SANDRO MABEL ANTONIO SCODRO

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Nome: MABEL, Sandro
Nome Completo: SANDRO MABEL ANTONIO SCODRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

MABEL, Sandro

*dep. fed. GO 1995-1999, 2003-

Sandro Mabel Antônio Scodro nasceu em Ribeirão Preto (SP), no dia 31 de dezembro de 1958, filho de Nestore Scodro, fundador da empresa Mabel, e de Maria Luísa Scodro.

Iniciou a vida profissional em 1973 como gerente de compras da Companhia Industrial de Produtos Alimentícios (CIPA), de Ribeirão Preto — complexo empresarial pertencente à família e integrado por fábricas em Ribeirão Preto, Aparecida de Goiânia (GO) e no Rio de Janeiro. cnico em contabilidade formado pela Associação de Ensino de Ribeirão Preto em 1978, nesse mesmo ano assumiu a diretoria de marketing da CIPA, depois a diretoria comercial (1980-1984) e finalmente a superintendência da filial da empresa em Goiás (a partir de 1984). Paralelamente a esses dois últimos cargos foi diretor-secretário do Sindicato das Indústrias de Massas e Biscoitos de São Paulo (1984-1986), presidente da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (1986-1988) e vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Goiás (1988-1990), tendo participado de missões oficiais nos Estados Unidos e na França visando estabelecer intercâmbio sobre questões penitenciárias e comerciais.

Filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) desde 1986, integrante do diretório municipal de Aparecida de Goiânia, incorporou Mabel ao seu nome e no pleito de outubro de 1990 elegeu-se deputado estadual. Titular das comissões de Orçamento e de Constituição e Justiça, no biênio 1991-1992 ocupou a quarta-secretaria da Assembléia Legislativa. Durante a legislatura apresentou projeto de lei que propunha incentivos fiscais como forma de atrair novos investimentos para o estado. Em 1992 transferiu-se para o diretório municipal do PMDB de Goiânia. Afastando-se da presidência do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Goiás, tomou posse como vice-presidente da Federação das Indústrias.

No pleito de outubro de 1992, na legenda do PMDB, elegeu-se prefeito de Aparecida de Goiânia, renunciando ao mandato de deputado estadual em dezembro e sendo empossado no mês seguinte.Em outubro de 1994, elegeu-se deputado federal com 61 mil votos, tendo sido o segundo candidato mais votado do PMDB e do estado. Empossado em fevereiro de 1995, participou dos trabalhos legislativos como titular da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público e como suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio.

Ao longo de 1995, votou a favor da extinção do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem; pela mudança do conceito de empresa nacional e pela criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo gastar até 20% da arrecadação destinada às áreas de saúde e de educação. Vice-líder do governo na Câmara, em 1996, opôs-se ao projeto que desonerava as exportações do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e impedia os governos estaduais de conceder benefícios fiscais. Em junho, votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde. Embora tenha figurado entre os 84 deputados federais pré-candidatos a prefeitos na eleição de outubro de 1996 não chegou a validar esta pretensão, incluindo-se na minoria dos que não recorreram à prática regimental e legal de concentrar emendas orçamentárias nos municípios de suas bases eleitorais.

Em novembro inaugurou o primeiro comitê pró-reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso em Goiânia. Com escassa audiência e poucos prefeitos, ausentes os tucanos, o evento resumiu-se a discursos do ministro de Coordenação de Assuntos Políticos, Luís Carlos Santos, do próprio Mabel (utilizando o lema Reeleição: o que é bom a gente repeteimpresso em camisetas) e outros políticos de menor expressão. Em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor da emenda que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos, e em novembro, pela quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. Em novembro de 1998 apoiou a fixação do teto de 1.200 reais, para aposentadorias no setor público, e o estabelecimento dos critérios de idade mínima e tempo de contribuição, para os trabalhadores no setor privado, itens que definiram a reforma da Previdência.

Muito popular entre seus pares pela distribuição de caixas de biscoito durante as sessões mais longas da Câmara, Mabel não obteve o mesmo sucesso na coordenação da campanha de Íris Resende ao governo de Goiás, e, sem tentar a reeleição no pleito de outubro de 1998, deixou a Câmara ao término da legislatura, em janeiro de 1999, passando a desempenhar funções de coordenador político no gabinete do senador Íris Resende. Em setembro de 1999 filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL).

No ano de 2000, tornou-se vice-presidente do Sindicato da Indústria de Massas e Biscoitos no Estado de São Paulo (Simabesp), diretor da Associação Nacional da Indústria de Biscoitos (ANIB) Região Norte, Goiânia, e vice-presidente da Associação Comercial e de Serviços do Estado de Goiás (ACIEG). Entre os anos de 2000 e 2003 atuou como vice-presidente do Instituto Tancredo Neves (ITN), fundação ligada ao PFL. Em 2001 foi nomeado vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em outubro de 2002 elegeu-se novamente deputado federal por Goiás. Empossado em fevereiro de 2003 participou dos trabalhos legislativos como titular das Comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania, Trabalho, Administração e Serviço Público, e Defesa do Consumidor.

Na reforma tributária de 2003, Sandro Mabel foi um dos principais opositores às propostas do governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2011) que previam a extinção dos benefícios fiscais concedidos pelos estados para a atração de empresas. Em julho de 2003 transferiu-se para o Partido Liberal (PL). Durante este ano foi relator do substitutivo do projeto de lei 4.302 de 1998, que visava ampliar a terceirização de mão-de-obra e aumentar a duração do contrato temporário de trabalho, e defendeu, nas reuniões da Comissão de Reforma Tributária da Câmara, a concessão de incentivos fiscais aos Estados mais pobres e a criação de um fundo de compensação às regiões exportadoras. Foi vice-líder do bloco que reuniu o PL ao Partido Social Liberal (PSL) entre os anos de 2003 e 2004.

Em fevereiro de 2004 chegou a ter seu nome indicado para substituir o ministro Anderson Adauto (PL), na pasta dos Transportes, que deixara o cargo para disputar as eleições municipais da cidade de Uberaba-MG. O substituto escolhido, no entanto, acabou sendo o senador Alfredo Nascimento (PL/AM). Foi líder do bloco PL/PSL entre o ano de 2004 e julho de 2005 e líder do PL na Câmara dos Deputados Federal de fevereiro de 2004 a fevereiro de 2006.

No ano de 2005 foi envolvido no escandalo do mensalão, sendo acusado pelo deputado federal Roberto Jefferson, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB/RJ) de ter recebido uma suposta "mesada" de 30 mil reais do governo, paga pelo tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Delúbio Soares, para votar a favor do governo. Na mesma ocasião, foi também acusado de ter assediado a então secretária de Ciência e Tecnologia de Goiás e deputada federal licenciada Raquel Teixeira (PSDB-GO), oferecendo a ela 30 mil reais de mesada e 1 milhão de reais por ano para que entrasse no PL. Em depoimento ao Conselho de Ética da Câmara, em junho de 2006 a deputada Raquel Teixeira confirmou ter recebido de Sandro Mabel oferta de 30 mil reais mensais e um de 1 milhão de reais por ano para ingressar no PL. Sandro Mabel prestou depoimento ao conselho logo após Teixeira e negou todas as acusações. Em agosto de 2005, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP/PE), encaminhou ao Conselho de Ética representação contra quatro deputados, dentre eles Sandro Mabel. Em novembro, porém,  Mabel foi absolvido por unanimidade, 14 votos a zero, pelo Conselho de Ética da Câmara que aprovou o arquivamento da acusação por ter concluído que não havia provas contra ele. O plenário da Câmara ratificou o parecer do Conselho de Ética por 340 votos sim, 108 não, 17 abstenções e 2 nulos.

Em outubro de 2006 Sandro Mabel reelegeu-se deputado federal por Goiás na legenda do PL. Empossado em fevereiro de 2007 participou dos trabalhos legislativos como titular das seguintes Comissões: Economia, Indústria e Comércio; Finanças e Tributação; Fiscalização Financeira e Controle; Trabalho, Administração e Serviço Público. Assumiu também novamente a vice-liderança do PL na Câmara. No ano de 2007 a fusão entre o PL e o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA) resultou na fundação do Partido da República (PR), legenda a qual Sandro Mabel filiou-se.

Foi nomeado relator da reforma tributária na comissão especial instalada para isso em 2008. No ano de 2009 votou a favor da aprovação da lei de cobrança previdenciária de inativos que instituía a contribuição social do servidor público civil inativo e dos pensionistas dos Três Poderes da União, com alíquotas que variavam entre 11% a 25% da totalidade do provento ou da pensão.

Nas eleições de 2010 foi reeleito com 148.687 votos. Assumiu o novo mandato em Fevereiro de 2011, quando lançou candidatura avulsa para a presidência da Câmara, à revelia da decisão de seu partido, que apoiou o candidato do governo, Marco Maia, do PT. Apesar de independente, Mabel recebeu votos de 106 deputados, enquanto o candidato petista foi escolhido com 375 votos. Os outros candidatos foram Chico Alencar, do PSOL, que obteve 16 votos, e Jair Bolsonaro, do PP, com 9. Em função da desobediência à orientação do partido, a Executiva Nacional do PR abriu processo ético-disciplinar contra o deputado, que teve os direitos político-partidários suspensos. Alegando sofrer discriminação pessoal da direção do partido, requereu ao Tribunal Superior Eleitoral a desfiliação do PR com justa causa, permanecendo assim com mandato parlamentar.

Com o parecer favorável do TSE, em Outubro migrou para o PMDB, do qual foi vice-líder da Câmara entre Novembro de 2011 e Fevereiro de 2013. Nesta legislatura, também integrou a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público e foi presidente da Comissão Especial do Serviço Terceirizado, e da Frente Parlamentar Mista dos Direitos do Contribuinte.

Publicou em 2001 o livro Capital social e em 2002 outros dois titulos: Comunidade solidária e De quem é mesmo a Amazônia.

Casado com Cláudia Marques Scodro, diretora financeira de sua empresa, com quem teve três filhos.

 

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br>. Acesso em 13/12/2013; Portal do Jornal do Brasil. Disponível em: http://www.jb.com.br/capa. Acesso em 13/12/2013; Portal do jornal Folha de S. Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 13/12/2013; Portal do jornal O Globo. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em 12/12/2013; Portal de Notícias O Estado de S. Paulo (03/12/2013). Disponível em: <http://www.estadao.com.br/>. Acesso em 13/12/2013; Portal do Partido do Movimento Democrático Brasileiro - Goiás. Disponível em: <http://pmdbgoias.com.br>. Acesso em 13/12/2013; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 13/12/2013.

 

 

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