RUI SOARES PALMEIRA

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Nome: PALMEIRA, Rui
Nome Completo: RUI SOARES PALMEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PALMEIRA, RUI

PALMEIRA, Rui

*const. 1946; dep. fed. AL 1946-1955; sen. AL 1955-1968.

 

Rui Soares Palmeira nasceu em São Miguel dos Campos (AL) no dia 2 de março de 1910, filho de Miguel Soares Palmeira e de Teresa Ferro Soares Palmeira. Em sua família destacou-se João Lins Vieira Cansansão de Sinimbu, visconde de Sinimbu, que foi presidente de Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Sul e Bahia, deputado-geral em 1842 e 1853, senador por Alagoas em 1857, ministro dos Estrangeiros em 1859 e 1878, ministro da Justiça em 1862, ministro da Agricultura em 1862 e 1878 e presidente do Conselho de Ministros em 1878.

Cursou o primário no Colégio Paroquial, em sua cidade natal, e o secundário no Ginásio de Maceió e no Liceu Alagoano, ingressando posteriormente na Faculdade de Direito de Recife. Ainda estudante, foi oficial-de-gabinete do prefeito de Maceió, exercendo a função de 1930 a 1932. No ano seguinte bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais e tornou-se secretário da prefeitura da capital alagoana. Sempre em Maceió, foi mais tarde segundo-delegado-auxiliar de polícia, diretor do Departamento de Estatística, membro da Comissão Censitária de Alagoas e, mais uma vez, secretário da prefeitura em 1940.

Com o fim do Estado Novo (1937-1945) e a redemocratização do país, elegeu-se no pleito de dezembro de 1945 deputado à Assembléia Nacional Constituinte por Alagoas na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte, participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário. Vice-líder de seu partido na Câmara, foi membro das comissões Especial de Pecuária e permanentes de Agricultura e Política Rural e de Obras Públicas. Nesse período concorreu, em janeiro de 1947, ao governo de Alagoas, sendo derrotado por Silvestre Péricles de Góis Monteiro, candidato do Partido Social Democrático (PSD). Reeleito deputado federal em outubro de 1950, ainda nesse ano tornou-se subsecretário do diretório nacional da UDN.

No pleito de outubro de 1954 elegeu-se senador por Alagoas, sempre na legenda da UDN, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, após deixar a Câmara dos Deputados. Vice-líder da minoria — constituída pela UDN e o Partido Libertador (PL) —, em 1958 e nos dois anos seguintes ocupou a vice-liderança da UDN no Senado. Reeleito em outubro de 1962, foi primeiro-secretário da mesa e depois vice-presidente do Senado em 1963, sendo reconduzido à vice-liderança da minoria em 1964. Após o movimento político-militar de março desse ano, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior implantação do bipartidarismo, filiou-se ao partido governista, a Aliança Renovadora Nacional (Arena). Em março de 1966 tornou-se vice-líder de seu partido no Senado, função que exerceu até março de 1968. Em setembro seguinte representou o Brasil na Reunião dos Direitos Humanos, realizada em Genebra, na Suíça.

Fundador da primeira usina cooperativa da América do Sul, foi um dos organizadores do I Congresso de Cooperativismo e do Congresso de Banguezeiros de Alagoas. Foi diretor da Cooperativa Central dos Banguezeiros e Fornecedores de Cana de Alagoas e membro do Centro de Estudos Econômicos de Maceió. Foi, ainda, secretário da Ordem dos Advogados de Alagoas e presidente do Instituto dos Advogados do mesmo estado.

Jornalista, fundou e dirigiu O Estado e o Diário do Povo, em Maceió, além de colaborar no Jornal de Alagoas, na Gazeta de Alagoas e no Diário da Manhã, este de Recife. Pertenceu também à Associação Alagoana de Imprensa.

Faleceu no dia 16 de dezembro de 1968, em pleno exercício de seu mandato no Senado, sendo substituído pelo suplente Mário Gomes de Barros.

Era casado com Gabi Gracindo Soares Palmeira, com quem teve quatro filhos. Um deles, Vladimir Palmeira, foi líder estudantil na década de 1960, presidente da União Metropolitana dos Estudantes (UME) do antigo estado da Guanabara e candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro na legenda do Partido dos Trabalhadores (PT), derrotado no pleito de novembro de 1982. Seu outro filho, Guilherme Palmeira, foi governador de Alagoas de 1979 a 1982, ano em que se elegeu senador na legenda do Partido Democrático Social (PDS).

 

 

FONTES: BENEVIDES, M. UDN; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; COUTINHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional (29/5/48); FRANCO, A. Escalada; Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; Jornal do Comércio, Rio (16 e 17/12/68); MACEDO, N. Aspectos; Rev. Ciência Pol. (1966); SENADO. Dados; SENADO. Relação; SENADO. Relação dos líderes; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 6 e 7).

 

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