ROBLEDO, ANGEL FEDERICO

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Nome: ROBLEDO, Angel Federico
Nome Completo: ROBLEDO, ANGEL FEDERICO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ROBLEDO, ANGEL FEDERICO

ROBLEDO, Angel Federico

*diplomata argentino; emb. Argentina no Brasil 1975.

 

Angel Federico Robledo nasceu em Bustinza, na província de Santa Fé, na Argentina, no dia 18 de julho de 1917, filho de Angel Robledo e de Rosa Lina Johansen.

Formou-se em direito em 1941 na Universidade Nacional do Litoral, em Santa Fé, especializando-se nas áreas civil e comercial. Professor de ensino secundário, foi conselheiro municipal, diretor de assuntos legais do município de Canadá de Gomes e chefe de polícia do departamento de Iriondo, em sua província, de 1946 a 1947.

Antigo militante peronista e um dos organizadores do Partido Justicialista, em 1947 assumiu uma cadeira de deputado à Assembleia Provincial de Santa Fé, tornando-se presidente da Convenção Constituinte que reformou a Constituição dessa província. Em 1949 participou da Convenção Nacional Constituinte e, em 1952, encerrando seu mandato, foi designado embaixador da Argentina no Equador, onde permaneceu até 1956. Em maio de 1973, durante o governo de Héctor Cámpora, tornou-se ministro da Defesa da Argentina. Opondo-se à influência do então ministro do Bem-Estar Social e secretário particular do presidente da República, José López Rega, renunciou ao cargo em agosto do ano seguinte, assumindo logo em seguida a embaixada da Argentina no México (1974-1975). Indicado para substituir José Maria Alvarez de Toledo no cargo de embaixador da Argentina no Brasil, apresentou suas credenciais ao presidente Ernesto Geisel (1974-1979) no dia 7 de agosto de 1975, mas deixou o país no dia seguinte, por ter sido indicado ministro das Relações Exteriores. Seu sucessor na embaixada argentina em Brasília, Jorge Emílio Casal, assumiu o cargo em 1976. Robledo permaneceu à frente da chancelaria argentina pouco mais de um mês, de 11 de agosto a 16 de setembro de 1975. Em seguida, foi designado por Italo Luder, presidente do Senado e presidente interino do país, a ocupar a pasta do Interior, pela qual respondeu até janeiro de 1976.

Foi pré-candidato à presidência da República pelo Partido Justicialista em 1983. Em dezembro de 1985, tornou-se membro do Conselho Nacional para a Consolidação da Democracia, no governo do presidente Raúl Alfonsín.

Faleceu em Buenos Aires, no dia 14 de novembro de 2004.

Era casado com Sílvia Guilhermina Osta, com quem teve três filhos.

FONTES: CORRESP. EMB. ARGENTINA; Jornal do Brasil (30/5, 6 e 8/8/75); Veja (13 e 20/8/75).

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