ROCA, JULIO ARGENTINO

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Nome: ROCA, Julio Argentino
Nome Completo: ROCA, JULIO ARGENTINO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ROCA, JULIO ARGENTINO

ROCA, Julio Argentino

*diplomata argentino; emb. Argentina no Brasil 1938-1939.

 

Julio Argentino Roca nasceu em Córdoba, na Argentina, no dia 17 de maio de 1873, filho do general Julio Argentino Roca e de Clara Funes. Seu pai foi ministro da Guerra em 1877, presidente da República de 1880 a 1886 e de 1898 a 1904 e embaixador no Brasil em 1913.

Cursou a Faculdade de Direito e Ciências Sociais de Buenos Aires, diplomando-se em 1895 com a tese Posesión hereditaria.

Dedicou-se em seguida à atividade política, militando no Partido Democrata da província de Córdoba, de tendência conservadora. Eleito em 1904 deputado nacional pelo distrito eleitoral de Córdoba, reelegeu-se sucessivamente em 1908 e 1912. Em 1916 foi eleito senador nacional, exercendo o mandato até maio de 1922, quando deixou o Senado para assumir o governo de sua província. Após executar durante sua gestão um vasto plano de obras públicas, concluiu o mandato de governador em 1926 e retornou à Câmara dos Deputados. Em junho de 1928, renunciou ao mandato parlamentar para dedicar-se à advocacia.

Eleito em 1931 vice-presidente da República na chapa do general Agustín Justo, durante sua permanência no Executivo foi enviado à Inglaterra para celebrar um tratado comercial com esse país. Em conseqüência de sua atuação, foi assinado o convênio Roca Ruciman. Concluiu o mandato em junho de 1938, sendo então nomeado pelo presidente Roberto Ortiz embaixador argentino no Brasil, posto que assumiu no mês seguinte em substituição a Ramón Cárcano. Em novembro do mesmo ano regressou à Argentina, deixando como encarregado de negócios o conselheiro Pablo Santos Muñoz. Renunciou oficialmente ao posto de embaixador em março de 1939, sendo substituído por Otavio Amadeo.

Em 1940 assumiu o Ministério de Relações Exteriores e Culto, já no governo do presidente Ramón Castilho. Contudo, sua permanência no gabinete foi breve. Por motivo de saúde, renunciou ao cargo e, afastado da vida pública, passou a se dedicar à literatura. Sua última participação pública ocorreu em setembro de 1942, quando leu uma mensagem ao Brasil em solenidade realizada no Luna Park, em Buenos Aires.

Era membro honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Faleceu em Buenos Aires no dia 8 de outubro de 1942.

Era casado com Maria Esther Llavallol.

 

 

FONTES: CORRESP. EMB. ARGENTINA; Grande encic. Delta.

 

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