SALVADOR ZIMBALDI FILHO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: ZIMBALDI, Salvador
Nome Completo: SALVADOR ZIMBALDI FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ZIMBALDI, SALVADOR

ZIMBALDI, Salvador

*dep. fed. SP 1995-2007.

Salvador Zimbaldi Filho nasceu em Campinas (SP) no dia 5 de junho de 1955, filho de Salvador Zimbaldi e de Idalina dos Santos Zimbaldi.

Em 1983 ingressou na vida pública como administrador regional da Prefeitura de Campinas (SP), permanecendo na função até 1988. Em outubro elegeu-se vereador pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), sendo empossado no início do ano seguinte. Durante o mandato, foi membro titular da Comissão de Obras e Serviços Públicos (1989-1990) e relator da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar denúncias de obstáculos ao Poder Legislativo (1990).

Primeiro-secretário do PSDB de Campinas de 1991 a 1992, reelegeu-se em outubro, vindo a iniciar novo mandato em fevereiro de 1993. Ainda naquele ano, tornou-se segundo-secretário do PSDB campinense. Em 1994 tornou-se membro do diretório regional do PSDB. Em outubro concorreu com êxito a uma vaga na Câmara dos Deputados, obtendo a maioria dos votos provenientes de suas bases eleitorais no município de Campinas e junto à comunidade católica, especialmente da corrente renovação carismática. Tendo renunciado ao mandato de vereador, foi empossado deputado federal em fevereiro de 1995. Na Câmara, foi um dos organizadores do grupo de parlamentares católicos.

Participou dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e suplente das comissões de Agricultura e Política Rural e de Constituição e Justiça e de Redação, além de diversas comissões especiais na Câmara e no Congresso Nacional. Ainda em 1995 tornou-se vice-líder do PSDB.

Durante as votações mais importantes, ajudou a aprovar as diversas emendas constitucionais enviadas pelo Executivo Federal, pronunciando-se a favor da abolição do monopólio estatal nas telecomunicações, da distribuição de gás canalizado e da exploração do petróleo. Também votou a favor da abertura da navegação de cabotagem à concorrência internacional, pelo fim de todas as diferenciações legais entre empresas brasileiras e estrangeiras e da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia que o governo gastasse 20% da arrecadação de impostos, sem que estas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação.

Em junho de 1996 votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde. Em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos.

Como membro da Comissão de Seguridade Social da Câmara, declarou-se contrário ao projeto de lei dos deputados petistas Eduardo Jorge (SP) e Sandra Starling (MG), que permitia abortos em hospitais da rede pública nos casos de gravidez causada por estupro. Zimbaldi apresentou um substitutivo proibindo o aborto em qualquer circunstância. Porém, o projeto original foi aprovado, em agosto de 1997, na Comissão de Constituição e Justiça por 24 votos a 23, depois de intensas discussões, envolvendo grupos de ativistas religiosos e feministas. Ainda assim Zimbaldi apresentou um recurso, com a assinatura de 96 parlamentares, ao presidente da Câmara, deputado Michel Temer, para que o projeto fosse votado em plenário antes de seguir para o Senado. Ainda em 1997 Zimbaldi foi relator do projeto que estabeleceu as regras para o funcionamento das rádios comunitárias. Pronunciou-se favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

No pleito de outubro de 1998 foi o candidato mais votado do PSDB paulista, com mais de 180 mil votos. Em novembro seguinte votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Iniciou seu novo mandato em fevereiro de 1999. Representou a Câmara dos Deputados na I Conferência Interparlamentar Ibero-Americana, em Madrid (1999) e no Congreso de Parlamentarios Iberoamericanos en la Red, em Madri e Sevilha (2001).

Nas eleições de 2002 foi reeleito deputado federal pela legenda do PSDB com quase 200 mil votos. Integrou as comissões permanentes de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, como primeiro-vice-presidente; e de Minas e Energia, como presidente.

Em 2003 deixou a legenda do PSDB e ingressou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) permanecendo neste até 2005, ano em que ficou sem partido por algum tempo vindo a se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).

No pleito de 2006 candidatou-se a deputado federal pelo PSB, mas não obteve êxito. Deixou a Câmara em janeiro de 2007.

Casou-se com Ana Maria Fernandes Zimbaldi, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (1/6/97 e 8/10/98); Folha de S. Paulo (12/6/95, 4/12/96, 9/5, 21 e 27/8/97, Especial 6/11/98); Jornal do Brasil (4/12/96, 21 e 25/8/97); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95 e 14/1/96); Olho no voto/Folha de S. Paulo (29/9/98); Portal da Fundação SEADE; TRIB. SUP. ELEIT. Relação (1998).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados