SANTILLO, ADEMAR

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Nome: SANTILLO, Ademar
Nome Completo: SANTILLO, ADEMAR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SANTILLO, ADEMAR

SANTILLO, Ademar

*dep. fed. GO 1975-1987.

 

Ademar Santillo nasceu em Ribeirão Preto (SP) no dia 13 de novembro de 1939, filho de Virgínio Santillo e de Elídia Maschietto Santillo. Seu irmão Henrique Santillo foi deputado federal, senador da República, governador de Goiás e ministro da Saúde durante o governo de Itamar Franco (1992-1994).

De origem italiana, a família Santillo chegou a Goiás em 1942, onde os dois irmãos iniciaram sua vida política em 1966, participando da fundação, em Anápolis, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Ademar integrou o grupo dos autênticos, facção mais à esquerda do partido.

Chefe de gabinete da prefeitura de Anápolis, concorreu a uma vaga na Assembléia Legislativa de Goiás em novembro de 1970. Eleito, iniciou seu mandato de deputado estadual em março do ano seguinte. Ao longo da legislatura 1971-1975, foi vice-líder da bancada do MDB na Assembléia.

Em novembro de 1974 elegeu-se deputado federal, assumindo o mandato em março de 1975. Foi membro titular da Comissão de Serviço Público, suplente da Comissão de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste e segundo vice-presidente da mesa. Reeleito em novembro de 1978, iniciou novo mandato em março de 1979.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), constituído em grande parte por membros do extinto MDB.

No início de 1980, junto com seu irmão, o deputado Henrique Santillo, com quem formava um dos grupos de oposição mais fortes de Goiás, deixou esta agremiação para filiar-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). A razão desta troca deveu-se à existência de duas candidaturas declaradas ao governo do estado — a de Henrique Santillo e a do ex-prefeito de Goiânia, Íris Resende, que se aliara ao ex-governador Mauro Borges e conseguira o apoio de 11 dos 14 deputados estaduais e cinco dos federais, além de um senador. Essa união de forças fez com que seu grupo influísse decisivamente na formação da executiva nacional, provocando o afastamento dos irmãos Santillo.

Ademar Santillo permaneceu no PT oito meses. De volta ao PMDB, tornou-se vice-líder do partido, membro da Comissão de Ciência e Tecnologia, membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as causas das elevadas taxas de juros nos diversos setores do sistema financeiro, relator substituto da CPI que apurou atos de corrupção praticados por órgãos da administração direta e indireta da União, membro da Comissão de Constituição e Justiça e suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural.

Foi eleito pela terceira vez consecutiva em novembro de 1982, tendo apoiado Íris Resende, que se elegeu governador. Assumiu o mandato no mês de fevereiro seguinte. Ainda em 1983, afastou-se da Câmara dos Deputados para assumir a Secretaria de Educação e Cultura de Goiás. Sua vaga foi ocupada pelo primeiro suplente Aldo Arantes.

No primeiro semestre de 1985 desincompatibilizou-se do cargo de secretário e no pleito de novembro foi eleito prefeito de Anápolis na legenda do PMDB, na primeira eleição após o regime militar para capitais de estado e cidades consideradas áreas de segurança nacional. Em janeiro de 1986, renunciou ao mandato de deputado federal e tomou posse do cargo de prefeito.

Durante sua gestão na prefeitura de Anápolis deixou o PMDB e foi para o Partido Social Democrático (PSD). Segundo O Estado de S. Paulo, essa legenda, fundada por Otoniel Machado, irmão de Íris Resende, servira para abrigar os políticos amigos que, por qualquer razão, tiveram problemas dentro do gigantesco PMDB goiano, tendo sido rejeitados pelo grupo do então senador Onofre Quinan, líder do PMDB de Anápolis e desafeto político de Ademar Santillo.

Deixou a prefeitura em 1989, ao fim do mandato. No pleito de outubro de 1990, foi afastado da disputa eleitoral em função da recusa de seu irmão, Henrique Santillo, então governador do estado, de se desincompatibilizar do cargo. Conforme as regras da Constituição de 1988, eram inelegíveis os políticos que tivessem parentes exercendo como titulares algum mandato.

Filiado ao Partido Progressista (PP), no pleito de outubro de 1994 disputou mais um mandato de deputado federal em sua nova legenda, obtendo a primeira suplência.

De volta ao PSD, nas eleições municipais de outubro de 1996 disputou a prefeitura de Anápolis, tendo como um dos adversários seu irmão, Henrique Santillo. Elegeu-se com o apoio de Íris Resende, vindo a assumir o cargo em 1º de janeiro do ano seguinte. Candidatou-se à reeleição em 2000, mas foi derrotado por Ernani José de Paula, do Partido Popular Socialista (PPS).

No pleito legislativo de outubro de 2002, Ademar Santillo concorreu a uma vaga de deputado federal, pelo PMDB, obtendo a segunda suplência. Desde então, não mais desempenhou cargos eletivos.

Em 7 de agosto de 2008 começou a colaborar semanalmente como articulista do periódico goiano Diário da Manhã, escrevendo principalmente artigos sobre política.

Casou-se com Onaide Silva Santillo — eleita deputada estadual em Goiás, em 1994, e reeleita em 1998 —, com quem teve três filhos.

FONTES: Almanaque Abril (1989); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Estado de S. Paulo (11/9/96); TRIB. SUP. ELEIT. Relação (1994); TRIB. SUP. ELEIT. (Eleições 2002 - Resultado); Diário da Manhã (7/8/08); Jornal Tribuna do Planalto (5/4/08); Jornal Tribuna de Anápolis (26/7/09).

 

 

 

 

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