RUSSOMANO, VITOR

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Nome: RUSSOMANO, Vítor
Nome Completo: RUSSOMANO, VITOR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
RUSSOMANO, VÍTOR

RUSSOMANO, Vítor

*const. 1934; dep. fed. RS 1935-1937.

 

Vítor Russomano nasceu em Pelotas (RS) no dia 12 de outubro de 1890, filho de Frederico Russomano e de Carmem Russomano.

Fez seus primeiros estudos no Ginásio Pelotense. Posteriormente ingressou na Faculdade de Medicina do Rio Grande do Sul, formando-se em 1914 com a tese História natural do educando.

Participou da Reação Republicana, movimento que promoveu, em 1921-1922, a candidatura de Nilo Peçanha à presidência da República, em oposição à de Artur Bernardes, afinal eleito em março de 1922. Nesse mesmo ano, fez campanha pela reeleição de Antônio Augusto Borges de Medeiros ao governo do Rio Grande do Sul na legenda do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR). O episódio resultou na Revolução Gaúcha de 1923, guerra civil que opôs, no estado, os republicanos, liderados por Antônio Augusto Borges de Medeiros, aos federalistas, encabeçados por Joaquim Francisco de Assis Brasil. Estes, denunciando fraude, rebelaram-se contra a reeleição do líder republicano para o quinto mandato como presidente do Rio Grande do Sul. A luta se estendeu de janeiro a novembro de 1923 e foi encerrada pelo Pacto de Pedras Altas, que estipulou a manutenção de Borges no governo mas vedou nova reeleição.

Vítor Russomano participou mais tarde da Frente Única Gaúcha (FUG), coligação entre o PRR e o Partido Libertador (PL) formada em agosto de 1929 com o objetivo de apoiar a candidatura de Getúlio Vargas à presidência da República, lançada pela Aliança Liberal. A FUG desapareceria, junto com os dois partidos gaúchos, em 2 de dezembro de 1937, quando estes foram extintos pelo Decreto nº 37.

Após a Revolução de 1930, passou a integrar o Partido Republicano Liberal (PRL), formado em 1932 pelo interventor gaúcho José Antônio Flores da Cunha a partir de dissidências do PRR e do PL, tornando-se membro de sua comissão diretora em Pelotas (RS).

Em maio de 1933, elegeu-se deputado pelo Rio Grande do Sul à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do PRL. Empossado em novembro de 1933, participou dos trabalhos constituintes e defendeu então o ensino gratuito em todos os graus, o direito de voto para as mulheres e a representação profissional, que considerou a característica revolucionária da nova constituição. Com a promulgação da nova Carta (16/7/1934), teve o mandato estendido e, eleito novamente em outubro de 1934, permaneceu na Câmara na legislatura ordinária iniciada em maio de 1935.

Advogado, foi conselheiro municipal de Pelotas durante cinco anos. Como jornalista, colaborou em A Opinião Pública, no jornal Diário Popular, no Diário Liberal, de Pelotas, no Jornal da Manhã e em A Federação, ambos de Porto Alegre. Professor, lecionou história da civilização e filosofia no Ginásio Pelotense, e higiene no Instituto Técnico Profissional de Pelotas. Foi ainda professor substituto de higiene e terapêutica da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Pelotas, bem como de medicina legal da Faculdade de Direito da mesma cidade. Representou o Rio Grande do Sul no conselho federal do Instituto de Amparo Social.

Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, da Sociedade Médica de Porto Alegre, da Sociedade Médica do Rio de Janeiro e da Liga Brasileira de Higiene Mental.

Faleceu em Caxias do Sul (RS) no dia 20 de setembro de 1937, em pleno exercício do mandato.

Era casado com Elda Costa Russomano.

Publicou Escravidão social da mulher (1925), História constitucional do Rio Grande do Sul (1932), O valor mental da Assembléia Constituinte de 1832, Compêndio de pedagogia e Adagiário gaúcho.

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Anais (1934); Boletim Min. Trab. (5/36); Câm. Dep. seus componentes; COUTINHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; MELO, L. Subsídios; SILVA, H. 1931.

 

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