nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial. Em 1942, ainda acadêmico, iniciou sua participação no jornalismo, passando a trabalhar no ano seguinte como redator no Departamento Estadual de Propaganda e secretário do jornal fluminense Diário da Manhã.

No início de 1945, o enfraquecimento do Estado Novo levou Getúlio Vargas, chefe do governo, a adotar medidas reformistas que visavam responder às pressões internas e externas pela redemocratização do país e manter sob controle a transição em curso no quadro político nacional. Uma delas foi a reorganização dos partidos, iniciada oficialmente com a edição do Ato Adicional, em fevereiro desse ano. Vargas empenhou-se na criação do Partido Social Democrático (PSD) e do PTB, ao qual Roberto Silveira aderiu por considerá-lo um “instrumento de defesa dos trabalhadores” e de conquista da “independência econômica do país”.

O Estado Novo foi derrubado em outubro de 1945 e, no ano seguinte, Roberto Silveira deixou o Diário da Manhã, sendo nomeado oficial-de-gabinete do interventor federal no estado do Rio, Lúcio Meira, que ocupou o cargo entre 11 de fevereiro e 23 de setembro de 1946.

Roberto Silveira foi eleito deputado à Assembléia Constituinte do seu estado natal na legenda do PTB em 19 de janeiro de 1947, ano em que obteve seu diploma de direito. No exercício do mandato, ocupou a vice-presidência da Constituinte, sendo designado presidente da Comissão de Justiça e membro da Comissão de Finanças na legislatura ordinária que se seguiu. Reeleito deputado estadual em 3 de outubro de 1950, exerceu o novo mandato até ser nomeado, em 1951, secretário do Interior e Justiça do governo fluminense chefiado por Ernâni Amaral Peixoto, cargo que ocupou até 1954.

No pleito de 3 de outubro desse ano, Roberto Silveira foi eleito vice-governador do estado com o apoio da coligação PSD-PTB, recebendo mais votos do que seu companheiro de chapa, eleito governador, Miguel Couto Filho. Nesse mesmo ano, tornou-se presidente do PTB fluminense. O novo governo estadual foi empossado no dia 19 de fevereiro de 1955. Nesse ano, Roberto Silveira tornou-se secretário-geral da direção nacional do PTB e aderiu à Liga de Emancipação Nacional, extinta em junho de 1956 sob a acusação de infiltração comunista.

O governador Miguel Couro Filho desincompatibilizou-se do cargo em 2 de julho de 1958, a fim de concorrer a uma cadeira no Senado nas eleições marcadas para esse ano. Foi substituído por Togo Póvoa de Barros, presidente da Assembléia Legislativa, pois Roberto Silveira preferiu não assumir para poder candidatar-se a governador no mandato seguinte. O período que antecedeu ao pleito de 3 de outubro de 1958 foi marcado pelo rompimento de pactos políticos tradicionais em diversos estados. No Rio de Janeiro, as tentativas de conciliação dos interesses do PSD com os do PTB foram infrutíferas, provocando o lançamento da chapa Roberto Silveira-Paulo Bruno Brito de Araújo pela coligação formada entre o PTB, a União Democrática Nacional (UDN) e os partidos Democrata Cristão (PDC) e Socialista Brasileiro (PSB). O PSD lançou a chapa formada por Getúlio Barbosa de Moura e Celso Peçanha.

Confirmando seu grande prestígio junto ao eleitorado fluminense, Roberto Silveira venceu por larga margem de votos. Apesar da eleição de Celso Peçanha para vice-governador, o pleito representou uma derrota para o PSD, até então dominante na política estadual. O novo governo foi empossado no dia 31 de janeiro de 1959.

Em 20 de fevereiro de 1961, ao partir de Petrópolis para uma viagem de inspeção às áreas inundadas pelos rios Pomba e Paraíba, no Norte Fluminense, Roberto Silveira foi vitimado pela queda do helicóptero em que se encontrava. Não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer no dia 28 de fevereiro seguinte. Era casado com Ismélia Saad da Silveira, com quem tinha três filhos. Um deles, Jorge Roberto Silveira, elegeu-se em 1978 deputado estadual no Rio de Janeiro na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), sendo reeleito em 1982 pelo novo PTB.

Publicou, entre outros escritos, Razões de apoio a Vargas (1948), A encampação da ferrovia de Itabapoana (1949) e A posição do PTB (1950).

Mônica Kornis

 

 

FONTES: CAFÉ FILHO, J. Sindicato; CÂM. DEP. Anais (1960-2 e 1961-2); CORRESP. GOV. EST. RJ; COUTINHO, A. Brasil; Cruzeiro (11 e 18/3/61); Encic. Mirador; Globo (28/2/61); Grande encic. Delta; LACOMBE, L. Chefes; LIGA DE EMANCIPAÇÃO NAC.; Manchete (28/3/59, 11 e 18/3/61); QUADROS, J. História.

 

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