RONALDO DE OLIVEIRA SANTOS

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Nome: SANTOS, Ronaldo
Nome Completo: RONALDO DE OLIVEIRA SANTOS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Ethan Frome

SANTOS, Ronaldo

*dep. fed. RJ 1997-1999.

 

Ronaldo de Oliveira Santos nasceu no Rio de Janeiro no dia 1º de abril de 1947, filho de Arlindo Ferreira dos Santos e de Maria da Glória de Oliveira dos Santos.

Empresário, foi sócio-gerente da empresa Bebidas Itaqui em 1964, membro do Movimento Familiar Cristão Cursilhista, no qual permaneceria de 1971 até 1989, membro e presidente do Lions Clube de Paraíba do Sul (RJ), entre 1971 e 1989, e presidente do Conselho Deliberativo do Clube Social de Paraíba do Sul (RJ), de 1975 até 1977.

Filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em maio de 1982, mas só disputou um mandato no pleito de novembro de 1988, quando foi eleito prefeito de Paraíba do Sul na legenda do PTB, sendo empossado no cargo em 1o de janeiro do ano seguinte. Durante seu mandato, realizou curso de formação política no Centro de Estudos Políticos e Sociais do Partido Liberal (PL). Deixou o PTB e filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) em abril de 1992, tornando-se logo membro do diretório regional no Rio de Janeiro. No mesmo ano, acumulou as funções de prefeito com a de secretário de Obras e foi um dos  fundadores e sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico de Paraíba do Sul. Encerrou o seu mandato à frente da prefeitura em 31 de dezembro de 1992.

Em outubro de 1994,  elegeu-se à Câmara dos Deputados na legenda do PSB do Rio de Janeiro. A eleição, no entanto, foi  anulada por suspeitas de fraude pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado. Na nova eleição realizada em novembro seguinte, não conseguiu eleger-se, obtendo apenas uma suplência.

Em novembro de 1996, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu restabelecer a validade do  pleito de outubro de 1994 no Rio de Janeiro e Ronaldo Santos ganhou o direito de ser efetivado na Câmara. Assumindo sua cadeira em 17 de fevereiro de 1997, tornou-se membro da Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara, a qual integraria até o fim da legislatura.

Ainda em fevereiro, deixou o PSB e ingressou no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Também no mesmo período, votou favoravelmente à emenda que instituiu a possibilidade de reeleição para prefeitos, governadores de estado e  presidente da República. Em novembro de 1997, foi ainda a favor do projeto de reforma administrativa do governo federal que aprovou o fim da estabilidade no serviço público em caso de mau desempenho do servidor, ou toda vez que os gastos com pessoal fossem superiores a 60% da arrecadação do Estado.

A aprovação dos projetos de interesse do Executivo, em especial a emenda da reeleição e as reformas administrativa e previdenciária, foi questionada pela oposição, entre outros motivos, por ter sido supostamente garantida com o loteamento de cargos entre os partidos da base governista. Em março de 1998, o Jornal do Brasil revelou um levantamento feito  pelo Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, referente aos diretores nomeados pelo governo para os hospitais federais localizados no estado. De acordo com o sindicato, Santos teria sido o responsável pela indicação de seu antigo coordenador de Saúde na prefeitura de Paraíba do Sul para a diretoria do Centro Psiquiátrico Pedro II.

No pleito de outubro de 1998, candidatou-se à reeleição, desta vez no PSDB, mas obteve apenas uma suplência. Em novembro seguinte, votou favoravelmente aos destaques da reforma da previdência do governo que propunham o estabelecimento de um teto para as aposentadorias dos funcionários públicos e a adoção dos critérios de idade mínima e de tempo de contribuição para a concessão de aposentadorias no setor privado. Deixou a Câmara em janeiro de 1999.

Ronaldo Santos foi fundador e presidente da Associação dos Municípios do Centro-Sul.

Casou-se com Mariângela Brick Santos, com quem teve três filhos.

 

FONTE: CÂM. DEP. Deputados Brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de São Paulo (11/11/98); Globo (20/3/96; 5/2/97; 7/10/98); Jornal do Brasil (29/3/98); Olho no Congresso/Folha de São Paulo (5/2/98); Olho no voto/Folha de São Paulo (29/9/98); TRIB. SUP. ELEIT. Relação (1998).

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