Samir Achoa

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Nome: ACHOA, Samir
Nome Completo: Samir Achoa

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ACHOA, Samir

*dep. fed. SP 1979-1991; const. 1987-1988.

Samir Achoa nasceu em Vera Cruz (SP), no dia 6 de setembro de 1933, filho de Letfalla Salim Achoa e de Renée Achoa.

Bacharel pela faculdade de direito da Universidade de São Paulo (USP), em 1959; além de advogado foi radialista.

Vereador na capital paulista de 1965 a 1979, no primeiro mandato exerceu-o pelo Partido Republicano Progressista (PRP), e com a extinção dos partidos políticos em virtude do Ato Institucional nº 2, em 27 de outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, pela legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Nesse longo período exerceu a presidência das comissões de Justiça e de Obras, participou da Comissão de Finanças e foi vice-presidente e presidente da Câmara Municipal de São Paulo.

No pleito de novembro de 1974 elegeu-se suplente do senador Orestes Quércia. Em maio de 1977, teve seu nome envolvido em denúncia de que alguns empresários de ônibus da capital paulista teriam tentado subornar o presidente da Câmara Municipal para aprovar um projeto de lei do seu interesse. Advogado de algumas empresas particulares, Achoa negou, contudo, tê-las favorecido.

Em novembro de 1978, identificado com a tendência mais conservadora da oposição, foi o deputado federal mais votado de São Paulo, com 239.492 votos. Deixando a Câmara Municipal paulistana, em fevereiro de 1979 assumiu o mandato na Câmara dos Deputados. Em outubro seguinte, declarou ser a favor da legalização do Partido Comunista Brasileiro (PCB), rechaçando, porém, a política do MDB, “de aplaudir os comunistas e considerá-los aliados”.

A extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a reformulação partidária, levou-o a filiar-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB. Neste mesmo ano integrou a Comissão de Ciência e Tecnologia e foi suplente da Comissão de Constituição e Justiça. Em 1980 exerceu a vice-presidência da Comissão de Comunicação e atuou como suplente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Reeleito em novembro de 1982, na condição de deputado federal mais votado do PMDB em todo o país, com 313.583 votos, lançou-se à prefeitura de São Paulo, propondo o voto direto nas capitais.

Em janeiro de 1983, num debate sobre o papel do recém-eleito Congresso Nacional, Samir Achoa defendeu que o país recorresse ao Fundo Monetário Internacional (FMI), “única forma de aplacar um pouco o apetite desenfreado dos tecnocratas, que fazem o que querem da nação brasileira”.

Em 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. Derrotada a proposição — faltaram 22 votos para que fosse elevada à apreciação do Senado — no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Samir Achoa votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito pela Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Doente, Tancredo Neves não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo o cargo interinamente, desde 15 de março desse ano.

Nesse período, Samir Achoa permaneceu como suplente da Comissão de Relações Exteriores e titular das comissões de Comunicação e de Defesa do Consumidor.

No pleito de novembro de 1986, elegeu-se deputado federal constituinte na legenda do PMDB, participando da subcomissão dos Direitos Políticos e Coletivos, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher, e na condição de suplente, da subcomissão da Ciência e Tecnologia e da Comunicação, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação.

Votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial; da pena de morte; da soberania popular; do mandado de segurança coletivo; do voto aos 16 anos; do presidencialismo; do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney; do turno ininterrupto de seis horas; do aviso prévio proporcional; da unicidade sindical; da anistia aos micro e pequenos empresários. E contra a limitação do direito de propriedade; a estatização do sistema financeiro; a limitação dos juros em 12% ao ano; a estabilidade no emprego; a jornada semanal de 40 horas; a criação de um fundo de apoio à reforma agrária. Absteve-se na votação sobre a nacionalização do subsolo e ausentou-se quando se decidiu sobre a criminalização do aborto; a limitação dos encargos para a dívida externa; a desapropriação da propriedade produtiva; a pluralidade sindical.

Tentou a reeleição no pleito de outubro de 1990, sempre pela legenda do PMDB, obtendo uma suplência. Deixou a Câmara ao término da legislatura, em janeiro do ano seguinte, retornando à advocacia e à atividade de apresentador nas rádios Gazeta, Mundial e Trianon, todas na capital paulista, e Criativa, em Botucatu (SP).

Em 1994 candidatou-se a uma cadeira na Câmara dos Deputados, e em 1996, tentou a Câmara de Vereadores de São Paulo, sem alcançar êxito.

Em 1998 foi contratado pela Central Nacional de Televisão (CNT).

Faleceu em São Paulo no dia 3 de julho de 2008.

Casado com Nadir Alves Achoa, teve três filhos.

Marcelo Costa

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); BITTENCOURT, G. Quinta; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983, 1983-1987, 1991-1995, 1995-1999); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Estado de S. Paulo (26/11 e 10/12/82, 16/1/83, 11/5 e 21/6/85); Folha de S. Paulo (6/6, 22/7 e 11/8/85); Globo (26/4/84, 16/1/85); Globo on line (3/7/08); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (4/10/79); Veja (22/11/78).

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