RUBENS BERARDO CARNEIRO DA CUNHA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: BERARDO, Rubens
Nome Completo: RUBENS BERARDO CARNEIRO DA CUNHA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BERARDO, RUBENS

BERARDO, Rubens

*dep. fed. DF 1955-1960; dep. fed. GB 1960-1967 e 1971-1973.

 

Rubens Berardo Carneiro da Cunha nasceu em Recife no dia 7 de julho de 1914, filho de Oscar Berardo Carneiro da Cunha e de Gasparina Loureiro Berardo Carneiro da Cunha.

Industrial e usineiro no Nordeste, transferiu-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e aí iniciou sua carreira política no pleito de outubro de 1954, quando elegeu-se deputado federal na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Assumindo o mandato em fevereiro de 1955, participou dos trabalhos legislativos, e, reeleito em outubro de 1958, exerceu a partir de maio do ano seguinte a vice-liderança do seu partido na Câmara. Em abril de 1960, com a transferência da capital federal para Brasília, passou a representar o estado da Guanabara. Em outubro de 1962, obteve mais uma vez o mandato de deputado federal na legenda do PTB, pela Guanabara.

Em outubro de 1965, elegeu-se vice-governador do estado da Guanabara, integrando a chapa encabeçada por Francisco Negrão de Lima, na legenda da coligação que reuniu o PTB e o Partido Social Democrático (PSD). Essa vitória eleitoral, concomitante à eleição do também oposicionista Israel Pinheiro para o governo de Minas Gerais, significou uma séria derrota para o regime instalado em abril de 1964 pelo movimento que depôs o presidente João Goulart. Em conseqüência, uma grave crise política se desencadeou, envolvendo importantes setores políticos e militares. Enquanto os partidários da chamada “linha dura” tentavam impedir a posse dos governadores eleitos em Minas e na Guanabara, alegando sua vinculação ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, no dia 27 de outubro o presidente Humberto Castelo Branco editou o Ato Institucional nº 2 (AI-2), que reabriu o processo de punições extralegais aos adversários do regime transferindo os julgamentos políticos para a Justiça Militar, reinstaurou eleições indiretas para a presidência da República, determinou limitações ao Poder Legislativo em benefício do Executivo e extinguiu os partidos políticos existentes. Em dezembro de 1965 foi empossado como vice-governador da Guanabara, ao lado do governador Negrão de Lima, sob a garantia de tropas federais e do presidente da República. Com a reorganização partidária que implantou o bipartidarismo, Rubens Berardo filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Nessa legenda concluiu seu mandato de deputado federal em janeiro de 1967. Permaneceu na condição de vice-governador até o final do período de governo, em março de 1971.

Em novembro de 1970, voltou a eleger-se à Câmara Federal pela Guanabara na legenda do MDB. Ocupando sua cadeira em fevereiro de 1971, integrou ainda nesse ano a Comissão de Transportes, Comunicações e Obras Públicas, e foi suplente da Comissão da Bacia do São Francisco. Exerceu o mandato até o dia 7 de fevereiro de 1973, quando foi assassinado em sua casa, no Rio de Janeiro.

Fundou no Rio de Janeiro a rádio e a televisão Continental.

Foi casado com Ana Bezerra de Melo Berardo Carneiro da Cunha.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados, CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (7); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (6/2/74); Jornal do Comércio, Rio (8/2/73); NÉRI, S. 16; Perfil (1972); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3, 4, 6 e 9).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados