SANTILLI SOBRINHO, JOSE

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Nome: SANTILLI SOBRINHO, José
Nome Completo: SANTILLI SOBRINHO, JOSE

Tipo: BIOGRAFICO


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SANTILLI SOBRINHO, JOSÉ

SANTILLI SOBRINHO, José

*dep. fed. SP 1967-1983.

José Santilli Sobrinho nasceu em Mineiros do Tietê (SP) no dia 5 de outubro de 1922, filho de Pascoal Santilli e de Cecília Bucheembrizo Santilli.

Estudou no Grupo Escolar Doutor João Mendes, em Assis (SP), nos ginásios Municipal de Assis e Diocesano de Botucatu (SP), no Ateneu Paulista de Campinas (SP ) e no Seminário Menor de Pirapora (MG). Diplomou-se pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Paraná e pela Escola Superior de Educação Física do mesmo estado.

Terminados os estudos, tornou-se comerciante, industrial e pecuarista, ingressando no Partido Democrata Cristão (PDC) em 1953. Transferindo-se para o Partido de Representação Popular (PRP), no pleito de outubro de 1954 elegeu-se deputado estadual em São Paulo por essa legenda, assumindo o mandato em fevereiro de 1955. Foi reeleito em outubro de 1958, dessa vez na legenda do Partido Republicano Trabalhista (PRT). Em 1961, integrou uma missão oficial como representante do Brasil em congresso latino-americano em favor dos presos políticos anistiados de Espanha e Portugal, evento realizado em Santiago do Chile.

Em outubro de 1962, elegeu-se primeiro suplente de deputado estadual, ainda em São Paulo, na legenda do PDC e com o apoio da Aliança Eleitoral pela Família (Alef). Este grupo, criado em 1962 em substituição à Liga Eleitoral Católica, tinha por objetivo mobilizar o eleitorado católico para apoiar os candidatos comprometidos com os princípios sociais da Igreja, entre os quais a defesa da propriedade privada e da família, o combate ao divórcio, a crítica aos extremismos de direita e esquerda. A ação da Alef restringiu-se às eleições legislativas estaduais e federais e executivas de alguns estados, realizadas em 1962. Assumiu sua cadeira como suplente e tornou-se líder do PDC na Assembléia paulista. Como deputado estadual, atuou em defesa dos interesses da pecuária e da agricultura.

Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (AI-2), editado no dia 27 de outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição. Nessa legenda foi eleito deputado federal por São Paulo em novembro de 1966. Em janeiro de 1967, concluiu sua passagem pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na qual permaneceu durante 12 anos. Empossado em fevereiro seguinte, foi reconduzido à Câmara em novembro de 1970. Durante esse segundo mandato, participou da Comissão de Economia e foi suplente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Reeleito em novembro de 1974, sempre na legenda do MDB, tornou-se vice-presidente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio.

Integrante do grupo dos “autênticos” do MDB, que defendia uma posição mais firme do partido oposicionista em relação ao regime militar, em junho de 1977 Santilli compareceu à manifestação dos estudantes da Universidade de Brasília em protesto contra as punições impostas pelo reitor José Carlos de Azevedo aos alunos que haviam organizado, dias antes, o Dia Nacional de Luta no campus da universidade.

Reeleito em novembro de 1978, participou como membro efetivo da Comissão de Economia, Indústria e Comércio, e como suplente das comissões de Finanças, de Minas e Energia, de Agricultura e Política Rural da Câmara dos Deputados. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Candidato eleito à prefeitura de Assis pelo PMDB em novembro de 1982, deixou a Câmara ao final da legislatura, em janeiro de 1983. Empossado no Executivo daquele município paulista, exerceu o mandato até dezembro de 1988. Ainda em 1988, desligou-se do PMDB e ingressou no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), de cuja fundação, ocorrida em junho daquele ano, participou. Novamente eleito prefeito de Assis, desta feita pela legenda do PSDB, em outubro de 1992, ocupou o cargo entre janeiro de 1993 e dezembro de 1996.

Desde então, não voltou a disputar nenhum mandato eletivo, mas continuou atuando politicamente no PSDB.

Cursou ainda a Escola Superior de Guerra (ESG).

Faleceu em São Paulo no dia 18 de abril de 2006.

Casado com Maria Aparecida de Campos Brando Santilli, teve quatro filhos, entre os quais Márcio Santilli, que foi deputado federal por São Paulo entre 1983 e 1987 e presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) de setembro de 1995 a março de 1996.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971, 1971-1975, 1975-1979 e 1979-1983); Eleitos; Estado de S. Paulo (23/9/62); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (2/6/77); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980); SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3, 4, 6, 8 e 9); Diário do Senado Federal (20/4/06); Portal da Câmara Municipal de Paraguaçu – Moção de pesar nº 12/08.

 

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