RUBENS DE MELO BRAGA

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Nome: BRAGA, Melo
Nome Completo: RUBENS DE MELO BRAGA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BRAGA, MELO

BRAGA, Melo

*const. 1946; dep. fed. PR 1946-1953; sen. PR 1963-1971.

 

Rubens de Melo Braga nasceu em Curitiba no dia 3 de outubro de 1910, filho de José de Melo Braga e de Maria José Pinheiro Brandão Braga.

Fez o curso primário no Grupo Xavier da Silva e o secundário no Colégio Progresso, em sua cidade natal.

Dedicou-se ao comércio e à agricultura, tendo trabalhado pela organização e defesa dos interesses dos trabalhadores. Com este propósito, criou entre 1931 e 1935 mais de 30 sindicatos de classe no Paraná. Em 1932 participou do Congresso Sindical, como delegado do Paraná, e em janeiro de 1933 foi um dos organizadores do primeiro partido trabalhista de âmbito nacional, o Partido Nacional do Trabalho, criado para concorrer às eleições para a Assembléia Nacional Constituinte. Apoiando a Revolução de 1930, esse partido pretendia ser uma organização corporativa que congregasse todos os proletários do país preocupados com a reconstrução econômica, financeira e social do Brasil. Tendo entre uma de suas seções mais atuantes a do Paraná, dirigida por Melo Braga e Manuel Militão da Silva, o partido, no entanto, não conseguiu eleger nenhum de seus candidatos.

Ainda em 1933 Melo Braga ajudou a criar dois partidos de caráter regional: o Partido Reivindicador Proletário e a Concentração Trabalhista. Foi um dos fundadores do Sindicato dos Leiteiros de Curitiba, através do qual liderou intensa campanha de combate à lei que exigia a prévia pasteurização do leite. Esta obrigação, a que estavam submetidos todos os comerciantes, provocou uma greve geral da classe. Nessa ocasião, Melo Braga teve decretada sua prisão, relaxada posteriormente em virtude de uma manifestação que mobilizou cerca de quatrocentos leiteiros. Mais tarde, obtendo ganho de causa na Assembléia Legislativa, defendeu a pretensão daqueles que desejavam o livre comércio do leite.

Durante todo o primeiro governo de Getúlio Vargas, combateu, através de seus discursos, a expansão do movimento integralista no Brasil, assim como a do nazi-fascismo europeu. Em janeiro de 1945, participou da organização da União dos Trabalhadores do Paraná, a qual se transformou na seção do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) no estado. No pleito de dezembro de 1945, elegeu-se suplente de deputado pelo Paraná à Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do PTB. Com a desistência de Getúlio Vargas, único candidato a deputado eleito pelo partido, de exercer o mandato, assumiu a cadeira de deputado em fevereiro de 1946. Com a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário, participando da Comissão de Agricultura da Câmara.

Candidato da Aliança Pró-Getúlio Vargas (que reuniu o PTB e o Partido Social Progressista, PSP), no pleito de outubro de 1950, foi reeleito para mais uma legislatura, que se estenderia de 1951 a 1955. Em 1953, durante o governo de Bento Munhoz da Rocha, licenciou-se da Câmara e ocupou a Secretaria de Agricultura e, interinamente, a Secretaria de Interior e Justiça do estado do Paraná. Em outubro do ano seguinte, ainda na legenda do PTB, candidatou-se à renovação do mandato, tendo obtido apenas uma suplência. No pleito seguinte, realizado em outubro de 1958, tornou a concorrer, desta feita à Assembléia Legislativa paranaense, sendo eleito suplente de deputado estadual pelo PTB.

Concorreu ao Senado Federal nas eleições de outubro de 1962, obtendo a suplência de Amauri de Oliveira e Silva. Em junho de 1963, com a nomeação deste para o Ministério do Trabalho e Previdência Social, assumiu interinamente a cadeira de senador. Em abril de 1964, a junta militar que assumiu o governo com a deposição de João Goulart editou o Ato Institucional nº 1 (AI-1), formalizando as transformações políticas introduzidas pelo movimento vitorioso e permitindo, entre outros pontos, punições extralegais de adversários do novo regime. Tendo acompanhado o presidente deposto em sua viagem de exílio para o Uruguai, Amauri Silva teve seu nome incluído na primeira lista de cassações. A partir de então Melo Braga assumiu efetivamente a cadeira de senador, tendo exercido seu mandato até o término da legislatura, em janeiro de 1971.

Foi, ainda, colaborador do Diário Popular, de Curitiba, órgão do PTB, e membro da Federação Regional dos Trabalhadores do Paraná.

Faleceu em Curitiba no dia 30 de maio de 1979.

Era casado com Helena Wolf de Melo Braga, com quem teve duas filhas.

 

 

FONTES: AUDRÁ, A. Bancada; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; COUTINHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional; Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; SENADO. Relação; SILVA, G. Constituinte; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4. e 6); Veja (6/6/79).

 

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